Renato exalta entrega do Vasco após vitória: 'É esse tesão que o torcedor quer ver'
Treinador mira sequência no Brasileirão e explica escolhas na escalação

O técnico Renato Gaúcho valorizou a postura do Vasco na vitória por 1 a 0 sobre o Athletico-PR, neste domingo (10), em São Januário. Após o triunfo, o comandante cruz-maltino ressaltou a entrega da equipe e afirmou que o espírito demonstrado em campo é exatamente o que a torcida espera ver.
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- Quando eu cheguei, eu disse que queria, no mínimo, meu grupo com muito tesão. Então eu não vou cansar de repetir essa palavra. É essa entrega, esse tesão que eles estão tendo dentro do campo que o torcedor quer ver - afirmou Renato.
Renato avaliou que o Vasco controlou a partida desde os minutos iniciais e celebrou o salto dado pela equipe na tabela do Brasileirão.
- Fizemos um bom jogo desde o início. Criamos, tivemos a vontade de vencer que tanto peço para eles, não demos chances para o adversário. Conseguimos, com muita entrega, sair da zona perigosa - analisou.
O comandante ainda projetou objetivos maiores para o restante do campeonato e cobrou regularidade do elenco.
- Contra os cinco primeiros colocados, tivemos quatro vitórias e um empate, mas não podemos ser Robin Hood. Tirar dos grandes e entregar aos pequenos. Precisamos dessa sequência para brigar por coisas maiores, no mínimo uma Libertadores - completou.
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Titularidade e minutagem de Adson
— O Adson ficou parado por quase dois anos. Está voltando de uma lesão. É difícil voltar depois de um longo tempo. E mesmo se ele aguentasse (jogar o jogo todo), tem vezes que você precisa ser trocado, senão você não precisaria de reservas. No momento que o adversário começou a crescer pelo lado, tive que mudar. O mais importante de tudo foi a entrega dos jogadores. Essa vitória nos deixa em 8º e isso é o mais importante.
Adson, Andrés e Rojas juntos
— A escalação que eu coloco em campo depende muito do adversário e do que a gente precisa. Sabia que o Athletico-PR jogava com três zagueiros e dois laterais. Nada melhor do que ter um jogador de drible e um contra um. Mas depende muito do que a gente precisa e do adversário. Até porque fica impossível colocar sempre a mesma equipe em campo jogando a cada três dias. Eu renovo para dar sangue novo e descansar alguns jogadores.
Spinelli e Thiago Mendes
— Os dois estiveram muito bem (Thiago e Spinelli). O Spinelli fez o papel dele muito bem, principalmente aquilo que peço do atacante: segurar uma bola na frente, cavar uma falta, brigar com os zagueiros… isso ele fez muito bem. Argentino tem essa raça aí. Ele foi muito bem, assim como o Thiago, mas eu não gosto de falar de um dos jogadores, gosto de falar em grupo. Todo o meu time hoje esteve muito bem. Dois ou três jogadores estiveram acima da média, mas todo o time jogou bem.

Análise da equipe
— O resultado até pode ser negativo, mas o que não pode é deixar de lutar. Isso que eu cobro bastante do meu grupo, independente de quem comece, independente da competição, acho que é importante essa vontade, essa entrega, essas atitudes que o grupo vem tendo a cada jogo. Até porque a cada 3 dias temos um jogo, como vamos ter quarta-feira, então é importante a gente sempre ter um time descansado e sempre buscando a vitória, como tem acontecido.
Cometer menos faltas ajuda a tomar menos gols?
— Eu sou contra a falta desnecessária. Porque, com a falta desnecessária, você traz perigo para a sua área. Então se você fizer uma pesquisa do Vasco antes da minha chegada, você vai ver quantas faltas o Vasco fazia. Então tem horas e horas para fazer a falta. Hoje fizemos seis faltas. Então não adianta você querer mostrar tesão e matar a jogada toda hora. Não. Você está dando armas para o adversário. A falta tem que ser feita na hora certa, e o meu time sempre faz as faltas na hora certa, tanto é que hoje fizemos só seis faltas. Se você ficar fazendo faltas, o adversário tem um bom batedor, tem um time alto, você tem grandes chances de tomar o gol. É lógico que o gol não é só na bola parada. Eu treino isso taticamente quase todos os dias, tirando os dias de jogos. Então eu procuro ensinar para eles a maneira que eu quero que eles se comportem, eles têm jogado da maneira que eu gosto. Isso tem diminuído bastante, as oportunidades que os adversários têm porque a gente tem diminuído bastante os espaços, espaços que antes o Vasco talvez dava para os adversários. Dando muito espaço, você vai se complicar. Hoje a gente se defende praticamente com todo mundo, não dando espaço para o adversário. E, na hora de atacar, quem tem que atacar ataca. Mas, principalmente, temos evitado essas faltas desnecessárias porque, numa falta desnecessária, você pode tomar gol de cabeça.
Piton e Spinelli começando a partida após jogarem no meio de semana
— Eu fugi porque às vezes vamos fugir. Depende do que a gente precisa. O Piton jogou porque o Cuiabano não jogou. O Cuiabano não estava com segurança, então a gente optou por não colocar ele em campo, eu falei com o Piton e ele disse que jogava sem problemas. Tanto que faltando uns 20 minutos ele disse que estava com câimbra, e eu avisei que estava segurando a última mexida. Coloquei o Lucas, que eu sei que não é da posição, mas eu sabia que a bola aérea no final do jogo ia acontecer.
— O Spinelli foi porque o Athletico joga com três zagueiros e eu tinha que ter um jogador de área, que briga com os zagueiros, justamente com a característica do Spinelli. Eu falei com ele, na sexta eu não deixei ele fazer praticamente nada para se recuperar da viagem, hoje ele disse que estava bem, foi, e por isso que saiu no final: dois jogos seguidos, grama sintética, viagem... enfim. Enquanto ele esteve em campo ele fez o papel dele.
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