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Gestão Aidar acumula problemas e presidente é pressionado a reagir

Dia 01/03/2016
00:58

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Crescem cada vez mais os problemas na gestão do presidente Carlos Miguel Aidar. Nos últimos dias, o dirigente foi bombardeado com uma série de episódios negativos para o clube e vive seu momento mais conturbado desde o episódio do contrato de comissão para a namorada, Cinira Maturana, no fim do ano passado.

Alguns dos pepinos foram herança de gestões passadas (leia mais abaixo), mas a lista também é composta por trapalhadas da atual diretoria. O último caso, a dívida pelo empréstimo de Kaká, gerou ruptura de relações com o Orlando City (EUA), clube que surgiu como possível parceiro tricolor na época da contratação do astro, em 2014.

Após discussão pública sobre o valor devido pelo São Paulo, o Orlando divulgou nesta quinta-feira comunicado anunciando a desistência da contratação do meia Ganso. Mais: a partir de agora, tudo será resolvido na Justiça, sem mais negociações com o clube presidido por Aidar.

Ao mesmo tempo, o presidente também acompanhou outro fracasso em negociações, ao não conseguir vender Luis Fabiano ao Cruz Azul (MEX) e agora terá de administrar a permanência de um jogador insatisfeito com sua situação no clube e com aqueles que o comandam, ou seja, a própria diretoria do São Paulo.

A nuvem negra que paira sobre o Morumbi neste momento virou um prato cheio para os adversários políticos de Aidar. O próprio presidente admitiu esta semana que enfrenta resistência no Conselho Deliberativo e terá dificuldades para aprovar qualquer coisa enquanto não resolver a polêmica sobre a comissão do contrato com a Under Armour, nova fornecedora de material esportivo.

Aliados do dirigente esperam que ele anuncie medidas nos próximos dias para colocar as coisas nos eixos. Há também temor pela proximidade da próxima reunião de Conselho, dia 28, quando, na visão da diretoria, crescem os ataques da oposição.

Contra a crise financeira, Aidar incumbiu o CEO Alexandre Bourgeois de renegociar contratos novos e antigos, inclusive o da Far East, empresa que tem a receber a comissão no contrato da Under Armour.

Em defesa da atual gestão, dirigentes utilizam o próprio contrato de material esportivo, que renderá cerca de R$ 15 milhões por ano, o bom momento do programa de sócio-torcedor, que ganhou cerca de 13 mil inscritos em duas semanas, e, apesar dos problemas, a fase do time, que já foi líder do Campeonato Brasileiro e briga perto do G4.


OS PROBLEMAS

Na Justiça
O São Paulo está envolvido por processos judiciais. Esta semana, o Orlando City entrou com ação cobrando cerca de R$ 14 milhões pelo empréstimo de Kaká. O clube também teve penhorado parte do dinheiro das vendas de Paulo Miranda, Denilson e Souza para pagamento de dívida com a empresa que intermediou a negociação do lateral-esquerdo Jorginho Paulista, em 2002.

Negociações frustradas
No mês passado, o São Paulo chegou a anunciar a venda do volante Rodrigo Caio ao Valencia (ESP) por cerca de R$ 40 milhões, mais a chance de receber bônus de mais de R$ 12 milhões. No entanto, de última hora, o jogador não chegou a acordo com o clube espanhol e a negociação melou. Ontem, o Cruz Azul desistiu de Luis Fabiano e o clube também recusou oferta do Orlando City por Ganso. O problema é que os dois jogadores queriam se transferir.

Crise financeira e Guerra política
O São Paulo chegou a dever quatro meses de direitos de imagem aos atletas, algo inédito no clube nos últimos anos. Não há perspectiva para captação de patrocinador master e o rombo bancário é grande. Ao mesmo tempo, Aidar vive clima de instabilidade interna. Juvenal Juvêncio, seu maior inimigo, o criticou duramente em entrevista ao L! semana passada e prometeu não medir esforços para tirá-lo do cargo. Os insatisfeitos têm crescido.

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