Sem ritmo, Adriano deve priorizar jogadas aéreas no início
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Sem a sua ideal mobilidade nos primeiros jogos pelo Corinthians, Adriano terá de se destacar pelo posicionamento e pela jogada aérea para compensar a falta de ritmo, insuficiência natural para quem não atua desde janeiro, quando defendia a Roma (ITA).
E trunfos para o Imperador se destacar no chuveirinho não faltam: além do bom porte físico que permite o corpo a corpo com os zagueiros, ele é o terceiro atacante mais alto do Brasileiro, empatado com Marcão, do Atlético-GO. Com 1,90m de altura, só fica atrás de Loco Abreu (1,93m), do Botafogo, e de Fernandão (1,91m), do Palmeiras.
Tite pede calma em relação à estreia de Adriano
Um dos candidatos a garçom do camisa 10, o lateral-esquerdo Fábio Santos revela que os dois já até conversaram sobre as preferências do atacante nas partidas iniciais.
– Até brinquei com ele: "Vou colocar a bola na área e você que se vire!" Ele falou: "Calma aí, tem de ser na minha cabeça, ainda não estou 100% para sair trombando com todo mundo" – declarou ao LANCENET!.
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Adriano diz que tem grandes chances de jogar domingo
Dos 39 gols marcados pelo Timão no torneio, apenas em três vezes o adversário foi vazado após um cabeceio. Os comandados de Tite estão em último lugar no quesito. O Fluminense é o líder, já que balançou as redes 13 vezes dessa maneira.
Uma das explicações utilizadas por Fábio para justificar a lanterna é que o Corinthians opta mais pelas jogadas rasteiras, uma vez que Liedson (1,75m), Sheik (1,71m), Willian (1,71m) e Jorge Henrique (1,69m) são mais baixos e primam pelo passe.
De fato, o Alvinegro é apenas o décimo em média de cruzamentos (20,6) por jogo, segundo o Footstats. Mas o lateral aponta que esse índice deve subir para que as qualidades de Adriano possam ser exploradas.
– Nosso time joga com toques mais curtos e rápidos. Com essa referência dentro da área, vamos ter um cara que segura a bola. Às vezes não precisa nem o treinador pedir. A atitude de cruzar mais a bola na área pode acontecer naturalmente.
Tite, que espera até o fim da semana para confirmar se o jogador irá para o banco diante do Atlético-GO, no domingo, não esconde que o centroavante alterará a maneira de o Timão agredir os adversários.
– Claro que, se tiver um pivô na frente, o time vai ter de explorar a bola aérea pelos lados e a infiltração do Paulinho que vem de trás – costuma responder o técnico sobre o assunto.
Que garçons e o Imperador brindem o penta em dezembro!
Veja um bate-bola exclusivo com Fábio Santos
L!: Que tipo de diferença Adriano pode fazer para o Corinthians?
FÁBIO SANOTS: Só a presença dele em campo já é importante pela motivação para o resto do time, para a animação da torcida, preocupação do adversário...Só a imagem dele ajuda bastante. Durante a partida, é sempre bom ter essa referência na frente. Nós sempre tivemos o Liedson, que é um baita finalizador. E o Adriano tem mais a característica de buscar bem o corpo a corpo. Ele nos ajudará bastante, porque, mesmo sem a nossa precisão, só de colocar a bola na área é um cara que tromba com os zagueiros e sem dúvidas ajuda nós, laterais.
L!: O que deve mudar com a entrada dele no time?
F.S.: Nosso time adquiriu um esquema de jogo com três atacantes, uma linha de três e sempre aquele homem referência na frente. Mas com o problema do Liedson (joelho esquerdo), procuramos outras alternativas, com dois atacantes mais rápidos - Emerson e Willian -, sem ter o fixo dentro da área e com dois meias mais atrás. Acredito que consigamos usar melhor o pivô, porque nosso time é muito leve, toca muito a bola e finaliza bastante de fora da área. Por não termos esses jogador trombador dentro da área, acabamos até fazendo poucas jogadas de fundo. Sem dúvida o Adriano abre um leque maior de opções.
L!: Com Adriano, será natural o time buscar mais a jogada aérea?
F.S.: Acredito que sim, pelas características dele. Quando jogam Emerson e Willian, eles vêm buscar mais a bola no pé. E quando você levanta a cabeça para colocar a bola lá dentro e não vê ninguém na área, não tem o porquê fazer o cruzamento. Nosso time joga com o passe mais curto, com mais toque rápido. Com essa referência dentro da área, vamos ter um cara que segura a bola. Às vezes não precisa nem o treinador pedir. A atitude de cruzar mais bola na área pode acontecer naturalmente.
L!: Ele é o terceiro atacante mais alto do Brasileiro...
F.S.: Ajuda bastante o time, embora haja jogadores que não sejam tão altos, mas têm o aproveitamento excelente, que é o caso do Borges, artilheiro do campeonato. Sem dúvida, não só nessa parte de cruzamento, mas também na quebrada que o goleiro dá, ele segura a bola para a equipe sair de trás. Claro que a altura ajuda, e nós temos de saber explorar o biotipo dele. Tanto na parte ofensiva quanto na defensiva ele pode nos ajudar pelo fato de ele ser alto.
L!: O Corinthians é o time que menos fez gol de cabeça no Brasileiro. O que falta para o Corinthians melhorar nesse quesito?
F.S.: Isso acontece mais pela nossa característica mesmo, de fazer poucos de cabeça, bola parada, escanteio...Os nossos jogadores são leves. Mas nem por causa disso deixamos de criar oportunidades. Nós temos Liedson, um jogador que gosta de jogadas mais no chão. Com a chegada de um jogador referência, podemos aumentar esse número de gols de cabeça.
Ranking dos gols de cabeça no Brasileiro
Fluminense - 13 gols
Atlético-MG - 11 gols
América-MG - 10 gols
Atlético-PR - 10 gols
Coritiba - 10 gols
Inter - 10 gols
Botafogo - 9 gols
Flamengo - 9 gols
Atlético-GO -8 gols
Vasco - 8 gols
São Paulo - 7 gols
Avaí - 6 gols
Bahia - 6 gols
Ceará - 6 gols
Cruzeiro - 6 gols
Grêmio - 6 gols
Santos - 6 gols
Figueirense - 5 gols
Plameiras - 5 gols
Corinthians - 3 gols
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