Invicto no Dérbi, Cajá é o mestre cuca da Ponte Preta
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Em casa, sua especialidade é mais o arroz com feijão. Às vezes, até prepara uma macarronada ou estrogonofe. Mas é dentro de campo que Renato Cajá, camisa 10 da Ponte Preta, mostra cardápio variado. Em Dérbis, como o deste domingo, às 18h30, no Brinco de Ouro, oferece à torcida o que tem de melhor.
Não à toa que defende uma invencibilidade. Curta, é verdade. Em três clássicos disputados, nunca saiu derrotado. Ele diz saber a receita:
– É, mais do que tudo, ter tranqulidade. Porque é um jogo muito nervoso. Estão falando dele a semana toda, tem muita pressão, a torcida quer o resultado, então é preciso cuidado. Em um lance você pode ser expulso e atrapalhar sua equipe. A melhor receita é entrar tranquilo, sem vacilar.
Palavras de quem, recentemente, decidiu o duelo campineiro com dois gols. Um deles, golaço, do meio da rua. Camisa 10 do time da Macaca, sabe que chama atenção por conta de seus lances de efeito. Mas, já experiente, com 27 anos, não tem dor de barriga por conta da responsabilidade. Mais do que isso, a dejesa:
– Assumo essa condição. Não acho que sou craque, mas sei que tenho uma qualidade que ajuda minha equipe. Me imponho para fazer o melhor pela Ponte. Não um ou dois, mas todos têm de entrar sem medo de jogar, chamar a responsabilidade e ter ousadia. Só assim vamos conseguir essa vitória – diz.
Classificação que levaria Cajá para a sua segunda final de Campeonato Paulista pelo clube, já que em 2008 era ele quem liderava, ao lado de Elias, hoje no Sporting (POR), a equipe que foi vice-campeã, perdendo para o Palmeiras.
Com contrato de empréstimo até 31 de maio, não sabe como será o seu futuro. Dono de seus direitos, o Guangzhou Evergrande, da China, o quer de volta. Assim, ao menos que inicie uma terceira passagem no futuro, esse pode ser o último Dérbi do meia. Com tempeiro especial, prepara algo bom para hoje.
Os Dérbis que Renato Cajá 'sobreviveu'
16/3/2008- Ponte 4x2 Bugre
Na campanha do vice-campeonato paulista de 2008, Cajá participou da vitória por 4 a 2, na fase classificatória.
15/10/2011 - Ponte 3x0 Bugre
Em seu primeiro Dérbi após a volta ao clube, marcou dois gols na goleada por 3 a 0 pela Série B. Detalhe: no Brinco.
24/3/2012- Ponte 1x1 Bugre
No Dérbi dos 100 anos, a Macaca cedeu o empate no final. Mas Cajá está invicto.
Bate-Bola com Renato Cajá
Em entrevista ao LANCENET!, na cozinha da concentração da Ponte Preta
Qual o tempeiro do Dérbi?
Tem um tempeiro especial pela cidade, pelo clima que cerca todo esse jogo. São duas torcidas apaixonadas. Mas só depois do jogo que você vê a dimensão de tudo. Depois daquele que fiz dois gols, pessoas na rua vinham me agradecer, me aplaudir. É muito legal. Espero repetir nesse jogo.
O que mudou desde 2008?
Sei lá, talvez eu tenha um pouco de experiência. Mas não mudei nada, estou querendo as coisas da mesma forma, buscando meus sonhos e objetivos,como em 2008.
Em entrevista ao L!, Domingos disse que a Ponte tem melhor time. Aceita o favoritismo?
Discordo. O Gurani se entrosou muito rápido, chegaram em quarto na primeira fase não por acaso. Estão bem montados. Acho que o Guarani é o favorito, mas Dérbi é Dérbi, é jogo nervoso. É ter cuidado, mas colocar a nossa força.
Com a palavra: Dicá
Ídolo da ponte, ao LANCENET!, por telefone
Assumiu liderança por ser o craque do time
"Renato teve uma passagem muito boa pela Ponte em 2008 e manteve uma regularidade. Foi para fora, voltou, não teve êxito no Botafogo, mas retornou à Ponte e assumiu uma liderança. Não de falar, porque não é do seu temperamento, mas por ser o craque do time. Ele tem muita qualidade, organiza todas as jogadas ofensivas. É inteligente e foi fundamental nessa arrancada. Tem um perfil parecido com o meu quando jogava, eu destro e ele canhoto. Talvez eu trabalhasse mais a bola longa, mas ele tem uma habilidade muito grande, é criativo e tem o diferencial que um meia-armador tem de ter: a percepção. Antes de a bola chegar, já sabe onde a mandará e para quem. É acima da média."
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