menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

Santos perde força do Paulista até nos números em 'sequência do vamos ver'


  • Matéria
  • Mais Notícias

Acabou a lua de mel do torcedor com o time do Santos. Apesar do título do Campeonato Paulista ter sido conquistado há pouco mais de um mês, o mau desempenho do Campeonato Brasileiro fez a equipe sair vaiada da Vila Belmiro duas vezes seguidas. O Peixe não sabe o que é vencer desde 17 de maio e ainda vai entrar em uma sequência bastante complicada de duelos.

continua após a publicidade

Nesta quarta-feira, o Atlético-MG, no Independência, inaugura a sequência que o técnico Marcelo Fernandes chamou de "a hora do vamos ver". Isso porque depois do Galo virão Corinthians, Internacional, Fluminense e Grêmio, sendo só o clássico regional e o último compromisso dentro da Vila Belmiro.

O nível de dificuldade dos próximos confrontos preocupa tanto o técnico quanto a diretoria, que não se conforma com os pontos perdidos em casa contra Sport e Ponte Preta. O risco de não brigar por nada do Brasileirão pela oitava vez consecutiva mobilizou o clube a pensar em mudanças no comando, e o intervalo de dez dias entre os jogos contra o Galo e o Timão pode fazer com que Marcelo Fernandes volte a ser auxiliar. O nome favorito para comandar o clube é Guto Ferreira, da Ponte Preta, mas ainda não há uma decisão tomada sobre este assunto.

continua após a publicidade

Fato é que o Santos do Brasileirão é totalmente diferente do Santos campeão paulista. O faro de gol que fez da equipe líder em gols marcados e finalizações certas deu lugar à falta de pontaria do ataque, que já mudou duas vezes em dois jogos desde que Robinho saiu para servir à Seleção.

A defesa também repetiu as más atuações, com nove gols sofridos em seis partidas. Outro tormento também está de volta: as bolas paradas ou aéreas. Contra o São Paulo, foram três gols sofridos em bolas paradas. Já diante da Ponte Preta, o segundo empate foi em um cabeceio do meia Renato Cajá, de apenas 1,73m.

continua após a publicidade

– Perdemos dois pontos de novo, e para recuperar é complicado. Agora vamos jogar em Minas Gerais e começa a hora do vamos ver. Tem que pensar no próximo, não tem descanso. Mas é aquela coisa: eu sou da época de dar chutão, e foi isso que falei lá dentro. Se já vimos que não é por aqui, não tem motivo para tentar ir pelo mesmo lugar – discursou o pressionado Marcelo Fernandes, na mesma entrevista em que passou o número de telefone da Secretaria Social do Santos para reclamações ao presidente Modesto Roma sobre seu trabalho no clube.

Irritado com a má fase do Santos, Marcelo espera reverter logo a situação. O telefone pode tocar...

MAS O QUE MUDOU?

Estatísticas - Santos piorou em quase todos os fundamentos e números do Paulistão para o Brasileirão. Quando foi campeão, o Peixe terminou o Estadual como líder em gols marcados e finalizações certas. Além disso, teve a segunda melhor defesa do torneio. Hoje a realidade é diferente: o Peixe é o time que mais errou chutes e ocupa o segundo lugar em gols sofridos após a sexta rodada.

Desfalques - Elenco estava quase completo no início do ano, incluindo opções como Thiago Ribeiro, que já foi embora, e Alison, que se lesionou. No sábado, contra a Ponte Preta, por exemplo, as baixas foram: Alison, Caju, Cicinho, Leandrinho, Marquinhos Gabriel, Valencia, Renato e Robinho, por diversas razões. Marcelo ainda não repetiu escalação no Brasileiro.

Maturidade - Virou rotina para o Santos ser surpreendido pelos rivais. Contra o Sport, tomou gol de empate na Vila Belmiro aos 43 minutos do segundo tempo. Contra o São Paulo, pênalti do jovem Daniel Guedes tirou precioso pontinho fora de casa. Além disso, contra a Ponte, o Santos abriu vantagem duas vezes e não segurou. Conclusão é excesso de ingenuidade.

Confiança - O Santos chegou a engatar oito vitórias seguidas no início do ano, entre Paulistão e Copa do Brasil, o que deu moral e confiança para o grupo alcançar o título estadual. Na sequência, a realidade ficou diferente no Brasileirão. Time já saiu de campo vaiado duas vezes, não vence há cinco partidas e pode não ter Robinho, ídolo e capitão, até a 11ª rodada.

  • Matéria
  • Mais Notícias