Rali dos Sertões promove ação social

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Durante os 20 anos de Rali dos Sertões, os competidores já passaram por várias cidades de vários estados do Brasil. A chegada da prova movimenta cada município por onde os pilotos passam e é palco de histórias marcantes em locais muitas vezes precários e até mesmo surpreendentes pelos mais diversos motivos. Foi então que surgiu a ação social do Rali dos Sertões, que está presente há 12 anos e, com foco na saúde, atende à população de comunidades carentes.
- Passamos por muitos lugares distantes e vimos ao longo dos anos essa necessidade de levar um pouco a estas populações e comunidades mais carentes. É uma maneira também de retribuir o carinho com o qual somos recebidos por onde passamos e todos os anos é um sucesso - afirmou o gerente de Marketing e Novos Negócios da Dunas Race, Lucas Moraes.
Neste ano, o Instituto Brasil Solidário (IBS) convidou a Universidade Metodista para conduzir o projeto e coordenar as ações em seis cidades do rali. A Metodista viajou com uma equipe formada por alunos, profissionais formados pela universidade, professores e médicas da FMABC.
Em cada uma das cidades percorridas, a equipe fica por cerca de um dia e meio desenvolvendo atividades e palestrar. Um dos principais desafios encontrados pelas pessoas é a construção de um vínculo com o paciente atendido em cada local visitado.
- A expectativa é sempre grande em poder atender e trazer benefícios para a comunidade. Mas, infelizmente, em dois dias nós podemos fazer muito pouco por eles. Nosso maior objetivo é orientá-los - explicou Victor Bigoli, professor da Faculdade de Saúde e Coordenador de Projetos de Extensão na Universidade Metodista, ao LANCENET!
A ação social do Rali acontece entre os dias 18 e 29 de agosto.
Bate-Bola - Victor Bigoli - Professor e coordenador de projetos de extensão da Metodista
LANCE! - Quais são as atividades realizadas com a população?
VB - Nós realizamos atendimento médico, laboratorial, fisioterapia, odontológico e nutricional.
L! - Quais as cidades do percurso?
VB - Nós não estamos em todo o percurso do rali. Estamos em apenas seis cidades: São Luís, Bacabal, Barra do Corda, Carolina, no Maranhão, e cortamos todo o estado do Piauí para chegar em Iguatu, no Ceará. Depois, vamos para Fortaleza, onde acaba nosso percurso.
L! - Qual a expectativa de número de pessoas atendidas pelo projeto?
VB - Esperamos atender de cem a 120 pessoas em cada município. Em Bacabal, superamos as expectativas e atendemos 120 pessoas. Em Barra do Corda, só no primeiro dia, já foram cem pessoas atendidas.
Com a palavra - Guilherme Cimatti - Integrante do Projeto de Extensão da Universidade Metodista
Tivemos histórias marcantes nesses dias
Histórias comoventes marcaram esses dias. Entre elas, está a de uma menininha, de uns dois anos, pegando pó de milho do chão e guardando para a bonequinha. Isso é difícil, desespera. Nunca se espera ver isso.
TEve também a de um menino com síndrome de down, de 17 anos, que joga capoeira direitinho na Apae, de Barra do Corda, e a de um senhor que teve uma sequela de que toda vez que ele quer rir ele chora. Então ele chorava para todos que ele queria rir.
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