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Ex-Juventude, Picoli completa um ano no comando do Caxias


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Picoli é um caso raro no futebol brasileiro da atualidade. Em meio a tanta rotatividade, o técnico completa um ano no comando do Caxias nesta quinta-feira. De forma semelhante ao seu início, precisa contornar uma série de resultados ruins. Como marco, superou a desconfiança que a torcida nutria por sua grande identificação com o Juventude. Do lado grená, disputou 39 jogos, conquistando 15 vitórias, 11 empates e 13 derrotas, totalizando um aproveitamento de 47,8%.

No rival, atuou por cinco anos como zagueiro e participou das maiores conquistas do clube no final da década 90, na vitoriosa Era Parmalat. Mais tarde, em março de 2011, trocou as chuteiras pelo boné e iniciou a carreira de treinador no Verdão, onde permaneceu por um ano e dois meses antes de pedir demissão.

Em agosto do ano passado, chegou ao Caxias no início do segundo turno da Série C precisando administrar uma crise dentro e fora de campo. O clube vivia uma fase de transição com o anúncio da saída do então presidente Osvaldo Voges. Os salários dos jogadores estavam atrasados há dois meses. A equipe lutava contra o rebaixamento e, logo em sua estreia, uma goleada de 4 a 1 para o Macaé agravou ainda mais a situação.

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- Quando cheguei, o clube estava se preparando para tomar uma decisão, era um processo de transição e eu só fui descobrir isso mais a frente. Hoje, estou em um clube que, apesar de todas as dificuldades, vem encontrando uma harmonia dentro daquilo que é a ideia de gestão. São momentos um pouco distintos. Quando cheguei, tínhamos 13 pontos no primeiro turno. Esse ano fizemos 18. Hoje temos a possibilidade de pensar na classificação, antes a prioridade era evitar o descenso. Vejo o grupo de hoje, apesar de mais jovem, definido e mais equilibrado, mesmo com algumas carências em termos de características. A realidade do clube está se desenhando para um novo norte - analisou Picoli, em entrevista coletiva.

Depois da vaga aos mata-matas do Brasileiro do ano passado bater na trave, o técnico levou o Caxias à semifinal do primeiro turno do Gauchão no primeiro semestre de 2013. Com o mérito de ter montado um grupo competitivo apesar dos cofres vazios, teve o respaldo da direção para permanecer para a Série C embora não fosse unanimidade entre a torcida e o departamento de futebol. Chegou a emplacar uma sequência de seis partidas invicto e terminou o primeiro turno na vice-liderança do Grupo B.

Com habilidade para blindar o vestiário após os tropeços, a postura de xerifão percebida dentro das quatro linhas está sendo posta à prova com os recentes insucessos. Das últimas três partidas, o Caxias perdeu dois, empatou um e está no limiar da zona de classificação.

- Nem o torcedor que me recebeu ano passado imaginava que eu ia ficar tanto tempo. Nem eu projetava isso. Tem sido uma rotina permanecer. Como atleta, permaneci muito tempo nos clubes que passei, mas como técnico é diferente. Fica mais difícil porque você é cobrado cada vez mais para fazer mais - comentou.

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