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Em novo Mundial, Timão pode não ter atletas da base em campo


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Há uma enorme chance de o Corinthians disputar o Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, sem colocar nenhum jogadores criado em casa no campo.

A situação acontece porque, dos 22 nomes praticamente certos na lista dos 23, apenas os goleiros Julio Cesar e Danilo Fernandes são frutos das categorias de base. E, como é Cássio o titular, só devem jogar em caso de lesão ou expulsão.

Em relação ao último nome, hoje disputam o lateral-direito Welder, o volante Willian Arão, o atacante Zizao e o meia Giovanni – esse, único representante do time campeão da Copa São Paulo deste ano. Nome certo no Sul-Americano Sub-20, porém, deverá ser liberado já em dezembro para a Seleção Brasileira.

Situação bastante diferente da que aconteceu há 12 anos, quando o Timão conquistou o seu primeiro Mundial. Comandado por Oswaldo de Oliveira, o time contava com oito atletas vindos do terrão: Índio, Kleber, Edu, Gilmar Fubá, Dinei, Yamada, Luis Mário e Fernando Baiano.

– Foi especial jogar com aqueles grandes jogadores, como Rincón e Marcelinho. Era o meu início de carreira e aquilo foi muito importante, fiquei muito feliz. Até hoje me relacionam com o título, marcou bastante. Fica a lembrança e recordação – disse Baiano, que disputará o Paulistão pelo São Bernardo, ao LANCENET!.

Na ocasião, a participação dos meninos com DNA alvinegro foi importe para a conquista do título. Hoje gerente de futebol, o então volante Edu entrou em todas as quatro partidas. Sensação que o atacante viveu por apenas dez minutos, na prorrogação da grande final, contra o Vasco. Após o empate sem gols, entrou com a responsabilidade de cobrar um dos pênaltis. Gol feito pela base!

– A base do clube é muito boa, com certeza vai aparecer gente com futuro. Na minha época subiram uns dez ou 15 garotos, todos deram certo. Entre 1998 e 1999, a safra era excelente. Hoje o clube pensa diferente, só contrata grandes jogadores. Fica difícil para os jovens terem o seu espaço.

Sem pratas da casa em campo, o Timão deve brigar pelo título só com crias dos outros clubes. Cada vez mais identificados, porém, parecem ser corintianos desde criancinhas.

No Mundial-2000: Os frutos do terrão

O lateral-direito Índio e o lateral-esquerdo Kleber haviam sido campeões da Copinha de 1999 e, um ano depois, eram campeões mundiais como titulares. Outros quatro entraram nos jogos: Dinei (A), Gilmar Fubá (V), Fernando Baiano (A) e Edu (V) – esse, em todos eles. Já o terceiro goleiro Yamada e o atacante Luis Mário não tiveram chances de jogar.

Bate-Bola
Fernando Baiano

Ex-atacante do Corinthians, foi apresentado nessa semana no São Bernardo

'Eu disse que bateria um pênalti e entrei na final'

O que lembra do Mundial?
Muita coisa boa. Foi um torneio que chamou muito a atenção, com grandes clubes da Europa. Ficamos um mês todo juntos, concentrados e o pensamento era ganhá-lo. O clima era maravilhoso, mesmo longe da família. Lembro das cobranças de pênalti no Maracanã cheio e da chegada em São Paulo, com muita gente festejando.

Você estava no banco na final. Pediu para entrar? Queria bater um dos pênaltis para ficar marcado?
Não, ali o treinador que manda. Queria ter jogado mais, mas na minha posição tinha dois monstros, o Luizão e o Edilson. O Oswaldo (de Oliveira) me perguntou se eu bateria e eu disse que sim. Aí entrei.

E você tinha só 21 anos...
Tem de ter personalidade, coragem e confiança de bater e converter. Que bom que nós vencemos.

Esse atual também vai ser campeão?
O grupo é sólido, tem grandes jogadores, não só um ou dois. A equipe toda é muito compacta e sólida. Creio que se jogar como vem jogando, tem grandes possibilidades.

Acha que o time terá um pivô?
O Tite tem experiência e vai escolher o melhor. Sempre defendi jogar com centroavante, porque dá uma referência, mas nos últimos meses ele tem jogado com jogadores mais rápidos. Ele vai acertar.



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