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Michael é punido com 16 meses, mas pena pode ser reduzida para oito


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Flagrado no exame antidoping pelo uso de cocaína após a vitória por 2 a 0 sobre o Resende, no dia 6 de abril, no Campeonato Carioca, o atacante Michael, do Fluminense, foi punido com 16 meses de suspensão pelo STJD. Mas a pena poderá ser reduzida pela metade, caso ele prove mês a mês que segue em tratamento, participando de palestras com jogadores das categorias de base do Fluminense. A decisão foi por quatro votos a favor da punição dada contra dois votos pedindo a punição de dois anos.

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O relator Décio Neuhaus votou a favor da punição de 16 meses, com pena podendo ser reduzida, e foi acompanhado por Ronaldo Botelho, Caio César Rocha e Gabriel Monteiro. Já o auditor Paulo César Salomão foi mais duro e votou pela suspensão de dois anos, assim como o presidente do STJD, Flávio Zveiter, porém a dupla saiu vencida.

O JULGAMENTO

O jogador chegou cedo ao Tribunal acompanhado por seus pais e pela irmã. A advogada interna do Fluminense, Roberta Fernandes, ficou ao lado do atacante durante todo o tempo. Michael estava sério e tenso. Quando o advogado do Fluminense, Mário Bittencourt, assumiu a palavra, Michael não se conteve e chorou. No fim, o jogador ficou aliviado com a punição e abraçou a família, bem mais tranquilo.

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Para o procurador-geral do STJD, Paulo Schimitt, o jogador tinha que ser punido por conta do uso da substância, mas deveria, acima de tudo, ser recuperado. A defesa utilizou o motivo social como base, elogiando a postura de Michael durante todo o caso.

Foram apresentados como testemunhas pela defesa o ex-médico do Fluminense, Michael Simoni e Gabriel Bronstein, psiquiatra do jogador. Eles foram questionados pelos auditores, pelo procurador-geral Paulo Schimitt e pelo presidente do STJD, Flávio Zveiter, para esclarecer dúvidas sobre o processo.

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PSIQUIATRA ELOGIA JOGADOR

O ex-médico do Fluminense, Michael Simoni, explicou principalmente sobre os efeitos destrutivos da droga utilizada por Michael e o psiquiatra explicou que o tratamento realizado com o jogador tem evoluído de forma gradativa. A vontade de Michael em se recuperar contou a favor da decisão.

Bronstein disse que o jogador está no tratamento de dependência química, apesar de não ser diagnosticado com um dependente, mas sim para uso nocivo de cocaína. Para o psiquiatra, o jogador já deve retornar aos treinamentos na próxima semana, mas voltará para o local por pelo menos sete dias. Posteriormente, ele será liberado caso mantenha o comportamento.

Mesmo suspenso, Michael já pode voltar ao Flu em janeiro

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