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Diniz avalia atuação do Vasco em derrota para o Bahia: 'Frustração'

Cruz-Maltino perde por 1 a 0 em São Januário pela terceira rodada do Brasileirão

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Mauricio Luz
Rio de Janeiro (RJ)
Pedro Cobalea
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 12/02/2026
00:52
Atualizado há 0 minutos
Fernando Diniz Vasco coletiva
imagem cameraTécnico do Vasco, Fernando Diniz concede entrevista coletiva após derrota para o Bahia (Foto: Pedro Cobalea / Lance!)

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Técnico do Vasco, Fernando Diniz analisou a derrota por 1 a 0 para o Bahia nesta quarta-feira (11), em São Januário, pela terceira rodada do Brasileirão. Em entrevista coletiva após a partida, o treinador afirmou que se sente frustrado pelo resultado e comentou as vaias recebidas pela torcida.

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➡️ Torcedores do Vasco mandam recado a Fernando Diniz após derrota para o Bahia

— O sentimento é de frustração total. O torcedor tem que estar bravo, tem que estar chateado e tem que ter alguém para xingar, e o treinador é o maior responsável. A equipe produziu para ganhar. O Bahia chutou sete vezes, acho que a gente chegou a vinte. A gente entrou no último terço do campo 51 vezes. Tivemos oportunidades mais do que suficientes para virar o jogo, não viramos — disparou o comandante cruz-maltino.

— Agora, se tem alguém para vaiar, eu sou o cara para vaiar mesmo. Eu estou aqui para sustentar isso, para dar uma resposta mais positiva e fazer o time começar a ganhar. Senão, a gente vai ser hostilizado mesmo, e eu vou ser o mais hostilizado. E eu estou preparado para isso. A gente tem que conseguir converter as oportunidades em gol. O Bahia não teve nenhuma grande chance. A gente falhou na marcação do escanteio. Eles fizeram uma jogada ensaiada, a gente tomou o gol ali, de maneira meio improvisada, numa jogada que não era nada exagerada. Ela estava mapeada por nós. O Bahia não fez essa jogada nos últimos dez jogos e, ali, pelo que a gente ficou sabendo, o Everton (Ribeiro), que cobrou o escanteio, colocou a bola, e o jogador deles teve a capacidade de fazer o gol. — completou

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Diniz também explicou as substituições feitas no segundo tempo, sobretudo as entradas de Marino, GB e Rojas.

— O Marino gera expectativa. Se a gente não colocar um jogador que tem expectativa, a gente não sabe. O jogo estava pedindo um cara como o Marino, porque a partida estava muito concentrada pelos lados. A ideia era ter o Andrés Gomes de um lado e o Marino do outro. Ele é um jogador que vai começar a entregar em algum momento, foi muito bem avaliado por nós e por vocês também, e havia uma expectativa grande em cima dele — disse o técnico do Vasco.

— O GB entrou porque, no jogo do Botafogo, a situação tinha que ser um pouco parecida com essa. Teve muito cruzamento de bola aérea, e ele era um jogador interessante para esse cenário. A gente cruzou, não sei quantos cruzamentos fizemos, mas chegamos ao último terço do campo 51 vezes. O Bahia chegou 13. Então, as jogadas terminaram muito em cruzamentos. O GB é um cara alto, com presença diária. A gente quase fez um gol por conta da presença dele: ele cabeceia uma bola para trás, o Puma chega e bate de esquerda, e a bola podia ter entrado — continuou.

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— Depois, o Rojas entrou por trás, e a gente estava muito na frente justamente porque ele tem um passe muito bom. Entrou bem de novo. Não teve muitas oportunidades de finalizar de fora da área, mas eu concordo que ele entrou bem — concluiu.

Fernando Diniz também defendeu Philippe Coutinho das críticas da torcida cruz-maltina. O camisa 10 saiu de campo vaiado no segundo tempo. Para o técnico, o meia é "um presente" da diretoria para o clube.

— O Coutinho é um presente para o Vasco. É um jogador extremamente diferente. O torcedor está no direito de vaiar, de xingar. Em relação ao Pedrinho, é o presidente, é um cara que faz um bem enorme ao futebol. O que eu tenho que falar sobre o Pedrinho é isso. Sobre a hostilidade da torcida, é normal. O time não ganha, tem que vaiar mesmo, tem que hostilizar — afirmou.

