Marcos Assunção: um palmeirense sem barreiras
- Matéria
- Mais Notícias
O Palmeiras chegou em Sucre com duas preocupações. A primeira, e maior, era por conta da altitude de 2.800 metros da capital institucional da Bolívia. Para evitar problemas com a respiração dos atletas, tubos de oxigênio foram colocados ao redor do campo. A segunda era a visível má condição do gramado. Repleto de falhas, ele poderia prejudicar a troca de passes entre o meio de campo e o ataque.
E as dificuldades foram reais. Foi nítido que, em alguns momentos, os palmeirenses tiveram problema para correr atrás dos adversários. E cruzamentos e lançamentos por vezes se perdiam pelo ar.
O gramado também esteve dentro das expectativas. Aos 19 minutos, por exemplo, Valdivia armou contra-ataque e tocou para Kleber. A bola quicou e encobriu o pé direito do Gladiador. Quantas barreiras!
Para superá-las, nada melhor do que usar uma fórmula antiga e precisa. De falta, com a perfeição que um dia o paraguaio Chique Arce apresentou aos palmeirenses, Marcos Assunção fez o gol da vitória. O seu 11º gol de falta na temporada (cinco pelo Grêmio Prudente e seis pelo Verdão).
– Toda equipe tem de ter um jogador para essa função. É importante ter alguém que cobre as faltas diretas para o gol e também as das laterais. Tive a felicidade de acertar mais uma e o meu time sair com a vitória – disse o volante, à Rádio Globo.
Com índice de acerto altíssimo, o jogador frequentemente garante que precisa de duas oportunidades em um jogo para acertar a falta.
– Tive uma e acertei. Havia treinado. Com a bola parada (a altitude) não tem muita diferença – garante.
Camisa 19 na Sul-Americana, Assunção usa a 28 no Brasileirão. Números que, somados, dão 10. Nota dada a sua pontaria mais que decisiva.
- Matéria
- Mais Notícias















