Xodó da torcida tricolor, Centurión tem 'razão': nunca teve sequência
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Na manhã da última segunda-feira, Ricardo Centurión precisou deixar o lado introvertido guardado. Diante de todo o elenco do São Paulo, o argentino pediu desculpas por ter usado o Twitter para reclamar da reserva e da falta de sequência. Águas passadas? Nem para o meia-atacante, nem para o grupo.
Os jogadores do Tricolor, mais uma vez, se incomodaram com a forma com que Centurión expôs assuntos internos. Em março, por exemplo, reclamou que os companheiros não entendiam sua maneira de jogar e foi repreendido.
A postura após o empate com o Fluminense também causou mal estar, pois o clima no CT da Barra Funda já anda pesado devido aos quatro jogos sem vitória na temporada. Além disso, há incômodo com a distância de Centurión para o grupo mesmo após cinco meses de sua chegada ao clube paulista.
Na comissão técnica as ressalvas em relação ao argentino existem, mas são mais suaves, já que há confiança de que o atleta de 22 anos ainda poderá evoluir muito nos quatro anos de contrato. Ainda assim, a mudança no cenário de Centurión no São Paulo é muito diferente do exibido em fevereiro.
Dos nove reforços para 2015, o gringo foi o único apresentado com a presença do presidente Carlos Miguel Aidar. A contratação ainda custou mais de R$ 13 milhões e necessitou da ajuda do empresário Vinícius Pinotti, fanático pelo clube e hoje diretor de marketing.
Mas se entre elenco e comissão técnica Centurión é mais um, entre os torcedores o panorama é bem distinto. O argentino é o único reserva ovacionado no anúncio das escalações dos jogos no Morumbi e tem o nome gritado invariavelmente na etapa final das partidas. E é essa parcela dos são-paulinos que acredita que o desabafo de Centurión no Twitter é justo e coerente. Afinal, das 25 partidas pelo Tricolor, apenas dez foram como titular. Destas, somente três em sequência e duas completas.
Outro argumento da torcida é a gana com que Centurión entra em campo, mas o contra-argumento é forte: o meia não jogava com Muricy Ramalho, com Milton Cruz e agora com Juan Carlos Osorio. Talvez raça não seja suficiente...
Veja comparativo referente a 2015:
Centurión:
25 jogos
1.111 minutos em campo
4 gols
1 assistência
PH Ganso:
27 jogos
2.211 minutos em campo
1 gol
5 assistências
Michel Bastos:
30 jogos
2.386 minutos em campo
7 gols
8 assistências
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