Renato dispara sobre permanência no Vasco: 'Aumentou meu tesão'
Cruz-Maltino vence o Barracas Central e se classifica aos playoffs da Sul-Americana

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Técnico do Vasco, Renato Gaúcho valorizou a classificação aos playoffs da Sul-Americana após a vitória por 3 a 0 sobre o Barracas Central nesta quarta-feira (27), em um São Januário vazio por protesto da torcida. Questionado sobre a permanência no comando da equipe após a pausa para a Copa do Mundo e como está se sentindo, o treinador se resumiu a dizer: "Aumentou meu tesão". Além disso, na entrevista coletiva, ele defendeu o planejamento adotado para a competição, na qual poupou jogadores.
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— Quando tomo decisões, procuro tomar as melhores decisões a favor do clube. Nem sempre dá certo. Mas a gente vai errar, somos humanos. Se foi erro ou acerto, não vou entrar nos detalhes. Importante hoje foi a vitória, conquistar a confiança dos jogadores. Passamos para a próxima fase em segundo, mas passamos. Os outros jogadores também passaram em segundo. O Vasco está em três competições. O Vasco está em outra fase da Copa do Brasil, Sul-Americana, e poderíamos estar melhor no Brasileiro, mas não estamos mal, não — afirmou o técnico.
Renato disse entender o protesto da torcida, mas pediu a presença dos cruz-maltinos no estádio no duelo com o Atlético-MG, pela 18ª rodada do Brasileirão.
— Estamos ali. Com o grupo que estamos, reduzido. Grupo com o qual cheguei com 1 ponto no Brasileiro. Hoje está lá embaixo, mas com uma ou duas vitórias está lá em cima. Brasileiro é assim, perde duas, perde posição. Ganha, vai lá para cima. Sem ter tido tempo. O torcedor tem direito de protestar, como fez hoje sem violência. Torcedor é paixão. Está sofrendo porque não ganhamos o último jogo. É assim. No futebol, tudo é vitória. O mais importante é o torcedor comparecer domingo em São Januário, a gente tem um jogo difícil no Brasileiro. Com o apoio da torcida, é meio caminho andado. O torcedor tem que comparecer e incentivar os jogadores.
No último domingo (24), na derrota para o Bragantino por 3 a 0, Renato terminou o jogo sentado no banco de reservas, enquanto o auxiliar orientava a equipe. O técnico também não foi à coletiva de imprensa. Sobre o episódio, o treinador afirmou que estava com um problema de saúde na garganta.
— Coisa que nunca fui e nem vou ser é covarde. Bem pelo contrário. Se eu fosse covarde, nem teria vindo para o Vasco. Que fique bem esclarecido. Pode ter certeza de que sou sujeito homem em todos os aspectos e situações. Não é porque deixei lá, estou com coisa na garganta, abaixo de remédio. Hoje mesmo estão vendo como estou. Hoje, ganhando de 3 a 0, o Gabeira foi para a beira do campo para eu poupar a garganta, e o médico me deu remédio — disparou.

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Outras respostas de Renato Gaúcho após Vasco x Barracas Central
Mais sobre o planejamento
— Poderíamos hoje estar classificados em primeiro lugar na Sul-Americana com 12, 13, 14, 15 pontos no Brasileiro. Aí seria o contrário: "Por que não deixou a Sul-Americana de lado e pensou no Brasileiro?". Não dá para agradar todo mundo. Mas poderia me perguntar por que jogou o time do Brasileiro. Hoje jogou em casa, não teve tanto desgaste de viagem. Jogamos no final de semana contra o Bragantino (aqui), hoje e o de domingo. Hoje era uma decisão, porque poderíamos ficar fora. E se ganhasse, poderia ficar com o primeiro lugar. Importante foi avançar para a próxima fase. Ah, tem mais dois jogos. Faz parte.
Pênalti perdido por Brenner
— O Brenner, a gente precisa recuperar ele. É bom garoto, garoto que trabalha, não chegou à toa no grupo do Vasco. Tudo é confiança. Então hoje o jogo estava definido. Por que ele bateu o pênalti? Justamente para ele readquirir essa confiança. Até porque o próprio torcedor pediu pra ele bater o pênalti, para ele fazer o gol e reconquistar a confiança. Infelizmente ele não fez o gol, mas faz parte. Não vou muito longe; o que está acontecendo com ele está acontecendo com o Sasha, lá no Bragantino. Eu acompanho nossos adversários. Teve um pênalti há uma semana atrás que, no final do jogo, o jogo estava decidido. O Sasha foi bater porque estava há 3 meses sem fazer um gol, faz parte do futebol. Deram para ele bater, e ele errou. Só erra quem está lá. A gente torce para o Brenner voltar a fazer gol. Ele é muito bom garoto, ele trabalha, ele escuta, dou bastante conselhos a ele. Daqui a pouco ele naturalmente vai fazer gol e vai voltar a ter a confiança do torcedor.
Desfalques
— O Zucarelo, eu não botei ele na lateral direita. Eu botei ele no lugar do Tchê Tchê, juntamente com o Nuno do lado direito. Eu sei que ele é meia lá na base, ele treina com a gente na meia também. Então hoje eu botei ele pra aquele lado, já que nós tínhamos um jogador a mais. Ele é um jogador que tem bastante saúde, tem um pra um, jogador que vai pra cima, tanto é que fez várias jogadas, perdeu algumas, passou outras. Eu não o botei para a lateral direita, eu tentei botar mais um meia naquele setor para construir, porque nós tínhamos que aproveitar ter um homem a mais, e também porque o Tchê Tchê estava com um cartão amarelo.
Jovens da base
- Essa pergunta eu vou explicar, mas você pode perguntar para os garotos da base como eu me preocupo com eles. Seja da defesa, do meio, vou conversar bastante, passar tranquilidade e corrigir alguns defeitos que eles têm, o que é normal, porque eu também já tive a idade deles e todo mundo tem esses defeitos nessa idade, mas eles têm nos ajudado. O Bruno, por exemplo, no último jogo, estava no banco, ele não entrou pelas circunstâncias do que estava acontecendo. Hoje eu o coloquei, e é um jogador que está voltando de lesão. Quando cheguei aqui, já estava machucado, três meses praticamente, agora que ele está voltando. Então eu perguntei se ele estava bem e se aguentava os 30 minutos, e ele falou que estava bem, então soltei ele, porque ele vem treinando bem, mas é um jogador que está voltando de lesão, e não é qualquer lesão, é um jogador que tem bastante estiramento, tenho todo tipo de cuidado com ele, aconselho ele bastante. Hoje ele entrou, fez o gol, estava impedido e tal, mas é um jogador que com certeza vai nos ajudar.
Avellar
— É um garoto que vem aproveitando as oportunidades. Cuiabano machucou, às vezes jogava, às vezes o Piton, mas é o que eu falo para vocês: o garoto, que nem eu fiz hoje, tem que soltar aos poucos e quando o jogo está definido. Você não pode pôr quando o jogo está apertado, difícil, está perdendo, jogar a responsabilidade para o garoto, porque o garoto tem um futuro muito grande e você não pode queimar o garoto. Então, sempre tenho muito cuidado com os garotos por onde eu passo, porque eu já tive a idade deles e sei o quanto é importante ter a confiança do treinador e soltar os garotos na hora certa e não dar essa responsabilidade quando, muitas vezes, eles ainda não estão prontos.
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