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Recife fica fora do calendário da Volvo Ocean Race


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A Volvo Ocean Race 2014-2015, a mais famosa regata de volta ao mundo, perdeu uma das cidades brasileiras como parada dos barcos. Nesta quinta-feira, foi anunciada a substituição de Recife, em Pernambuco, pela Cidade do Cabo, na África do Sul. Com a definição, a única parada no Brasil será em Itajaí, em Santa Catarina.

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- É claro que é decepcionante não ir a Recife nesta edição, mas o Brasil está muito bem representado na Volta ao Mundo com a parada em Itajaí - disse o CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad, que ainda lembrou que Recife tem potencial para entrar no calendário no futuro.

A inclusão da Cidade do Cabo tem relação com a tradição da região, que esteve presente em dez das 12 edições da regata. A primeira participação foi em 1973-1974. A parada nos cinco continentes também pesou na decisão.

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- O retorno da Cidade do Cabo à rota significa que a regata vai parar, mais uma vez, em todos os cinco continentes. O local é emblemático e a vista da Table Mountain no horizonte significará muito para os velejadores, que irão saber que o final da primeira perna se aproxima - prosseguiu Frostad.

A inclusão do território sul-africano no calendário da volta ao mundo também é importante economicamente. Segundo o cronograma, os barcos devem chegar na África do Sul no fim do mês de outubro.

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- O evento não apenas aumenta a nossa exposição mundial e a consolida como destino turístico. A Volvo Ocean Race impulsiona muitas indústrias locais, pois organizadores e visitantes gastam na cidade - analisou Grant Pascoe, conselheiro do Comitê de Turismo, Eventos & Marketing da Cidade do Cabo.

Itajaí não sofrerá alterações no cronograma. Os catarinenses vão receber os barcos provenientes de Auckland, na Nova Zelândia, após o duro caminho pelo Oceano Antárctico e o Cabo Horn. Esta será a segunda participação da cidade na Volvo.

Brasil sem barco na regata

Com a saída de Recife do programa, o Brasil não terá barco na Volvo. O governo de Pernambuco, além de colocar a cidade na rota dos barcos, pretendia montar uma equipe na competição. Os políticos tinham, inclusive, conversado com Torben Grael sobre a possibilidade de ele ser o comandante da tripulação. As conversas, no entanto, não evoluíram.

A outra possibilidade de barco brasileiro na Volvo viria pelas mãos do empresário Eike Batista. Mas, com a crise financeira enfrentada por suas empresas, dificilmente a ideia será levada adiante.

Na edição 2005-2006 da Volvo, o Brasil 1 foi o primeiro barco do país a disputar a competição. Sob o comando de Torben Grael, a equipe não fez feio na disputa e terminou em terceiro lugar na classificação geral.

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