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Pelé critica estrutura, mas pede manifestações só após a Copa-2014


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A organização da Copa das Confederações de 2013 não agradou ao rei do futebol. O ex-jogador Pelé se disse "assustado" com a estrutura e criticou o superfaturamento na construção de estádios. No entanto, ele voltou a separar os problemas políticos do futebol e fez um apelo para que a população evite manifestações antes e durante a Copa do Mundo de 2014. Segundo o Rei, "agora não adianta mais demolir os estádios".

- Uma das coisas que me assustaram e está assustando é a estrutura. Mas o que falei e fui mal entendido por quem estava fazendo as passeatas, é que a gente lutou para fazer uma Copa do Mundo no Brasil. Infelizmente, o problema de corrupção, da política, não tem nada a ver com o futebol. Vamos proteger o futebol. Vamos esperar a Copa do Mundo para ver se a gente, pelo menos, aproveita essa oportunidade para trazer promoção para o Brasil, turismo, dinheiro... Agora não adianta vaiar a equipe, a Seleção Brasileira, faltam apenas dez meses para a Copa. Vamos esperar para fazer os protestos contra os políticos depois da Copa do Mundo. Agora não dá mais para demolir os estádios porque foram superfaturados, não dá para quebrar tudo - disse Pelé, ao LANCE!Net, em visita a uma escolinha de futebol em Nova York (EUA), durante evento da Gillette, um de seus patrocinadores.

Durante a Copa das Confederações, o Rei gravou um vídeo divulgado pela TV Tribuna, afiliada da Globo em Santos, pedindo uma trégua nas manifestações, para que a Seleção Brasileira não fosse atingida.

"Vamos esquecer toda essa confusão que está acontecendo no Brasil e vamos pensar que a Seleção Brasileira é o nosso país, é o nosso sangue. Não vamos vaiar a seleção. Vamos apoiar até o final. Vou pedir mais uma vez aos brasileiros para não confundirem as coisas. Estamos iniciando uma preparação para a Copa do Mundo. A Copa das Confederações serve muito para a gente ter uma base de como vai ser a nossa equipe. Quem está falando aqui não é o Pelé. É o Edson, do tempo da CBD, torcedor brasileiro", disse, na época, vestindo uma camisa da Seleção antiga, com o símbolo da antiga CBD, hoje CBF.

Nesta quarta, Pelé relembrou da dor que seu pai e ele tiveram com a perda da Copa de 1950 no Brasil, após a derrota para o Uruguai no Maracanã.

- Queria dar um recado para os mais jovens que não sofreram muito com futebol. Quando teve a Copa do Mundo de 50, meu pai, Dondinho, jogava em um time de Bauru e eu tinha sete para oito anos. O Brasil perdeu a primeira Copa, vi o meu pai chorando, todo mundo triste em casa, numa reunião em Bauru. Não quero o meu filho chorando ou que ele me veja chorando nessa próxima Copa. Nós temos dez meses. Vamos fazer tudo para que o Brasil possa vencer essa Copa - afirmou.

Questionado se era a favor do teor das manifestações, ele se esquivou. Vale lembrar que, em 2011, ele foi nomeado como Embaixador Honorário da Copa de 2014 pela presidente da república, Dilma Rousseff.

- Estou representando o Governo, a presidente Dilma me indicou. Sou brasileiro. O que falei, volto a falar, não adianta criticar o Brasil, fazer passeata na Copa, porque os estádios que foram superfaturados já estão lá, não dá para demolir os estádios e receber o dinheiro de volta. Vamos ver se dá para trazer turistas, receber uma grana boa. Vamos fazer tudo que tiver que fazer de protesto político depois da Copa do Mundo. Agora não dá para fazer mais nada - ressaltou.

'SELEÇÃO AGORA É UMA EQUIPE'

Antes da Copa das Confederações, Pelé não acreditava que a Seleção Brasileira estivesse pronta para conquistar o torneio. Após o título, com vitórias convincentes sobre Itália e Espanha, por exemplo, o ex-jogador já se mostra mais confiante. O Rei, que havia criticado o trabalho de Mano Menezes, dizendo que em dois anos a Seleção não tinha uma base, agora elogia Luiz Felipe Scolari.

- No início, pela falta de tempo de treinamento, não sabia quais os jogadores seriam chamados. Jogadores bons nós temos em todas as partes do mundo, mas não tínhamos uma equipe montada. Acho que agora o Parreira e o Felipão já têm uma ideia de equipe montada. Se tiver que fazer uma ou duas alterações por contusão ou questão técnica, tudo bem. Agora temos uma equipe. Mas temos que entender que uma Copa do Mundo não é um torneio rápido, de 15 dias (como a Copa das Confederações), muitas seleções já virão bem montadas. O que deixa feliz é que agora temos uma equipe montada. Isso é 60% de uma equipe - analisou.

*O repórter viaja a convite da Gillette


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