Recém eleito presidente do São José-SP, Geleia fala sobre futuro do clube

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O presidente do São José-SP eleito no começo de setembro, Benevides Ferneda, o "Geleia", recebeu a reportagem do LANCE!Net e em pauta estava o futuro do clube. Geleia falou sobre dívidas, elenco, parcerias e o assunto mais delicado para a próxima temporada: onde jogar em 2014, já que o estádio Martins Pereira está em reformas.
Durante quase uma hora de conversa, entre um telefonema e outro, o presidente demonstrou otimismo e confiança sobre a volta da Águia do Vale à elite do futebol paulista depois de 14 temporadas fora da disputa da divisão principal do estadual.
Esta não é a primeira passagem de Geleia pelo clube, e o atual mandatário já havia ocupado inclusive a presidência. Bevenides havia passado pelo comando do clube entre 2003 e 2004, além de ter ocupado o cargo de diretor de futebol no final dos anos 80, uma das melhores épocas da história do clube, quando foi vice-campão paulista e da série B do brasileiro no ano de 1989.
E MAIS:
> Bom senso e bons amigos: Movimento de jogadores conta com parceiros para concretizar propostas
> Flamengo exige construção de estádio próprio para fechar com Maracanã
> Marica 'muda' nome para evitar constrangimentos no futebol espanhol
LANCE!Net: O que mudou do Geleia de 2003 e 2004 para o Geleia de hoje?
Benevides Ferneda: Mudou sim, fiquei mais experiente, peguei muita experiência no futebol. Até na vida particular mudou bastante, agora não tem mais calma, é 24 horas ligado, telefone toca toda hora, imprensa, torcida, me param na rua.
L!: Como prentende lidar com as dívidas do clube, sabendo que giram em torno de R$ 7 milhões?
BF: À principio, nós vamos administrando pra ver como iremos fazer. De imediato, é difícil, mas nada que um acordo não possa revolver uma parte disso. Mas a prioridade, de início, é montar um time, e as dividas nós vamos sentar, negociar e vamos pagar. A nossa dívida, em vista a de outros clubes, é uma das menores. Podemos muito bem revelar três jogadores e pagar as dívidas, a nossa receita está aqui na cidade.
L!: Como será a sua gestão voltada às categorias de base do clube?
BF: De 15 anos para cá que não vinga um jogador das categorias de base do São José. Vamos tentar fazer um paralelo com a prefeitura para que possamos revelar alguns jogadores, e eu tenho certeza que isso vai acontecer, porque aqui em São José dos Campos sai muitos jogadores, só não vem do São José. Temos por exemplo o Ricardo Goulart (atacante do Cruzeiro), Fernando(zagueiro do Palmeiras), Casemiro, que está no Real Madrid. Temos vários jogadores se destacando que saíram daqui. Hoje a nossa situação é precária, sequer temos meião, colete, bola, muito menos campo.
L!: A que você atribiu a vitória nas eleições?
BF: Pelo o que fiz no passado para o São José. Se não fosse por isso, não ganharia. Foi pelas conquista, pelo trabalho. Hoje, aqui em São José, o melhor currículo é o meu. Em todos os acessos eu estava lá. Após a equipe ser suspensa pela federação paulista, em 1984, passamos por momentos difíceis. Em 1987, fui diretor do futebol do Pedro Yves Simão e fui o único presidente que conseguiu o acesso no primeiro ano de trabalho. Em 1989, fomos vice-campeões paulista e brasileiros da série B. É difícil chegar onde chegamos, mas não é impossível.
L!: Pretende contar com o apoio da Prefeitura?
BF: O prefeito (Carlinhos de Almeida) disse que pode ajudar. Na possibilidade dele, vai ajudar. E está ajudando com o estádio(Martins Pereira), não está ótimo? E agora nós temos de correr atrás de outras coisas. Agora com relação ao estádio da AD Parayhba, que seria uma alternativa, fica mais difícil, pois se trata de uma área particular. Eu sugeri que a empresa que está reformando o Martins Pereira, que deslocasse alguns funcionário à AD Parayhba e fizesse uma reforma por lá, não sei se vai dar certo, mas é um caminho.
L!: Sobre a sede do clube, o Teatrão, que está em estado de abandono. Qual será sua ação em relação ao assunto?
BF: Estamos em cima disso também. O nosso advogado estará indo na promotoria, ver a quantas anda isso. Na última reunião do conselho, a promotoria deu à prefeitura 70% e 30% para o São José Esporte Clube. Então vamos atrás do que é nosso.
L!: E as parcerias do clube?
