Sensação do Botafogo, Hyuri se diz a favor das manifestações da sociedade brasileira
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Além de ser muito preocupado com o futuro, Hyuri olha com extremo carinho para a situação da sociedade brasileira. Não à toa, ele fez questão de comentar as recentes manifestações, realizadas durante a Copa das Confederações.
- A manifestação é direito de qualquer cidadão, desde o sem-teto ao mais rico da sociedade. Todos nós temos o direito de protestar. No entanto, ocorreram algumas depredações que não apoio. Apoio, sim, as manifestações pacíficas. Agora, um poste ou uma lixeira não fazem mal algum - disse o camisa 17, lembrando a época que jogava a Série B do Campeonato Carioca e visitou cidades do interior e bairros muito pobres da capital fluminense:
- Desses lugares que fui durante a Série B, percebi que eles precisam de um pouquinho mais de consciência do Governo ou das prefeituras. De repente, para quem está na sala com ar-condicionado, por exemplo, é só mais uma rua sem asfalto, mas para quem está ali no dia a dia é questão de dignidade. Não custa nada tentar ajudar.
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PROFESSORA ESPECIAL
Se a capacidade discursiva de Hyuri chamou atenção desde a apresentação dele no Botafogo, o jogador, mesmo não tendo conciliado escola e trabalho, teve uma professora que marcou a vida dele. Com satisfação e, emocionado, o jogador recordou a tia Magali, com quem já não mantém o contato diário, mas jamais esqueceu os ensinamentos, que foram fundamentais para a formação dele.
- Quando era criança, tive uma professora - na verdade, não diria que me incentivou, mas foi muito importante na minha formação como homem e de quem vou lembrar para sempre, até reconhecer se ela passar por mim -, a tia Magali. Ela foi minha professora na quinta série. Sempre conversávamos muito. É como se ela fosse da minha família, lembrou Hyuri, que estudou no colégio Didia Machado Forte, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
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