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'Rei do empate' e na degola, Santos corre para mudar má impressão


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Três empates nos seis últimos jogos. Dois deles seguidos. Os dados incomodam, e muito, o torcedor do Santos. Mas desta vez, a ameaça preocupa não só torcida, mas também elenco, diretoria e até comissão técnica, "efetivada" de novo semana passada.

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No último fim de semana, ocorreu a única combinação de resultados que poderia colocar o Peixe na zona da degola do Campeonato Brasileiro, algo que não ocorria desde o começo de 2013. Mas o que desanima ainda mais são os números da equipe.

Com sete pontos conquistados até agora, o Santos tem aproveitamento de time rebaixado: 33,3%. Em comparação com o ano passado, por exemplo, o Alvinegro teria a mesma pontuação – se mantiver a média atual – do Vitória, primeiro da zona de rebaixamento do Brasileirão de 2014. Exatamente a mesma colocação que o Santos ocupa agora...

O Peixe de 2015, campeão paulista, empatou nove partidas de 31 na temporada, enquanto os comandados por Enderson Moreira e Oswaldo de Oliveira, no ano passado, empataram apenas 13 em 68 jogos.

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Dos nove placares iguais obtidos até aqui, quatro foram no Brasileiro, sendo que dois aconteceram na Vila Belmiro, diante de Ponte Preta e Sport, ambos por 2 a 2, após o time estar à frente.

Nos treinamentos, o técnico Marcelo Fernandes segue comandando atividades que acha adequadas no momento, como finalização, bola parada e posse de bola, sendo estes os mais vistos pela imprensa no CT. Pela conversa, a cobrança aumentou.

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– A nossa equipe se porta bem, aí fazemos o gol e perdemos o controle do jogo. A gente sofre ganhando, e não pode ser assim. Tem que ter calma. Os jogos estavam na nossa mão e deixamos escapar – disse Marcelo Fernandes, após levar o último empate em casa, da Ponte Preta.

Fato é que, para encarar uma sequência que terá Corinthians, Internacional, Fluminense e Grêmio, o Alvinegro precisa mudar de postura e melhorar os números. Garantido no comando, Marcelo sabe que a diretoria pode procurar um novo treinador a qualquer momento. Como disse o presidente Modesto Roma, "que seja infinito enquanto dure".

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