Neymar, o Frankstein de Dorival Jr.
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Neymar já era uma renomada promessa antes de se encontrar com Dorival Júnior. Com o treinador, pôs fim a questionamentos, passou a ser diferente. Agora, 46 dias após o fim da relação que parecia ser eterna, criador e criatura se reencontram neste sábado, às 19h30, na Arena do Jacaré,com transmissão em tempo real pelo LANCENET!.
O Santos, com poucas pretensões, praticamente luta por um fim honroso. A Tríplice Coroa ainda é possível, mas a reação terá que ser mais do que monstruosa.
Não seria exagero chamar a Joia de "Frankestein". Muito além da imagem do monstro, criada pelos episódios polêmicos em que o jogador se
envolveu recentemente, vai o contexto da relação do treinador com o atacante.
Na história, Victor Frankestein (Dorival), um cientista, cria um ser humano com grande força, a quem denomina como Franskestein (Neymar).
Depois, insatisfeito pela monstruosidade (xingamentos na partida contra o Atlético-GO), o cientista abandona a sua invenção (quando foi demitido pela diretoria após exigir prolongar a punição de um jogo fora da equipe).
Neymar, então pivô da demissão do técnico, frisou ao longo de entrevistas que pretende abraçar Dorival, acabar com qualquer resquício
de rusga entre os dois.
– Será um reencontro normal, de dois amigos que não se veem há algum tempo, mas quando a bola rolar vou ter que defender o meu lado. Espero que ele se dê muito bem, mas não neste sábado – disse o camisa 11 santista.
O técnico sabe muito bem o "monstro" que criou, capaz de marcar 37 gols em 59 jogos do Peixe na temporada. A Joia pode ser o único capaz de aprontar a reação inesperada do Santos.
– Gostaria que fosse o Neymar de janeiro, fevereiro e março. Vejo que está caminhando para isso porque é um garoto excepcional, com base
familiar. Foi um momento, que poderia ter acontecido com qualquer um, não o culpo – amenizou Dorival Júnior.
Frente a frente, criador e criatura podem tentar apagar antigas arestas. Eles garantem que o problema está superado, mas quem vence a batalha?
Bate-bola:
Dorival Júnior
Técnico do Atlético-MG, ao LANCENET!
L!: Para o reencontro com o Neymar, ficou alguma coisa a ser resolvida?
D.J.: Não existe nenhuma polêmica, só guardo coisas boas dele. Os nove meses juntos trouxeram coisas positivas. Desagradável, claro, foi o último episódio.
L!: Esse episódio, aliás, fez você mudar alguma coisa em seu perfil como técnico?
D.J.: Não muda nada para mim, até porque foi um fato isolado. Não modifico em nada o que vinha fazendo, tento fazer da mesma forma para alguns garotos. Nós só amadurecemos com episódios como esse.
L!: Você reconhece que amadureceu, então?
D.J.: Foi importante para ambos, nunca tinha visto isso nem como atleta. Consultei alguns treinadores mais vividos e poucos puderam me falar algo, pois não tinham passado por nada parecido.
L!: Mas mudaria alguma coisa, deixaria de prolongar o afastamento dele?
D.J.: Não alteraria em nada, a diretoria conhecia o meu pensamento desde o começo. Sou bem autocrítico, não errei e acho que ele merecia uma penalidade até maior, mas foi suficiente para mostrar que o caminho é outro.
L!: Ficou alguma coisa para falar para o Neymar?
D.J.: O que tinha, já falei. Era algo necessário.
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