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'Vagabundo' antes do retorno, Muricy diz: 'Não sou o Salvador da Pátria'


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Ovacionado pela torcida ao final da vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o Galo, o técnico Muricy Ramalho tem motivos para comemorar. Na quarta-feira, chegou à marca de 200 vitórias pelo clube do Morumbi e alcançou a terceira seguida no Campeonato Brasileiro. Na coletiva, o comandante conhecido pelo bordão "aqui é trabalho", em tom bem-humorado, destacou seu lado sabático.

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– Momento era realmente ruim, cheguei no CT e vi. Estava lá em Ibiúna, tomando cerveja, com a família. Nunca fiz isso, ser vagabundo, foi ótimo, meu Deus (risos). Aí, falei, vamos lá Juvenal (Juvêncio, presidente do clube). Nem assinei ainda o contrato, está lá em casa, vamos ver para assinar. Por isso aceitei – disse.

Muricy ressaltou que a ascensão da equipe passa pela mudança de postura dos jogadores dentro de campo. Contra o Atlético-MG, o atacante Luis Fabiano ajudou bastante na marcação, assim como os meias Paulo Henrique Ganso e Jadson.

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– A gente tem que saber, não tem mágica, os técnicos são todos parecidos, é consagrado o que saiu daqui. E também, não é crítica, mas estava faltando um pouco mais deles. Tem que se doar um pouco. O Jadson tinha feito um jogo desse assim, marcando, brigando? E eu falo para ele, depois você vai jogar solto, como meia. Jogador está entendendo, palavra também, é confiança, é tudo – declarou o técnico.

Por fim, Muricy ainda rechaçou o rótulo de "Salvador da Pátria" da equipe do Morumbi e diz que aceitou o convite muito em função da sua gratidão com o São Paulo.

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– A história, o que eu conquistei, não apaga. Chegou a hora de dar a minha contribuição, mas não sou Salvador da Pátria não, mas a coisa estava muito difícil – completou.

Com gol de Welliton, São Paulo vence o Atlético-MG

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