Jorge Macaco e Celsinho prometem espetáculo no Thunder Fight 4
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A história do MMA não começou com eventos gigantescos, megaproduções e lutadores tratados como astros. Muito pelo contrário, especialmente nas décadas de 1990 e 2000, as rivalidades entre estilos e academias é que apimentavam as competições, e muitas vezes acabavam saindo de dentro dos cages e tatames para verdadeiras brigas. Neste sábado, dia 20 de junho, Jorge Patino "Macaco" e Celsinho Venicius, dois representantes daquela época se enfrentam na luta principal do Thunder Fight 4, valendo o cinturão peso-leve da organização. O evento começa às 16h, no ginásio do Pacaembu.
Macaco, hoje com 42 anos, completou recentemente 23 anos de carreira e foi um dos principais personagens do vale-tudo "antigo". Sua intensa rivalidade com Ryan Gracie, morto há pouco mais de sete anos, ganhou noticiários e popularizou, tanto de forma positiva como negativa, o esporte. No Thunder Fight 4, o veterano enfrenta o multicampeão de jiu-jitsu Celsinho Venicius, que manteve o legado de Gracie, liderando sua academia até os dias atuais, e está invicto em cinco lutas de MMA na carreira. Como a luta entre Macaco e Ryan nunca aconteceu, a expectativa para sábado é muito grande, mas o respeito toma conta dos discursos.
Para Jorge Macaco, a evolução no esporte deve ser celebrada. O paulistano, que já lutou no Pride, UFC, Strikeforce e WSOF e soma 37 vitórias, 15 derrotas, dois empates e um No Contest na sua carreira vitoriosa. O lutador faz questão de valorizar as rivalidades do início do vale-tudo como pavimentação ao caminho trilhado para a realidade atual.
- O vale-tudo lançou o MMA, naquela época era normal ter rixa. Hoje em dia é esporte mesmo, é profissional, totalmente diferente. Tudo muda e eu tive que mudar também. Se não tiver oponente para lutar, não dá pra trabalhar, então é preciso respeito. Essa é a grande diferença. Mas eu continuo sendo o mesmo Macaco, agora lutando em outras regras que tornaram o MMA mais rentável. A nova geração veio diferente, sem brigas, sem rivalidade exagerada, e isso é bom e eu apoio - afirmou.
Celsinho, é quase 11 anos mais novo que o oponente. Carioca, viu a grande rivalidade da época de vale-tudo nascer entre jiu-jitsu e luta-livre, e enaltece a popularização do MMA nos dias atuais.
- A rivalidade jiu-jitsu e luta-livre que começou o MMA, a disputa de modalidades. O jiu-jitsu se sobressaiu e isso faz parte da história do esporte, numa fase muito marcante para mim. O profissionalismo foi a grande mudança, acabando com as confusões e brigas de antes. Era chamariz, na época foi válido, mas não há mais espaço para isso. Hoje vemos grandes marcas envolvidas, confederações, exames. Ver o Galvão Bueno narrando uma luta do UFC é bem grandioso para quem acompanhou e vivenciou desde a época que se lutava sem luvas - relembrou.
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