Vaza relatório que confirma corrupção de Bin Hammam e Warner

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Vazou o relatório do Comitê de Ética da Fifa que concluiu que há provas "abrangentes, convincentes e impressionantes" de que Mohamed bin Hammam tentou subornar os 25 membros da União Caribenha de Futebol (CFU), com o auxílio de Jack Warner, que pediu demissão de seus cargos relacionados ao futebol na última segunda-feira.
Bin Hammam, presidente da Confederação Asiática de Futebol e Warner, ex-presidente da Concacaf, foram suspensos provisoriamente por um mês enquanto a Fifa conduzia as investigações.
Na ocasião do encontro com os membros da CFU, Bin Hammam era candidato à presidência da Fifa, e teria tentando comprar os votos das federações caribenhas. Após o início das investigações, o qatariano retirou sua candidatura e Joseph Blatter, candidato único, foi reeleito no cargo.
Após o desligamento de Warner de suas atividades relacionadas ao futebol, a investigação sobre ele foi encerrada, com a "presunção de inocência mantida", segundo comunicado publicado pela Fifa.
Segundo o relatório, testemunhas "críveis" confirmaram o recebimento de envelopes com 40 mil dólares (R$ 63 mil). Fred Lunn, membro da federação das Bahamas, teria, inclusive, fotografado o dinheiro antes de devolvê-lo.
O vazamento do relatório fez crescer a pressão para que a investigação de Warner seja reaberta.
- Isto torna inacreditável a declaração da Fifa de que Jack Warner é presumivelmente inocente. Acredito que Jack Warner deveria ser obrigado a responder a essas acusações. Não é suficiente que ele apenas se demita - declarou o deputado inglês Damian Collins, que trava uma batalha por reformas na Fifa.
Segundo o jornal inglês "The Guardian", Bin Hammam, que ainda é membro do Comitê Executivo da Fifa, revelou a amigos que não pretende renunciar, como fez Warner.
Apesar da suspensão provisória de Bin Hammam e Warner, a investigação do caso continua e está sendo conduzida por um escritório particular, chefiada pelo ex-agente do FBI Louis Freeh. Um relatório final deve ser divulgado em meados de julho.
Confira trechos do documento de 17 páginas:
"As provas abrangentes, convincentes e impressionantes permitem conluir prima facie (à primeira vista) que o acusado (Warner) iniciou e agendou uma reunião especial com as federações membro da CFU para o Sr. Bin Hammam.
"Na ocasião desse encontro, parece que o Sr. Bin Hammam ofereceu, pelo menos secretamente e sob o compromisso de sigilo, a cada federação membro um envelope com 40 mil dólares.
"Portanto, parece bastante convincente considerar que as ações do Sr. Bin Hammam contituem prima facie um ato de suborno, ou ao menos uma tentativa de cometer suborno"
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