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Renato dispara sobre permanência no Vasco: 'Aumentou meu tesão'

Cruz-Maltino vence o Barracas Central e se classifica aos playoffs da Sul-Americana

Pedro Cobalea
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 27/05/2026
21:49
Atualizado há 0 minutos
Renato Gaúcho Vasco coletiva
imagem cameraRenato Gaúcho, técnico do Vasco, concede entrevista coletiva após a vitória sobre o Barracas Central pela Sul-Americana (Foto: Pedro Cobalea / Lance!)

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Técnico do Vasco, Renato Gaúcho valorizou a classificação aos playoffs da Sul-Americana após a vitória por 3 a 0 sobre o Barracas Central nesta quarta-feira (27), em um São Januário vazio por protesto da torcida. Questionado sobre a permanência no comando da equipe após a pausa para a Copa do Mundo e como está se sentindo, o treinador se resumiu a dizer: "Aumentou meu tesão". Além disso, na entrevista coletiva, ele defendeu o planejamento adotado para a competição, na qual poupou jogadores.

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— Quando tomo decisões, procuro tomar as melhores decisões a favor do clube. Nem sempre dá certo. Mas a gente vai errar, somos humanos. Se foi erro ou acerto, não vou entrar nos detalhes. Importante hoje foi a vitória, conquistar a confiança dos jogadores. Passamos para a próxima fase em segundo, mas passamos. Os outros jogadores também passaram em segundo. O Vasco está em três competições. O Vasco está em outra fase da Copa do Brasil, Sul-Americana, e poderíamos estar melhor no Brasileiro, mas não estamos mal, não — afirmou o técnico.

Renato disse entender o protesto da torcida, mas pediu a presença dos cruz-maltinos no estádio no duelo com o Atlético-MG, pela 18ª rodada do Brasileirão.

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— Estamos ali. Com o grupo que estamos, reduzido. Grupo com o qual cheguei com 1 ponto no Brasileiro. Hoje está lá embaixo, mas com uma ou duas vitórias está lá em cima. Brasileiro é assim, perde duas, perde posição. Ganha, vai lá para cima. Sem ter tido tempo. O torcedor tem direito de protestar, como fez hoje sem violência. Torcedor é paixão. Está sofrendo porque não ganhamos o último jogo. É assim. No futebol, tudo é vitória. O mais importante é o torcedor comparecer domingo em São Januário, a gente tem um jogo difícil no Brasileiro. Com o apoio da torcida, é meio caminho andado. O torcedor tem que comparecer e incentivar os jogadores.

No último domingo (24), na derrota para o Bragantino por 3 a 0, Renato terminou o jogo sentado no banco de reservas, enquanto o auxiliar orientava a equipe. O técnico também não foi à coletiva de imprensa. Sobre o episódio, o treinador afirmou que estava com um problema de saúde na garganta.

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— Coisa que nunca fui e nem vou ser é covarde. Bem pelo contrário. Se eu fosse covarde, nem teria vindo para o Vasco. Que fique bem esclarecido. Pode ter certeza de que sou sujeito homem em todos os aspectos e situações. Não é porque deixei lá, estou com coisa na garganta, abaixo de remédio. Hoje mesmo estão vendo como estou. Hoje, ganhando de 3 a 0, o Gabeira foi para a beira do campo para eu poupar a garganta, e o médico me deu remédio — disparou.

Renato Gaúcho Vasco
Renato Gaúcho durante duelo entre Vasco e Barracas Central, pela Sul-Americana (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Folhapress)

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Outras respostas de Renato Gaúcho após Vasco x Barracas Central

Mais sobre o planejamento

— Poderíamos hoje estar classificados em primeiro lugar na Sul-Americana com 12, 13, 14, 15 pontos no Brasileiro. Aí seria o contrário: "Por que não deixou a Sul-Americana de lado e pensou no Brasileiro?". Não dá para agradar todo mundo. Mas poderia me perguntar por que jogou o time do Brasileiro. Hoje jogou em casa, não teve tanto desgaste de viagem. Jogamos no final de semana contra o Bragantino (aqui), hoje e o de domingo. Hoje era uma decisão, porque poderíamos ficar fora. E se ganhasse, poderia ficar com o primeiro lugar. Importante foi avançar para a próxima fase. Ah, tem mais dois jogos. Faz parte.

