Maravilhado! Abel completa dois anos pelo Flu e L!Net relembra passagem
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Dois anos é tempo suficiente para viver muitas histórias, sejam elas boas ou ruins. Em um panorama geral, pode-se dizer que Abel Braga está satisfeito ao completar neste sábado duas temporadas no comando do Fluminense. Afinal, além de ter vencido um Carioca e um Brasileiro no período, o treinador manteve o clube brigando por todos os títulos que disputou.
O segredo para isso tudo pode estar no modo como ele lida com o elenco tricolor. Ano passado, logo após a conquista do Brasileirão, quase todos os jogadores afirmaram que o fato de Abelão ter "o grupo na mão" dentro do vestiário foi fundamental para a temporada quase perfeita que culminou no primeiro título brasileiro dele.
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> As imagens marcantes de Abel no Fluminense
Mas para Abelão, convivência é algo simples. O próprio sempre faz questão de falar que a criação em Vila da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, fez com que ele aprendesse a vida. Dali, ainda novo, iniciou a história com o Flu. Aos 16 anos, em 1968, chegou às Laranjeiras para iniciar a carreira de zagueiro. Por lá, ficou até 1976 e fez parte da histórica máquina tricolor. Depois, rodou o mundo até retornar para casa. E, pelo visto, deu bastante certo.
Engana-se quem pensa, no entanto, que foram apenas boas as histórias que o treinador viveu nestes dois anos. As duas eliminações na Libertadores foram mágoas evidentes. Além disso, em duas ocasiões, ele quase foi demitido. Na primeira, em 2011, cairia se perdesse para o São Paulo no Morumbi. Mas ganhou. Depois, em 2012, poderia sair se não ganhasse do Americano, em Campos. Resultado? Venceu novamente.
Pelo visto, o destino realmente não deixou que o roteiro desta bonita história fosse modificado. E Abel segue maravilhado com o Tricolor.
COM A PALAVRA
Roberto Assaf
Colunista do LANCE!Net
Faltou a Libertadores. É o que dirá, ou não, qualquer torcedor tricolor sobre os dois anos de Abel Braga no Fluminense. Com essa conquista, é evidente, o trabalho seria perfeito. Mas a taça cismou de escapar duas vezes, principalmente em 2012, quando o time apresentava futebol muito mais convincente.
De qualquer forma, seria um absurdo afirmar que a passagem do treinador não tem sido favorável, pois esteve sempre brigando por títulos, tanto que ganhou o Carioca e o Brasileiro no ano passado. Abel teve também o mérito de promover e trabalhar vários juniores, o que significa que teve o cuidado de observá-los ainda na base, com visando efetivamente aproveitá-los.
Vale discutir, notadamente em relação a 2013, se o maior pecado do técnico foi insistir com a estratégia que o levou ao sucesso em 2012, recuando para golpear nos contra-ataques, algo que ficou manjado, nesses tempos em que a TV exibe todos os jogos. Assim, parece que mudança nesse sentido será necessária para que continue no cargo.
NÚMEROS DA PASSAGEM
135 jogos
75 vitórias
27 empates
33 derrotas
220 gols pró
138 gols contra
62,2% de aproveitamento
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