Gestão pós-Jogos do Parque Olímpico da Rio-2016 segue sem definição
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A pouco mais de um ano da Olimpíada Rio-2016, os entes públicos brasileiros ainda não sabem quem vai administrar as instalações do Parque Olímpico depois que o evento acabar.
No projeto de legado para a cidade, o Parque Olímpico se tornará o Centro Olímpico de Treinamento (COT). A promessa é que o complexo esportivo se torne local para treino de atletas, laboratório de pesquisas e sede de grandes competições no futuro.
Neste sábado, em entrevista coletiva com autoridades brasileiras ligadas à Rio-2016 em Toronto (sede dos Jogos Pan-Americanos), Joaquim Monteiro de Carvalho, presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), disse que em breve o projeto de administração do espaço será divulgado. No entanto, não soube dizer quando isso aconteceria.
- Estamos finalizando o estudo para o uso do centro olímpico com o Ministério do Esporte, e em breve vamos anunciar isso - comentou brevemente o presidente da EOM.
Em relatório divulgado em outubro do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) demonstrou preocupação com o legado do Parque Olímpico, e fez cobranças principalmente ao Ministério do Esporte.
EOM é contestada por falta de transparência
Durante a entrevista coletiva em Toronto, Joaquim Monteiro de Carvalho se viu em uma saia justa. Durante seu discurso prévio, ele falou sobre a transparência nos Jogos. No entanto, um jornalista brasileiro questionou o fato do contrato da construção do Parque Olímpico por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada) não ter sido divulgado, mesmo com solicitação por meio da Lei de Acesso à Informação.
Visivelmente desconfortável com a pergunta, Carvalho disse que "analisará o assunto".
A transparência na organização dos Jogos Olímpicos é um dos pilares da reformulação que o Comitê Olímpico Internacional (COI) vem promovendo no esporte, por meio da Agenda 2020.
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