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Lucro da CBF cai em 2011

Dia 27/10/2015
21:23

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Com o gasto de R$ 12,4 milhões em propaganda para exaltar os anos de sua administração à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira fez o lucro da entidade cair de R$ 83 milhões em 2010 para R$ 73,6 milhões no ano passado.

Em dezembro de 2011, começou a ser veiculada nas principais emissoras de TV a campanha: 'CBF. Cuidando da nossa paixão'. Nela, eram exaltados os 114 títulos conquistados pelo Brasil nos últimos 20 anos, dentre eles duas Copas do Mundo.

Na ocasião, o dinheiro gasto na propaganda tinha por objetivo melhorar a imagem da CBF, então presidida por Teixeira, que viria a renunciar quatro meses depois. E o montante fez com que os gastos da entidade com as despesas administrativas saltassem de R$ 34,5 milhões para R$ 55,2 milhões.

A queda no lucro líquido não acompanhou as receitas brutas, que aumentaram para R$ 300,6 milhões. Foram arrecadados R$ 37,3 milhões a mais do que em 2010.

Dentre as fontes de receita, as principais foram os recursos oriundos de patrocínios, R$ 219,2 milhões. Ao mesmo tempo em que o montante vindo dos patrocinadores aumentou, a CBF poderia ter arrecadado mais, não fosse a valorização da moeda brasileira.

Em Assembleia Geral na segunda-feira, a CBF informou às federações de futebol que terminou o ano de 2011 tendo à sua disposição um valor total de R$ 122,6 milhões. No ano passado, a reserva foi de R$ 57,3 milhões.

Do total de dinheiro disponível, R$ 119, 1 milhões estão em aplicações financeiras, R$ 1,8 milhão em bancos e R$ 1,7 milhão em caixa.

Avião de R$ 60 milhões: O avião comprado pela CBF para Teixeira deslocar-se apareceu no balanço avaliado em R$ 60,4 milhões. O número mostra o quanto o bem valorizou-se, já que em 2010 era estimado em R$ 47,5 milhões. Mas a entidade ainda enfrenta uma briga judicial e tem bloqueados pela receita federal R$ 4,1 milhões, por não ter pago o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), referente à importação da aeronave.

PROPAGANDA IMPACTA EM OUTRAS DESPESAS

Além de diminuir o lucro líquido da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os gastos de R$ 12 milhões em propaganda fizeram com que as despesas administrativas interrompessem uma tendência de queda. Mas, desta vez, o marketing de Teixeira não foi o único culpado pelo índice. Em 2011, as despesas administrativas da CBF totalizaram R$ 55,2 milhões. Mas nos dois anos anteriores, foi de R$ 35,4 milhões (2009) e R$ 34,5 milhões (2010).

Os gastos com as federações de futebol também contribuíram para a interrupção da tendência de queda nas despesas administrativas. Em seu último ano como presidente da CBF, Teixeira destinou às entidades que lhe davamsustentação R$ 16,7 milhões,k contra R$ 14,4 milhões referentes a 2010. Outro item responsável pelo aumento das despesas foram os gastos com viagens e diárias. Saltaram de R$ 3,1 milhões em 2010 para R$ 5,7 milhões no ano passado. A CBF também registrou em seu balanço financeiro, aprovado em assembleia pelas federações na segunda-feira, as despesas com donativos ou contribuições sociais.

Foram R$ 2,6 milhões, montante idêntico ao de 2009, mas superior ao destinado em 2010, R$ 1,5 milhão.

DÉBITO DOS CLUBES CRESCE EM 2011

A dívida dos clubes com a CBF aumentou no ano passado e foi para R$ 46,9 milhões. Em 2010, esse valor era de dez milhões a menos. A cifra contribui para o sufoco financeiro das agremiações. E, por isso, até para ajudar que ela seja paga, os clubes pediram à CBF, após a renúncia de Ricardo Teixeira, que fosse criado um canal de comunicação direto com a cúpula da entidade.

O novo presidente da CBF, José Maria Marin, acatou o pedido e já colocou à disposição dos clubes profissionais para auxiliá-los, principalmente, na resolução de questões financeiras. As agremiações de menor investimento serão diretamente beneficiadas pela medida e já começaram a utilizá-la. Com o grupo disponibilizado pela CBF, será possível aos clubes renegociarem as dívidas com a entidade.

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