Novo chefe do marketing santista foca em patrocínio e estudará 'caso Nike'
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Fernando Montanha inicia nesta quinta-feira sua segunda passagem à frente do marketing santista. Diretor da área entre 2010 e 2011, ele volta agora à Vila Belmiro novamente para chefiar o departamento, desta vez como gerente. O profissional, de 45 anos, retorna ao clube já com uma missão bem definida: encontrar um novo patrocinador master para o clube. Em entrevista ao LANCE!Net, ele tratou o assunto como prioridade e falou de seus outros objetivos.
O gerente se mostra otimismo, apesar de reconhecer que o mercado não está favorável. Desde o fim do contrato com o banco BMG, em janeiro, o Santos está com o espaço nobre do uniforme sem anunciante.
- Ainda nem sentei com minha equipe, vou conversar com eles, mas meu maior desafio é fechar o patrocínio master, que está pendente há muito tempo. Vamos focar nisso, concentrar todos os esforços. Mas tem muito a ser feito além disso - afirmou Montanha, que não esconde a empolgação com a oportunidade.
Outro tema importante que o gerente terá de cuidar é o fornecimento de material esportivo, produzido pela Nike e distribuído pela Netshoes. O Santos está insatisfeito, negociou com a Adidas e outras marcas, e ameaça romper o vínculo. Outro contrato que será estudado por ele é o com a Zurich, seguradora que está apalavrada com o clube, mas cujo acerto está emperrado.
Selecionado em um processo realizado pela empresa Talent, o profissional teve de apresentar um projeto de marketing ao clube antes mesmo de ser contratado. Agora, ele pretende colocar em prática as sugestões oferecidas. Dentre elas, a ideia de atrair maior público para os jogos do Alvinegro.
- Quero fazer ações em dias de jogos. A partida vai ser o prato principal sempre, mas temos que buscar outras formas de atrair o torcedor. Em outros mercados, como NBA, o jogo de basquete é um detalhe. A gente tem vários valores agregados ao futebol que podem atrair o torcedor, diversificar o público também - afirmou.
Confira abaixo uma entrevista com Montanha:
Quais são suas ideias iniciais para esse trabalho no Santos?
Quero colocar em prática os projetos que apresentei antes de ser contratado, de licenciamento de produtos, ações em dia de jogos, comunicação com sócio... Preciso sentir a equipe também, motivá-los... Vou conversar com eles.
O clube vive um momento turbulento. O que sentiu na primeira conversa com o presidente Odílio?
Fiquei animado. Ele está acertando a casa, buscando gente de confiança, montando seu time e fiquei feliz de ele acreditar em mim, isso me ajuda. Não que os que estavam antes não fossem bons ou da confiança dele, mas agora é uma outra equipe.
Como vê essa possibilidade de romper com a Nike? Não é difícil rescindir um contrato desse porte?
Sim, muito. A gente tinha o mesmo problema (de distribuição) com a Umbro. O Santos sempre tem que cumprir o contrato, mas se o fornecedor não estiver cumprindo, é preciso analisar.
Na primeira passagem sua pelo Santos não havia Comitê de Gestão. Como será agora?
Antes mesmo do Comitê existia o grupo Guia, então não muda muito. Antes o Guia avaliava as decisões também.
Você continuará na Fenômeno, sua agência de publicidade?
Não. Eu me desliguei totalmente, não tem como ter um trabalho desse sem estar entregue de corpo e alma.
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