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Poderosos! O que fazem e quem são os gestores dos clubes da Série A

Vencedores da promoção UFC Rio
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Dia 27/10/2015
21:08

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Gerentes, diretores, executivos ou superintendentes. Os nomes dos cargos dos gestores  de futebol diferem. Em comum, no entanto, todos veem a função viver um momento de supervalorização no mercado da bola. Atualmente, 19 dos 20 clubes da Série A do Brasileirão contam com uma pessoa remunerada para centralizar os rumos do departamento de futebol (ler quadro).

Se antes os clubes sustentavam sua administração sob os pilares do amadorismo, hoje a situação é um pouco diferente. Em um cenário de curva econômica ascendente no futebol brasileiro, os gestores remunerados passaram a ter assento privilegiado na hora de decidir os rumos nos clubes.

MAIS: Executivos de futebol 'competem' com técnicos na Europa

Não há uma só decisão que envolva o futebol que não tenha de receber a aprovação destes profissionais. Contratações, planejamento orçamentário e financeiro, estruturação dos clubes e locais de hospedagem e treinamento são algumas das atribuições destes profissionais, que acumulam funções que até bem pouco tempo eram de competência de dirigentes amadores.

– Mas ainda existe uma cultura na qual diretores e conselheiros se acham donos do clube – admitiu Newton Drummond, homem forte do Vitória.


Os vice amadores ainda têm poder nos corredores, mas servem mais como uma sustentação política ao presidente que ocupa o cargo no momento.

O boom da gestão e o consequente enfraquecimento dos dirigentes amadores podem ser resumidos na imagem de Rodrigo Caetano, novo executivo do Fluminense. Na janela de transferências de verão, pouquíssimos jogadores ganharam tantas manchetes quanto o dirigente que ocupou o cargo no Vasco entre os anos de 2009 e 2011. Classificado por tricolores como a "contratação mais importante do ano", o acerto foi festejado com pompa reservada anteriormente a craques consagrados.

Nos bastidores, comentou-se que Caetano ganharia cerca de R$ 450 mil mensais. Ao LANCENET!, ele negou.

– Me preocupa essa onda de valorização acima da instituição. Salários de três dígitos não existem. É interessante para o sistema criar esses personagens, mas não me agrada. Este fenômeno já ocorreu entre os treinadores. Tem muito ex-jogador e jornalista que se diz gestor – detonou o gestor de um clube da Série A, que pediu para não ser identificado.

A escassez de pólos formadores de gestores preocupa. Hoje, são poucos cursos de formação disponíveis para preencher a crescente demanda.

– A teoria importa, mas não basta – minimizou o diretor gremista Paulo Pelaipe, administrador de empresas por formação.

Gestores já têm entidade

Os gestores de futebol deram importante passo para união da categoria ao fundarem, em novembro passado, a Associação Brasileira dos Executivos de Futebol (Abef). Inicialmente, a entidade terá como objetivos aprimorar a capacitação dos gestores e estabelecer um código de ética para a classe.

O presidente da Abef, eleito para mandato de três anos, é Ocimar Bolicenho, ex-Santos e Atlético-PR. O vice é Rodrigo Caetano, recém-contratado pelo Fluminense. Para se filiar à entidade, é preciso exercer a função de executivo, gerente, supervisor ou gerente da base. Também é necessário comprovar dois anos de experiência, além de participar de pelo menos duas das quatro reuniões anuais.

Umas das primeiras ações da entidade será a criação de um curso presencial de 120 horas, que deverá seguir os moldes do ministrado pelo Internacional.

Confira bate-bola exclusivo com Rodrigo Caetano, novo diretor executivo do Fluminense:

LANCENET!: Quais são as principais atribuições do gestor de futebol de um clube?
RODRIGO CAETANO: As pessoas acham que é só montagem do elenco. Mas o nosso trabalho não fica restrito a isso. Nós somos responsáveis pelo planejamento do departamento de futebol, pelo controle orçamentário e ainda lideramos pessoas, principalmente no que diz respeito à ligação entre a comissão técnica e o elenco. É uma gama muito grande de atuação.

LNET!: E em que a presença deste profissional contribui no cotidiano de departamento de futebol dos clubes?
A profissionalização dessa função vem fazendo nos últimos anos com que os clubes possam gerir melhor o departamento de futebol dos clubes.

LNET!: E o que você acha da supervalorização dos gestores de futebol? Especulou-se que você ganharia um salário astronômico no Fluminense...
Não quero falar sobre isso, pois sou um dos que mais defende a profissionalização do setor. Então, não quero falar sobre números. Mas posso afirmar que é uma enormidade o que se especula por aí sobre salários.

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