BF: Estou com o contrato da Ambev em mãos, e o advogado irá analisar. É do programa de sócio-torcedor, que garante descontos em troca de pagamento de uma semestralidade. A outra é com o cantor Gabriel Pensador. Ele quer colocar o projeto dele na categoria de base e quer que dois jogadores jogassem no profissional, mas, se forem bons, sem problemas, tem que ser um negócio bom para os dois lados. Mas nessa próxima sexta-feira anunciarei toda a equipe de gestão, patrocinadores.
L!: Em relação ao elenco, te algo certo?
BF: Nós estamos trabalhando com alguns nomes, mas nenhum é certeza, pois os campeonatos ainda estão em disputa, mas a partir da semana que vem vamos tentar fazer algum pré-contrato. Temos nomes de série B. Antes da eleição até, fui a convite do presidente do São Bernardo ver um jogo da Copa Paulista lá, e me perguntaram sobre o Gustavo Nery(lateral-esquerdo com passagens por São Paulo e Corinthians). Realmente é um bom nome, mas não tive nenhum contato com ele.
L!: Sobre o técnico Ruy Scarpino, o que o levou à decisão?
BF: O Ruy é um amigo meu, e antes da eleição brinquei com ele dizendo se eu for eleito ele será o técnico. Mas é um sonho dele também. Ele diz que sempre quando passa pela via Dutra na altura de São José dos Campos fala para a esposa dele que um dia irá treinar esse time, então está tudo certo. Já está dentro do grupo.
L!: Temos visto notícias sobre um grupo de marketing que estaria disposto a investir no clube...
BF: Temos sim. O Sérgio Moura está trabalhando pra nós. Ele esteve aqui na última sexta-feia, nós conversamos com ele e pretende explorar a torcida. Como, por exemplo, podemos fazer ações promocionais em dias de jogos, de quem vier com a camisa do São José ganhar desconto... Mas que está 100% certo, não está. Em referência a outros membros do grupo de gestão, esses já estão certo, só falta anunciar. Comigo vai ser tudo transparente, pode confiar.
L!: A torcida sente falta de produtos licenciados. tem algum projeto para isso?
BF: Sim, vai ter uma loja, inclusive uma aqui em um shopping da cidade. E vai ter uma anexa ao novo Martins Pereira, para não deixar faltar nada, pois todo ano falta camisa na cidade, e a torcida vai atrás e não acha.
L!: Quando começa a montagem do elenco?
BF: Nós estamos querendo formar o time pra depois do dia 20 de outubro, para fazer os exames sem pressa. E é nessa data que os clubes geralmente começam a liberar os jogadores também. E nos primeiros dias de novembro já começar os treinos, pois no dia 12 de janeiro já começa o campeonato.
L!: Há planos para manter o clube o ano inteiro?
BF: Pretendo, sim. Eu acho que vou conseguir trabalhar o ano inteiro (o São José decidiu por não jogar no segundo semestre em 2013). Se nós fizéssemos uma peneira com os amadores da cidade e sairmos para jogar alguns amistosos com o nome do São José, eu acho que na Copa Paulista já ia ter um grupo bom para disputar, ficando mais barato também.
L!: Estádios...
BF: Está virando um pesadelo já. Esses dias, mal consegui dormir por causa disso. Porque é isso que está pegando. O resto nós tiramos de letra. Moradia para jogador, comida, uniforme, eu estou tranquilo. É uma cidade que carrego nas costas, uma torcida grande, não é fácil. Ter de jogar de portões fechados, se não decidirmos até o dia 15, vai ser horrível, ainda mais de pensar que nossa torcida é alegre e jogando de portões fechados. É melhor nem pensar em uma coisas dessas. Temos de fazer alguns reparos no estádio da AD Parayhba, mas nada de impossível de se resolver.
L!: Qual é o seu relacionamento com os times grandes?
BF: Toda vez que eu estive no São José, fizemos parcerias com times grandes. Inclusive agora me ofereceram jogadores do Corinthians, Cruzeiro, Palmeiras. Pra você ter uma ideia, em 1998 nós nos classificamos com três rodada de antecedência para as quartas-de-final do Paulistão daquele ano, com quatro jogadores que vieram da base do Santos, e de graça. O Marco Aurélio Cunha era o gerente de futebol na época, muito amigo meu. Chegaram aqui, arrebentaram e foram todos vendidos. Eles oferecem sim e o meu trabalho é sério.
L!: Você tem algum tipo de ressentimento quando vê o Guaratinguetá-SP jogando na Série B do Paulista?
BF: Fico, fico sim. Eu acho que quem deveria estar no lugar do Guaratinguetá somos nós. Olha a nossa cidade no geral e você vê a diferença. É ruim para nós, o time da capital do Vale do Paraíba, na série A2 é triste. Esse time tem que está na primeira divisão no paulista e na série B ou C no brasileiro. Não estamos em nenhum desses. Eu fico triste sim.
