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Reunião na segunda-feira selou a saída de Sandro Lima do Fluminense


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Mais um incêndio foi apagado ontem nas Laranjeiras. Reportagem da ESPN Brasil apresentando documentos que comprovam que a empresa do ex-vice de futebol do clube, Sandro Lima, presta serviços à Unimed-Rio, fez com que o dirigente renunciasse ao cargo de homem forte do futebol tricolor. Por meio da empresa S7 Seven Sports Consultoria LTDA, Sandro Lima deveria gerenciar os contratos de patrocínio da parceira do clube para esportes olímpicos.

O acordo foi acertado em setembro de 2010, antes mesmo da eleição de Peter Siemsen, que só ocorreu em novembro, e quando Sandrão ainda ocupava o cargo de vice de esportes olímpicos do Fluminense. Cinco meses depois de Peter assumir a presidência do Tricolor, com a saída de Alcides Antunes, Sandrão foi convidado e prontamente assumiu a função de vice de futebol, em maio de 2011.

O cargo no clube não é remunerado, conforme determina o estatuto, mas Sandro recebia cerca de R$ 30 mil da Unimed pelos serviços de consultor. Ao tomar conhecimento que Sandro Lima era um homem de confiança de Celso Barros, o presidente Peter Siemsen convocou reunião, nesta segunda-feira, na qual o vice de futebol decidiu renunciar. O anúncio oficial foi feito por meio de comunicado na manhã de terça-feira.

– Nos deparamos com uma situação na qual o vice-presidente tem um contrato de prestação de consultoria com a Unimed, envolvendo outros esportes. É uma situação que causou constrangimento. Ele entendeu que para não constranger o Fluminense nem a Unimed seria melhor renunciar. Aceitei, tendo em vista que isso podia tumultuar o ambiente. É a decisão correta e uma atitude de grandeza – disse Peter ao LANCE!Net.

Procurado pela reportagem, Sandro Lima não atendeu as ligações e nem as retornou. Peter Siemsen irá acumular as funções até as eleições em novembro.

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NO CLUBE, NOTÍCIA NÃO É NOVIDADE

Embora oficialmente o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, afirme que foi pego de surpresa em relação a remuneração recebida por Sandro Lima da Unimed-Rio, o assunto não é tratado como novidade entre os conselheiros e pessoas ligadas ao clube. Inclusive, o assunto já era debatido antes mesmo da eleição de Peter, no fim do mandato de Roberto Horcades, antigo presidente.

Mesmo assim, a parceria entre a empresa de Sandrão e a patrocinadora do Tricolor nunca tinha sido divulgada e a revelação dos documentos tornaram o clima insustentável para o ex-dirigente se manter na cúpula de futebol. Apenas Sandro e Peter ocupavam cargos sem remuneração no clube.

SANDRÃO NÃO PERDERÁ TÍTULO DE SÓCIO

Uma hipótese comentada nos bastidores das Laranjeiras, de que Sandro Lima poderia perder o título de sócio do clube, foi totalmente rechaçada pelo presidente Peter Siemsen. Segundo o mandatário do Tricolor, isso não poderia ser feito, até porque Sandrão não é funcionário da Unimed e sim presta serviços terceirizados à parceira e patrocinadora.

– Isso não é verdade (tirar o título de sócio) de maneira alguma. Até porque essa remuneração a princípio não é remuneração de futebol do Fluminense. Nem poderíamos fazer isso. Ele não era funcionário da Unimed. Pelo que vi a empresa dele assessorava a Unimed em patrocínios na área de esportes olímpicos. Continuará como sócio do clube – disse ao LANCE!Net.

Em 2010, Sandro foi peça importante para a eleição de Peter Siemsen, já que era vice de esportes olímpicos e trouxe os votos desta área para o então candidato ao cargo mais alto do clube.

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COM A PALAVRA
Peter Siemsen, presidente do Fluminense com exclusividade ao LANCE!Net

"Sandro Lima tomou a decisão correta. Achei que foi uma atitude de grandeza dele esta renúncia. Tomei conhecimento quando fui procurado por uma empresa jornalística. Sandro entendeu que essa discussão poderia atrapalhar o futebol e decidiu sair. É uma situação que causou constrangimento e ele entendeu que, para não constranger o Fluminense nem a Unimed, renunciar seria o melhor caminho. Acolhi esta escolha, tendo em vista que podia tumultuar o ambiente. Foi o mais acertado a ser feito"

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