Pênalti perdido por Brenner

— O Brenner, a gente precisa recuperar ele. É bom garoto, garoto que trabalha, não chegou à toa no grupo do Vasco. Tudo é confiança. Então hoje o jogo estava definido. Por que ele bateu o pênalti? Justamente para ele readquirir essa confiança. Até porque o próprio torcedor pediu pra ele bater o pênalti, para ele fazer o gol e reconquistar a confiança. Infelizmente ele não fez o gol, mas faz parte. Não vou muito longe; o que está acontecendo com ele está acontecendo com o Sasha, lá no Bragantino. Eu acompanho nossos adversários. Teve um pênalti há uma semana atrás que, no final do jogo, o jogo estava decidido. O Sasha foi bater porque estava há 3 meses sem fazer um gol, faz parte do futebol. Deram para ele bater, e ele errou. Só erra quem está lá. A gente torce para o Brenner voltar a fazer gol. Ele é muito bom garoto, ele trabalha, ele escuta, dou bastante conselhos a ele. Daqui a pouco ele naturalmente vai fazer gol e vai voltar a ter a confiança do torcedor.

Desfalques

— O Zucarelo, eu não botei ele na lateral direita. Eu botei ele no lugar do Tchê Tchê, juntamente com o Nuno do lado direito. Eu sei que ele é meia lá na base, ele treina com a gente na meia também. Então hoje eu botei ele pra aquele lado, já que nós tínhamos um jogador a mais. Ele é um jogador que tem bastante saúde, tem um pra um, jogador que vai pra cima, tanto é que fez várias jogadas, perdeu algumas, passou outras. Eu não o botei para a lateral direita, eu tentei botar mais um meia naquele setor para construir, porque nós tínhamos que aproveitar ter um homem a mais, e também porque o Tchê Tchê estava com um cartão amarelo.

Jovens da base
  1. Essa pergunta eu vou explicar, mas você pode perguntar para os garotos da base como eu me preocupo com eles. Seja da defesa, do meio, vou conversar bastante, passar tranquilidade e corrigir alguns defeitos que eles têm, o que é normal, porque eu também já tive a idade deles e todo mundo tem esses defeitos nessa idade, mas eles têm nos ajudado. O Bruno, por exemplo, no último jogo, estava no banco, ele não entrou pelas circunstâncias do que estava acontecendo. Hoje eu o coloquei, e é um jogador que está voltando de lesão. Quando cheguei aqui, já estava machucado, três meses praticamente, agora que ele está voltando. Então eu perguntei se ele estava bem e se aguentava os 30 minutos, e ele falou que estava bem, então soltei ele, porque ele vem treinando bem, mas é um jogador que está voltando de lesão, e não é qualquer lesão, é um jogador que tem bastante estiramento, tenho todo tipo de cuidado com ele, aconselho ele bastante. Hoje ele entrou, fez o gol, estava impedido e tal, mas é um jogador que com certeza vai nos ajudar.
Avellar

— É um garoto que vem aproveitando as oportunidades. Cuiabano machucou, às vezes jogava, às vezes o Piton, mas é o que eu falo para vocês: o garoto, que nem eu fiz hoje, tem que soltar aos poucos e quando o jogo está definido. Você não pode pôr quando o jogo está apertado, difícil, está perdendo, jogar a responsabilidade para o garoto, porque o garoto tem um futuro muito grande e você não pode queimar o garoto. Então, sempre tenho muito cuidado com os garotos por onde eu passo, porque eu já tive a idade deles e sei o quanto é importante ter a confiança do treinador e soltar os garotos na hora certa e não dar essa responsabilidade quando, muitas vezes, eles ainda não estão prontos.

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