Haile Gebrselassie busca final feliz em Londres-2012

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Haile Gebrselassie, como ele mesmo definiu, tem uma relação de amor e ódio com os Jogos Olímpicos. Na mesma medida em que já abdicou de participar de uma edição por medo dos altos índices de poluição (em Pequim-2008), o corredor possui duas medalhas de ouro em provas de longa distância. Para a Olimpíada do próximo ano, em Londres, Gebrselassie planeja escrever um novo capítulo desta novela que mantém com a grande competição do esporte.
Atualmente com 38 anos, o etíope concedeu, por e-mail, uma entrevista ao LANCENET!. O assunto principal foi sua volta às corridas.
Há quase um ano, em 7 de novembro de 2010, Haile Gebrselassie – decepcionado após abandonar a Maratona de Nova York (EUA) com uma inflamação no joelho – anunciou que aquela era sua última competição como profissional.
Poucos dias depois, no entanto, declarou estar arrependido do pronunciamento que fez. Ainda acrescentou que tinha o difícil objetivo de conquistar o ouro olímpico da maratona, aos 39 anos, nos Jogos de 2012.
– Nada é impossível! Competirei em Londres pela medalha de ouro, mas claro que ir ao pódio já me deixaria satisfeito. Vou tentar ir para a minha quinta Olimpíada, e essa sensação é boa – afirmou o corredor.
Para ter condições de ir aos Jogos, primeiramente Gebrselassie terá de passar pela árdua seletiva etíope.
Como só três atletas por país podem participar da prova, ele terá de obter, segundo sua estimativa, um tempo entre 2h04 e 2h05 para conseguir a vaga, já que a Etiópia possui uma grande tradição na maratona.
Na primeira tentativa de conseguir o índice, o resultado foi adverso: Gebrselassie não completou a Maratona de Berlim (ALE), em setembro.
BATE-BOLA
Haile Gebrselassie
Entrevista exclusiva ao LANCENET!
Por que você mudou de opinião e decidiu permanecer competindo?
Eu estava muito desapontado após a Maratona de Nova York e tomei aquela decisão baseado apenas na emoção. Quando fui para casa, refleti e vi que eu amo correr. Sei que posso competir no mais alto nível e isso mudou minha cabeça.
Sua história e títulos trazem mais pressão para 2012? As pessoas sempre esperam muito de você.
Claro que isso traz muito mais pressão, pois as pessoas esperam sempre muito de mim. Mas, por outro lado, eu venci tudo na minha carreira, e isso me deixa relaxado.
Como você define sua relação com os Jogos Olímpicos?
É uma relação de amor e ódio. Já tive problemas, além de Pequim, em uma das provas em 1996. Mas, claro, isso é Olimpíada e eu quero minha terceira medalha, seja qual for a cor.
Qual o segredo para se manter competitivo próximo aos 40 anos?
Disciplina para treinar sempre duas vezes por dia e amor pelas corridas. Eu não vejo o atletismo como trabalho, mas como um divertimento. Outra coisa é que eu tomo mais cuidado e "ouço" mais meu corpo.
Resultado à parte, Londres será sua última grande competição?
Eu quero seguir mais alguns anos. O tempo irá dizer o quanto mais eu poderei competir. É muito difícil para mim falar em aposentadoria, pois eu amo correr.
Por que a Etiópia tem tanta tradição nas corridas de longa distância? É trabalho ou uma boa geração?
Eu acredito que ter modelos de inspiração como Kenenisa Bekele (multimedalhista olímpico) e eu é muito importante para os corredores daqui. Porém, há variedade ainda maior de atletas de longa distância no Quênia. Então, a Etiópia ainda tem de progredir.
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