O presidente do São José-SP eleito no começo de setembro, Benevides Ferneda, o "Geleia", recebeu a reportagem do LANCE!Net e em pauta estava o futuro do clube. Geleia falou sobre dívidas, elenco, parcerias e o assunto mais delicado para a próxima temporada: onde jogar em 2014, já que o estádio Martins Pereira está em reformas.
Durante quase uma hora de conversa, entre um telefonema e outro, o presidente demonstrou otimismo e confiança sobre a volta da Águia do Vale à elite do futebol paulista depois de 14 temporadas fora da disputa da divisão principal do estadual.
Esta não é a primeira passagem de Geleia pelo clube, e o atual mandatário já havia ocupado inclusive a presidência. Bevenides havia passado pelo comando do clube entre 2003 e 2004, além de ter ocupado o cargo de diretor de futebol no final dos anos 80, uma das melhores épocas da história do clube, quando foi vice-campão paulista e da série B do brasileiro no ano de 1989.
E MAIS:
> Bom senso e bons amigos: Movimento de jogadores conta com parceiros para concretizar propostas
> Flamengo exige construção de estádio próprio para fechar com Maracanã
> Marica 'muda' nome para evitar constrangimentos no futebol espanhol
LANCE!Net: O que mudou do Geleia de 2003 e 2004 para o Geleia de hoje?
Benevides Ferneda: Mudou sim, fiquei mais experiente, peguei muita experiência no futebol. Até na vida particular mudou bastante, agora não tem mais calma, é 24 horas ligado, telefone toca toda hora, imprensa, torcida, me param na rua.
L!: Como prentende lidar com as dívidas do clube, sabendo que giram em torno de R$ 7 milhões?
BF: À principio, nós vamos administrando pra ver como iremos fazer. De imediato, é difícil, mas nada que um acordo não possa revolver uma parte disso. Mas a prioridade, de início, é montar um time, e as dividas nós vamos sentar, negociar e vamos pagar. A nossa dívida, em vista a de outros clubes, é uma das menores. Podemos muito bem revelar três jogadores e pagar as dívidas, a nossa receita está aqui na cidade.
L!: Como será a sua gestão voltada às categorias de base do clube?
BF: De 15 anos para cá que não vinga um jogador das categorias de base do São José. Vamos tentar fazer um paralelo com a prefeitura para que possamos revelar alguns jogadores, e eu tenho certeza que isso vai acontecer, porque aqui em São José dos Campos sai muitos jogadores, só não vem do São José. Temos por exemplo o Ricardo Goulart (atacante do Cruzeiro), Fernando(zagueiro do Palmeiras), Casemiro, que está no Real Madrid. Temos vários jogadores se destacando que saíram daqui. Hoje a nossa situação é precária, sequer temos meião, colete, bola, muito menos campo.
L!: A que você atribiu a vitória nas eleições?
BF: Pelo o que fiz no passado para o São José. Se não fosse por isso, não ganharia. Foi pelas conquista, pelo trabalho. Hoje, aqui em São José, o melhor currículo é o meu. Em todos os acessos eu estava lá. Após a equipe ser suspensa pela federação paulista, em 1984, passamos por momentos difíceis. Em 1987, fui diretor do futebol do Pedro Yves Simão e fui o único presidente que conseguiu o acesso no primeiro ano de trabalho. Em 1989, fomos vice-campeões paulista e brasileiros da série B. É difícil chegar onde chegamos, mas não é impossível.
L!: Pretende contar com o apoio da Prefeitura?
BF: O prefeito (Carlinhos de Almeida) disse que pode ajudar. Na possibilidade dele, vai ajudar. E está ajudando com o estádio(Martins Pereira), não está ótimo? E agora nós temos de correr atrás de outras coisas. Agora com relação ao estádio da AD Parayhba, que seria uma alternativa, fica mais difícil, pois se trata de uma área particular. Eu sugeri que a empresa que está reformando o Martins Pereira, que deslocasse alguns funcionário à AD Parayhba e fizesse uma reforma por lá, não sei se vai dar certo, mas é um caminho.
L!: Sobre a sede do clube, o Teatrão, que está em estado de abandono. Qual será sua ação em relação ao assunto?
BF: Estamos em cima disso também. O nosso advogado estará indo na promotoria, ver a quantas anda isso. Na última reunião do conselho, a promotoria deu à prefeitura 70% e 30% para o São José Esporte Clube. Então vamos atrás do que é nosso.
L!: E as parcerias do clube?
