Preso na Alemanha, Breno vê família duas horas por mês e ouve pedido do filho: 'Chega de trabalhar, papai'
- Matéria
- Mais Notícias
Pietro, 4 anos, só consegue ver seu pai por uma hora a cada 15 dias. Para a criança, os encontros acontecem no emprego do pai, que sempre escuta um pedido do filho:
– Chega de trabalhar, papai. Vamos embora para casa.
Pietro é filho de Breno, e não sabe que ele está há um ano e um mês no presídio de Stadelheim, em Munique. Mas o desejo do garoto está perto de se tornar realidade. O jogador tem chances de entrar no regime semiaberto na próxima semana.
E MAIS:
> Outro recorde negativo! São Paulo iguala pior seca de gols de sua história
> São Paulo perde para o Milan e encerra a Copa Audi na última colocação
> Em Munique, são-paulino encontra milanista e relembra final de 1993
> Tricolor abre mão de exame em Paulo Miranda, que voltará ao Brasil
A saída do zagueiro, condenado em julho de 2012 a três anos e nove meses de detenção por atear fogo em sua casa, depende de um visto de trabalho. Ele precisa de uma permissão para trabalhar no país, já que não tem mais contrato com o Bayern. O documento está prestes a chegar, mas o diretor do presídio entrará de férias na próxima quarta-feira. Se até lá a situação não for definida, Breno terá de ficar mais um mês no local.
Ele está em cela individual há dois meses. Antes, dividia espaço com outro homem. Pietro encontra o pai com a mesma frequência que Renata, sua esposa, tem permissão para encontrar o marido. O casal não tem direito a nenhuma visita íntima.
Breno, que tem contrato com o São Paulo, trabalha em uma lavanderia dentro do presídio. Atividade que faz ele ocupar toda a manhã. Depois, usa parte do período da tarde para manter a forma com exercícios físicos. Em Stadelheim, há um campo de futebol, local onde o jogador consegue matar a saudade da bola. As partidas não acontecem com muita frequência e até são raras.
Assim que tiver autorização para poder sair durante o dia, Breno voltará ao Bayern de Munique. No entanto, ainda não para jogar. O clube alemão dará emprego a ele, um dos requisitos para conseguir a progressão de pena. No momento, os dirigentes falam em colocá-lo em um escritório do clube bávaro.
Há diversas outras exigências para Breno receber o benefício. Uma delas é bom comportamento e ele atende a todas, Só falta mesmo a autorização do governo local.
Caberá ao diretor do presídio dizer quanto tempo fora da cadeia o jogador poderá ficar inicialmente. Com o passar do tempo, as horas de liberdade podem aumentar.
Renata mora em uma casa alugada e tem a sua renda pessoal e o salário que o Tricolor paga. Quando Pietro fica sabendo que está chegando o dia de ir ao "emprego" do pai, ele às vezes fica até doente de ansiedade. A angústia está próxima de ser amenizada.
GERENTE DO SÃO PAULO VISITOU BRENO
Gustavo de Oliveira, novo gerente executivo de futebol do São Paulo, aproveitou a estadia da delegação em Munique visitou Breno na prisão na última quarta. Adalberto Baptista, ex-diretor de futebol, tinha atenção especial com o caso e acompanhava de perto todos os capítulos.
A visita de Gustavo estava agendada para Adalberto, que estaria na viagem se não tivesse deixado o cargo dias antes do embarque para a Alemanha devido à crise.
Renata, a esposa de Breno, foi com o filho Pietro até o hotel onde o Tricolor estava hospedado. Ela se encontrou com os diretores do clube. Pietro, que fala português e estuda alemão, é são-paulino e ficou empolgado ao ver os jogadores do time que torce.
Alexandre Soares, advogado e responsável pela carreira do defensor, também esteve na cidade. Ele acompanha o processo e tenta acelerar a saída de Breno do presídio, mas aguarda as questões burocráticas da Justiça da Alemanha para ver o cliente fora da cadeia ao menos por algumas horas do dia.
Breno também possui advogados alemães que o acompanham diariamente.
- Matéria
- Mais Notícias















