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Diniz reconhece erros, mas elogia desempenho do Vasco: 'Não jogou mal'

Gigante da Colina foi derrotado por 2 a 1 de virada na estreia do Brasileirão

Pedro Cobalea
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 29/01/2026
23:13
Atualizado há 42 minutos
Vasco Diniz
imagem cameraFernando Diniz durante a partida entre Vasco e Mirassol (Foto: Andrey Queiroz/RP FOTOPRESS)

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Mesmo com a derrota por 2 a 1 para o Mirassol, de virada, na estreia do Campeonato Brasileiro, o técnico o Vasco, Fernando Diniz, mostrou de confiança no trabalho e na evolução do time. Em entrevista após a partida, Diniz reconheceu os erros cometidos, especialmente na saída de bola, mas fez questão de ressaltar os acertos e a proposta de jogo adotada desde o início. Segundo ele, a equipe teve coragem para jogar, assumiu riscos e, na maioria das vezes, conseguiu sair jogando com qualidade.

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— Se quiser focar nos erros, mas teve muito acerto. Não é o mesmo time do ano passado. A maioria das vezes que saímos jogando foi limpo. Claro que aconteceram erros que não podem acontecer, mas não podemos abrir mão da nossa ideia só porque eles aconteceram — afirmou.

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O treinador também rebateu críticas ao estilo de jogo, lembrando que evitar riscos significa recorrer excessivamente às bolas longas, algo que, no passado, também gerava insatisfação.

— Se você não quer errar nunca, você não sai jogando. Aí vai reclamar porque faz muita bola longa. Estou triste pelo resultado, mas o time não jogou mal. E foi assim porque saímos jogando — completou.

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Diniz citou individualmente o lateral Puma Rodríguez como exemplo de como erros pontuais não podem se sobrepor ao desempenho geral.

— O Puma errou um passe, mas acertou muito durante o jogo. Se contabilizarmos só o erro, vamos ficar estacionados. Vamos aproveitar os erros de hoje e evoluir — disse.

Sobre os gols sofridos, Diniz apontou o azar no lance do gol contra e avaliou que o segundo gol nasceu de uma falha que poderia ter sido corrigida durante a jogada.

— No segundo gol, perdemos a bola na saída, mas era um lance totalmente recuperável. A bola ia na mão do Léo Jardim, não seria gol — analisou.

Eduardo Mirassol
Eduardo comemora gol marcado contra o Vasco (Foto: Andrey Queiroz/RP FOTOPRESS)

Apesar do revés, o treinador gostou da postura do time e destacou que o processo de aprendizado passa, inevitavelmente, pelos erros.

— Temos que saber os momentos de sair curto e sair longo. Isso só vamos aprender jogando. Errar tecnicamente faz parte do jogo — concluiu.

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Bronca na parada técnica

— Não adianta criar tumulto por conta disso. Na maneira de cobrar os jogadores, sou duro, mas sou amoroso. Muito mais do que imaginam. Os jogadores suportam a cobrança e melhoram por conta da cobrança. Depois dela o time melhorou. Tenho um respeito enorme aos jogadores. Tenho um jeito enérgico de falar, acelerado, e sou espontâneo com os jogadores. Às vezes algumas pessoas gostam que as coisas fujam do controle para criar um circo. Igual como foi com o Rayan contra o Corinthians.

— Cobrei de uma maneira mais enérgica e foram até o garoto e se deram mal, porque disse: "O Diniz é igual a um pai para mim". Se ele dá alguma coisa, aí cria aquele circo que gostam, na maldade. Sou uma pessoa amorosa. Minha vida é ajudar o jogador de futebol. Aquilo é uma forma de ajudar. O respeito é fazer o cara produzir o que ele pode. Tirar os medos que os jogadores têm não é algo fácil. Fácil é ficar de fora sem ajudar, maltratando, falando mal, expondo o tempo todo. E numa hora dessas fazer o interesse de criar um clima desfavorável. Eu sei quem sou. Os jogadores sabem quem sou.

Reforços

— O Brenner e Hinestroza só assinaram a documentação dois dias atrás, então só treinaram um dia conosco. A gente vai avaliar com calma quando eles podem jogar e a minutagem. Quero contar com eles o quanto antes.

— Vamos tratar internamente (sobre Spinelli e Cuiabano). Não vou abrir para vocês. Eles de fato são nomes que surgiram, mas estamos tratando internamente para ter o melhor desfecho possível.

Bola área defensiva

— O Cuesta não é alto, mas não perdeu bola nenhuma no alto. Ele pula muito e é agressivo na bola aérea. O gol que a gente tomou teve uma disputa do Puma, um lateral alto, com o jogador deles e teve a infelicidade do Cuesta. Contra o Flamengo, foi uma disputa individual. Reduzir a ter um jogador mais alto na zaga não é isso. Sérgio Ramos não era um jogador alto. Não é questão só de altura. Obviamente se eu tivesse um zagueiro mais alto eu teria mais predominância, mas não é só isso que importa.

Objetivos do Vasco no Brasileirão

— Cada jogo que jogarmos vamos fazer de tudo para ganhar e chegar o mais longe possível na competição. Enfrentamos um adversário duro, fizemos um jogo equilibrado e tivemos os números mais próximos de ganhar do que de perder, ao menos de empatar. No que aconteceu no jogo não merecíamos a derrota. Mostramos evolução do trabalho. Não podemos admitir perder.

O Vasco volta a campo na próxima segunda-feira (2) para enfrentar o Madureira, às 20h (de Brasília), em São Januário, pela quinta rodada do Campeonato Carioca.

✅ FICHA TÉCNICA
MIRASSOL X VASCO
CAMPEONATO BRASILEIRO - 1ª RODADA

📆 Data e horário: quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, às 20h (de Brasília)
📍 Local: Maião
🟨 Árbitro: Rodrigo Jose Pereira de Lima
🚩 Assistentes: Fernanda Nandrea Gomes Antunes e Francisco Chaves Bezerra Junior
🖥️ VAR: Daniel Nobre Bins
⚽Gols: Coutinho (VAS), Renato Marques (MIR) e Eduardo (MIR).
🟥Cartões amarelos: -
🟨Cartões vermelhos: Nuno Moreira (VAS), William Machado (MIR) e Nathan Fogaça (MIR)

Escalação do Mirassol

Walter; Igor Formiga, João Victor, William Machado, Reinaldo (Luiz Otávio); Yuri Lara, Neto Moura (Aldo Filho), Eduardo (Galdino); Negueba, Alesson (Galeano) e Renato Marques (Nathan Fogaça) (Técnico: Rafael Guanaes).

Escalação do Vasco

Léo Jardim; Puma, Cuesta, Robert Renan e Lucas Piton (João Victor); Barros (GB), Thiago Mendes e Coutinho; Nuno Moreira (Andrey Fernandes), Andrés Gómez e Rojas (Matheus França) (Técnico: Fernando Diniz).

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