BF: Estou com o contrato da Ambev em mãos, e o advogado irá analisar. É do programa de sócio-torcedor, que garante descontos em troca de pagamento de uma semestralidade. A outra é com o cantor Gabriel Pensador. Ele quer colocar o projeto dele na categoria de base e quer que dois jogadores jogassem no profissional, mas, se forem bons, sem problemas, tem que ser um negócio bom para os dois lados. Mas nessa próxima sexta-feira anunciarei toda a equipe de gestão, patrocinadores.
L!: Em relação ao elenco, te algo certo?
BF: Nós estamos trabalhando com alguns nomes, mas nenhum é certeza, pois os campeonatos ainda estão em disputa, mas a partir da semana que vem vamos tentar fazer algum pré-contrato. Temos nomes de série B. Antes da eleição até, fui a convite do presidente do São Bernardo ver um jogo da Copa Paulista lá, e me perguntaram sobre o Gustavo Nery(lateral-esquerdo com passagens por São Paulo e Corinthians). Realmente é um bom nome, mas não tive nenhum contato com ele.
L!: Sobre o técnico Ruy Scarpino, o que o levou à decisão?
BF: O Ruy é um amigo meu, e antes da eleição brinquei com ele dizendo se eu for eleito ele será o técnico. Mas é um sonho dele também. Ele diz que sempre quando passa pela via Dutra na altura de São José dos Campos fala para a esposa dele que um dia irá treinar esse time, então está tudo certo. Já está dentro do grupo.
L!: Temos visto notícias sobre um grupo de marketing que estaria disposto a investir no clube...
BF: Temos sim. O Sérgio Moura está trabalhando pra nós. Ele esteve aqui na última sexta-feia, nós conversamos com ele e pretende explorar a torcida. Como, por exemplo, podemos fazer ações promocionais em dias de jogos, de quem vier com a camisa do São José ganhar desconto... Mas que está 100% certo, não está. Em referência a outros membros do grupo de gestão, esses já estão certo, só falta anunciar. Comigo vai ser tudo transparente, pode confiar.
L!: A torcida sente falta de produtos licenciados. tem algum projeto para isso?
BF: Sim, vai ter uma loja, inclusive uma aqui em um shopping da cidade. E vai ter uma anexa ao novo Martins Pereira, para não deixar faltar nada, pois todo ano falta camisa na cidade, e a torcida vai atrás e não acha.
L!: Quando começa a montagem do elenco?
BF: Nós estamos querendo formar o time pra depois do dia 20 de outubro, para fazer os exames sem pressa. E é nessa data que os clubes geralmente começam a liberar os jogadores também. E nos primeiros dias de novembro já começar os treinos, pois no dia 12 de janeiro já começa o campeonato.
L!: Há planos para manter o clube o ano inteiro?
BF: Pretendo, sim. Eu acho que vou conseguir trabalhar o ano inteiro (o São José decidiu por não jogar no segundo semestre em 2013). Se nós fizéssemos uma peneira com os amadores da cidade e sairmos para jogar alguns amistosos com o nome do São José, eu acho que na Copa Paulista já ia ter um grupo bom para disputar, ficando mais barato também.
L!: Estádios...
BF: Está virando um pesadelo já. Esses dias, mal consegui dormir por causa disso. Porque é isso que está pegando. O resto nós tiramos de letra. Moradia para jogador, comida, uniforme, eu estou tranquilo. É uma cidade que carrego nas costas, uma torcida grande, não é fácil. Ter de jogar de portões fechados, se não decidirmos até o dia 15, vai ser horrível, ainda mais de pensar que nossa torcida é alegre e jogando de portões fechados. É melhor nem pensar em uma coisas dessas. Temos de fazer alguns reparos no estádio da AD Parayhba, mas nada de impossível de se resolver.
L!: Qual é o seu relacionamento com os times grandes?
BF: Toda vez que eu estive no São José, fizemos parcerias com times grandes. Inclusive agora me ofereceram jogadores do Corinthians, Cruzeiro, Palmeiras. Pra você ter uma ideia, em 1998 nós nos classificamos com três rodada de antecedência para as quartas-de-final do Paulistão daquele ano, com quatro jogadores que vieram da base do Santos, e de graça. O Marco Aurélio Cunha era o gerente de futebol na época, muito amigo meu. Chegaram aqui, arrebentaram e foram todos vendidos. Eles oferecem sim e o meu trabalho é sério.
L!: Você tem algum tipo de ressentimento quando vê o Guaratinguetá-SP jogando na Série B do Paulista?
BF: Fico, fico sim. Eu acho que quem deveria estar no lugar do Guaratinguetá somos nós. Olha a nossa cidade no geral e você vê a diferença. É ruim para nós, o time da capital do Vale do Paraíba, na série A2 é triste. Esse time tem que está na primeira divisão no paulista e na série B ou C no brasileiro. Não estamos em nenhum desses. Eu fico triste sim.
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