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Ex-presidente diz: 'Santos saiu da fila no Rio-SP de 97. Não adianta minimizarem'

Roger - Cruzeiro (Foto: Gil Leonardi)
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O fim do duradouro jejum de títulos santista, que perdurava desde o Paulistão de 1984, aconteceu em um palco de diversas glórias do clube, o Maracanã. Essa é a versão defendida por Samir Jorge Abdul-Hak, que contraria quem afirma que o Peixe saiu da "fila" apenas no Brasileiro de 2002, e aponta a conquista do Rio-São Paulo de 1997 como o fim da "seca".

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– Como a situação do caixa estava melhorando pudemos fazer contratações, como a do Zetti e do Luxemburgo. Todos os santistas consideram que essa foi a conquista que tirou o clube da fila. Não adianta minimizarem – disse o então presidente santista, que comandou o clube de 1994 a 1999, ao LANCENET!.

Naquele ano, o desconhecido atacante Juari foi o responsável por marcar o gol da conquista do Rio-SP, diante do Flamengo, que jogava com o apoio da massa Rubro-Negra.

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O gol foi o de empate por 2 a 2, que garantiu o título ao alvinegro graças a vitória no jogo da ida, por 2 a 1, no Morumbi.

A grandeza da conquista pode ser medida pela importância dada à decisão pelo Flamengo. Mais de 70 mil torcedores foram ao Maracanã com a confiança de que Romário e Cia reverteriam à situação.

Por mais que alguns próprios santistas considerem o fim do jejum de títulos apenas em 2002, o extinto Rio-São Paulo sempre foi uma competição considerada oficial.

O Peixe de Luxa começou a finalíssima com: Zetti, Anderson, Sandro, Ronaldão e Rogério Seves; Marcos Assunção, Vágner, Alexandre e Piá; Macedo e Alessandro.

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Bate-Bola com Samir Jorge Abdul-Hak, presidente do Santos de 1994 a 1999

Qual o momento lhe foi o mais marcante à frente do Santos?
Quebramos o jejum de títulos em 97, mas certamente a melhor conquista foi a da Conmebol. Foram coisas impressionantes que aconteceram antes de entrarmos em campo, é a maior história de bravura e superação do centenário. 

E o que houve antes do jogo?
Da maneira como fomos recebidos, sem segurança, não autorizei os jogadores a entrarem em campo. O Leão também não queria, mas eu sabia que tínhamos que jogar. Era uma encenação que fiz para garantirem nossa segurança.

E deu certo?
Deu! O Nicola Leoz (presidente da Conmebol) e o (Julio) Grandona (presidente da Confederação Argentina de Futebol) chegaram a pedir, por favor, para o Santos entrar em campo. Eu disse não, atrasei o jogo em mais de uma hora, e ainda falava para eles que queria falar com o (Carlos) Menem (presidente da Argentina) e dizer que os estrangeiros não estavam sendo bem recebidos no país. Foi só uma graça.

Como convenceu o Leão?
O Leão estava suspenso, não podia ficar no banco, e de tanto que eu cobrei segurança ao Leoz, ele autorizou o Leão a ficar no banco e colocou 10 soldados para cuidar dele.

O Santos sofria com problemas financeiros?
As coisas estavam melhorando com a venda do Giovanni. Depois ainda vendemos o Marcos Assunção e foi melhor ainda. Só que eu investi em infra-estrutura. Infelizmente o Santos parece ter esquecido a importância dos outros presidentes para a história do clube.


- Peixe teve outros jejuns

Não foi só entre 1984 e 2002 que os santistas sofreram com períodos sem conquistas de títulos de grande expressão.

Logo em seus primeiros anos, o clube já passou por uma longa fila. Após o primeiro título paulista, em 1935, o time demorou 20 anos para repetir o feito e, apesar de ter faturado campeonatos "menores", só voltou a ganhar o campeonato estadual em 1955.

Depois, após a Era Pelé, o clube de Vila Belmiro voltou a enfrentar nova "seca", dessa vez bem menor, que durou entre 1973 e 1978, intervalo entre a 14 e a 15 conquista do Paulistão.  Após levantar o troféu com a primeira geração de Meninos da Vila, novo jejum, que perduraria por seis anos, até 84.

Nada, porém, se compara ao jejum entre 1984 e 2002, que gerou perda de torcida e grandes rombos no caixa do clube, que chegou a brigar contra o rebaixamento.

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