Procuradoria Geral da Fazenda responde críticas de presidente do Flu
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A Procuradoria Geral da Fazenda respondeu as críticas sofridas pelo presidente do Fluminense, Peter Siemsen, em entrevista à Rádio Globo, no sábado. O mandatário tricolor chegou a dizer que os representantes do clube foram "tratados que nem cachorros" pelo órgão por conta de negociação sobre as penhoras que o Tricolor vem sofrendo.
O presidente foi até Brasília negociar com a Procuradoria um valor para que as penhoras sobre as verbas das vendas do atacante Wellington Nem e o meia Thiago Neves, principalmente, fossem liberadas. Durante a entrevista, Peter explicou como ocorreu a negociação. Esta afirmação gerou a resposta da Procuradoria.
- A gente pagou só de ação judicial nos últimos dois anos e meio, R$65 milhões. O Flu tinha fora da Timemania R$ 31 milhões em aberto, que não pagou depois do acordo da Timemania. Eu fui, conversei com os nossos advogados, dizendo que o Flu quer pagar tudo. O governo, quando cobra o tributo, ele é sócio do negócio. Então, eu fu a procuradoria, dizendo que quero pagar. Eu fui entregar todos os meus contratos que geram receitas para o clube para saberem qual é a capacidade. Infelizmente, foi no período que se anunciou a premiação do Fluminense e a Procuradoria achou que não tinha mais que fazer um acordo, fazendo uma luta agressiva com o Flu. Fomos tratados mal, como se não quiséssemos pagar. Fomos tratados que nem cachorros. Foi uma sacanagem, porque tive a coragem de ir lá… – disse o mandatário com a voz carregada de emoção.
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"A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional repudia veementemente os termos da entrevista concedida no sábado, dia 17 de agosto, pelo presidente do Fluminense Football Club à Rádio Globo do Rio de Janeiro, e lamenta que esse assunto tenha sido tratado de forma tão inadequada.
Ao contrário do que foi afirmado, a Procuradoria Regional da Fazenda Nacional da 2ª Região, com sede no Rio de Janeiro, não tem sido intolerante com o clube e não trata mal nenhum contribuinte. Os procuradores da Fazenda Nacional são profissionais do mais alto gabarito e competência, razão pela qual os ataques são absolutamente injustos.
Ao tentar constranger a Procuradoria com agressões verbais, o senhor Peter Siemsen não contribui para a construção de soluções.
A PGFN repudia o uso de expressões como "sacanagem" e as insinuações de que o clube tem sido tratado de forma diferente de outros, visto que a atuação dos procuradores, especialmente aqueles nominados pelo presidente do clube futebolístico, é firmemente norteada pela legislação e pelo código de ética e conduta da administração pública, cujo princípio da impessoalidade é um dos maiores valores.
A PGFN esclarece também que sua missão institucional de recuperação do crédito público está primada pela justiça fiscal e garantia da ordem jurídica em prol da sociedade, bem como pautada pelos princípios basilares da República, especialmente, os da igualdade e da legalidade estrita, os quais impedem qualquer ação ou omissão em prejuízo da administração pública.
A Procuradoria reconhece os esforços do clube para tentar resolver sua situação com a Fazenda Nacional e reafirma que a entidade esportiva continuará recebendo o mesmo tratamento respeitoso destinado aos demais contribuintes."
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