Fernando Diniz Vasco Bahia
Fernando Diniz, técnico do Vasco. durante partida contra o Bahia pelo Brasileirão (Foto: Delmiro dos Santos Júnior/Mochila Press/Gazeta Press)

Outras respostas de Diniz após Vasco x Bahia

Pressão por resultados e cobranças

— Estou aqui para ser pressionado. Os números são esses, mas o rendimento não era para ser esse desde o ano passado. Eu vou sustentar e acredito que os números vão mudar. Não conversei nada com a diretoria. Sou seguro daquilo que faço.

Sistema defensivo

— Eu não acho que a gente tomou muito gol essa temporada. A defesa preocupa quando se oferece muita chance ao adversário, e não tem oferecido muita chance. A gente não está igual ao ano passado. A gente tem oferecido poucas chances, e as poucas chances tem entrado. Contra a Chapecoense, a gente não ofereceu chance de jogo, o cara fez um gol na intermediária, hoje fez um gol difícil de acertar, uma jogada ensaiada de muita precisão. O Léo Jardim não fez uma defesa importante. A gente defensivamente não foi mal no jogo. A gente tem sofrido gols com poucas oportunidades cedidas ao adversário.

Aprendizados

— De aprendizado, a gente subiu a marcação muito equivocada, que gerou o escanteio para o Bahia, ter mais atenção nas bolas paradas e conseguir aproveitar mais o que temos produzidos.

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Principal falha do Vasco no jogo

— Faltou inspiração para acertar um chute ou cruzamento. A chance que a gente teve, cabeçada do Nuno, do Puma, chute de fora da área, de dentro também. O que a gente errou no primeiro tempo, a gente estava subindo a marcação de forma equivocada, erramos isso na parte tática. Disso que a gente empurrou o Bahia para atrás, o espaço fica mais limitado. A gente teve uma boa ocupação no rebote, cedemos poucos contra-ataques, mas a gente não teve inspiração o suficiente para empatar e virar o jogo.

GB de saída para o Fortaleza

— Tem o interesse do Fortaleza, mas ainda não tinha nada acertado até o jogo. Era um jogador que o jogo pedia a participação. O jogo se ofereceu para ele entrar, como foi contra o Botafogo e contra o Vitória no ano passado. A gente aproveitou que ele estava aqui e colocou para jogar. Não sei da informação (se ele vai sair).

São Januário

— Acho que aqui é a casa do Vasco, o time tem que saber jogar aqui. Eu gosto muito de jogar aqui, mesmo a torcida me vaiando como vaiou hoje. A gente tem que aprender a jogar aqui cada vez mais e ganhar jogos aqui. Se o time não tivesse produzindo nada, eu estaria preocupado. Não é isso. A gente tem que colocar a bola dentro do gol.

Recado para o torcedor

— Eu compreendo a reação da torcida, vocês não vão me ver falar mal da torcida. Eu sei que eles acreditam no time, na instituição, e nunca abandonaram. Os jogadores têm que agradecer pela torcida que têm e entregar resultado.

Erros ofensivos

— Difícil explicar. Em determinado momento, o Brenner é um jogador preciso para fazer gols. A gente perdeu o Rayan, que era um jogador que precisava de poucas oportunidades para chutar e fazer gol de dentro e fora da área, cabeceio. Com o volume que a gente tem criado é questão de tempo para a bola começar a entrar. Com esse volume, não é normal e a gente não converter em gol. Ano passado a gente teve uma taxa de conversão alta. Era um time que fazia muito gol e tomava muito gol. Mas este ano a gente não está tomando muito gol e tem cedido pouca chance ao adversário. Não sei explicar o porquê que está tomando gol com pouca chance, que não é normal. A gente tem de melhorar, cedendo pouca chance aos adversários e converter nossas chances para vencer as partidas.

Falhas na bola aérea

— Quando a gente tomou gol de bola aérea, não foi falha do Cuesta ou do Saldivia. Geralmente alguém falha na marcação individual, e hoje foi uma falha de posicionamento. Ficou um vazio ali, eles atraíram a gente para dentro da pequena área, a gente foi e eles fizeram uma jogada pra trás e tinha que ter pelo menos um jogador naquele posicionamento onde a bola entrou. A gente tem procurado trabalhar o máximo para que a gente evite gol de bola aérea, principalmente de bola parada.

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