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Lesão de Aldo no UFC 163 poderia ter dado cinturão a Zumbi Coreano


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Se ao nocautear Chan Sung Jung ficou provado mais uma vez que José Aldo é um dos campeões mais dominantes do Ultimate, ao final da luta foi notado que o cinturão peso-pena poderia ter saído das mãos do brasileiro caso o médico do evento e o árbitro da disputa de título tivessem notado o que acontecia com seu pé direito no UFC 163, que aconteceu no último sábado, no Rio de Janeiro.

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No primeiro round da disputa de título entre o brasileiro e o coreano, após tentar um chute que foi bem bloqueado pelo desafiante, Aldo sofreu uma fratura do osso cuneiforme medial do pé direito. Em entrevista ao LANCE!Net, o médico do UFC, Dr. Marcio Tannure e o árbitro Mario Yamasaki revelaram que, caso a lesão fosse notada durante a disputa de cinturão, o campeão poderia ter perdido seu título.

Segundo Tannure, que só sobe ao octógono quando o árbitro solicita sua presença para avaliar as condições de algum atleta, o médico tem liberdade para interromper um combate a qualquer momento. Ao ser perguntado se havia notado a lesão no pé de José Aldo durante o duelo, ele negou.

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- Não (notei a lesão no pé de Aldo durante o combate). Só vimos que se tratava de uma fratura ao realizar os exames radiológicos após a luta. Mas, com certeza, se eu tivesse visto, teria interrompido a disputa de título. O médico tem o direito e o poder de interromper a luta a qualquer momento - declarou Tannure, revelando que, além de talento, Aldo ainda teve raça para não chamar a atenção para seu pé machucado.

Também procurado pela reportagem do L!Net, Mario Yamasaki deu sua versão de árbitro. Embora o encarregado da disputa de cinturão tenha sido Herb Dean, Yamasaki declarou que, caso o médico declarasse que a luta deveria ser interrompida, o resultado do combate teria sido o Zumbi Coreano como novo dono do cinturão dos penas do UFC.

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- Se o atleta ainda está andando, o árbitro julga como uma fissura e deixa rolar. E parece que o pé não estava tão inchado durante a luta. Mas o árbitro tem a condição de chamar o médico para avaliar. Se Herb Dean parasse o combate para a entrada do médico e o mesmo interrompesse a luta, o resultado declarado seria o Zumbi Coreano como novo campeão - avaliou Yamasaki, que trabalhou em outras lutas do UFC 163.

O árbitro ainda comparou a situação com o que aconteceu no UFC 46, em janeiro de 2004, onde Vitor Belfort disputou o cinturão dos meio-pesados diante de Randy Couture e acabou se tornando o dono do título. Na ocasião, o americano sofreu um corte no olho no primeiro round e não teve condições de prosseguir no combate, o que deu a vitória ao carioca e o tornou o novo campeão.

- Se o árbitro ou o médico tivessem interferido na disputa de cinturão, seria como na luta do Belfort quando ganhou do Randy Couture. O americano cortou o olho, o árbitro percebeu, e definiu que ele não conseguiria continuar na luta. Vale a descrição do árbitro na hora da disputa - finalizou.

Outro caso parecido aconteceu com Jon Jones no UFC 159. Na disputa de título diante de Chael Sonnen, o campeão meio-pesado quebrou o dedão do pé enquanto nocauteava o falastrão. A lesão só foi notada ao final da luta. Se Jones não conquistasse o triunfo por nocaute antes do término do round, o árbitro interviria no combate e Sonnen seria o novo campeão pela falta de condições de Jones em continuar na disputa.

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