Tartá quase chora ao lembrar de Oswaldo e Fellype Gabriel

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A amizade que começou no outro lado do mundo quase fez Tartá se derramar em lágrimas na véspera do jogo contra o Botafogo, pela oitava de final da Copa do brasil. O choro ficou preso, mas a emoção ele não escondeu. O atacante do Vitória foi companheiro de Fellype Gabriel e comandado por Oswaldo de Oliveira no Kashima Antlers, do Japão, no ano passado.
Quando chegou na Terra do Sol Nascente, Tartá "colou" em Fellype Gabriel, um dos poucos brasileiros do elenco. A amizade ainda existe, mesmo longe, e o carinho ficou após cada um seguir seu rumo este ano. Tanto que todas as vezes que se referia ao meia na entrevista dada ao LANCENET! na manhã desta terça-feira, no Barradão, ele lembrava, muito emocionado, do tempo que passou no outro lado do mundo. Apesar da pouca idade, Fellype Gabriel, com seus 26 anos, foi uma espécie de paizão para Tartá, assim como o alvinegro costuma ser para Jobson no Botafogo:
- Falar do Fellype é fácil. Ele é um cara que me ajudou muito. Embora ele seja novo, ele dá conselho para todo mundo, me levava para baixo e para cima (risos). Não sei se é porque já é casado e tem dois filhos que é um cara mais maduro. Fomos na Disney também - recordou, agradecendo ao apoiador, ao técnico Oswaldo de Oliveira e aos membros da comissão técnica imediatamente:
- É uma recordação que fica no coração. Quando a gente vai para um país que não é o nosso e algumas pessoas te acolhem, passa um filme na cabeça, né? Tenho um carinho pelo Oswaldo, que é um treinador incrível. Ainda tem o Ricardo (Henriques, preparador físico) que são pessoas que não sei nem o que dizer. Espero vencer o jogo - disse o emocionado Tartá.
Porém, o reencontro com Fellype Gabriel não será possível nesta quarta e vai ficar para o jogo de volta no Rio de Janeiro. Oswaldo e sua comissão irão representar o amigo, que está vetado para o jogo desta quarta-feira, no Barradão.
Ensinamentos distintos para japoneses e brasileiros
A disciplina tática que Oswaldo de Oliveira procura implantar nos seus times tem um toque japonês. Porém, a técnica e qualidade do futebol brasileiro era um dos ensinamentos deixados pelo comandante no Japão.
- O Oswaldo costumava tentar unir as duas coisas. Para o japonês, que tem disciplina tática, ele focava em melhorar a técnica, dando mais qualidade a eles. Já para os brasileiros, com seu qualidade maior, ele pegava o ensinamento dos japonês. O Fellype é um exemplo dessa união - destacou.
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