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Eurico não concorda com torcida única: 'Não há vencido, nem vencedor'


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O presidente do Vasco, Eurico Miranda, garante que não ficou nem um pouco satisfeito com a decisão da CBF em deixar o clássico contra o Fluminense, dia 19, no Maracanã, com torcida única. Para o mandatário, a entidade deveria ter levado em conta a tradição - no caso do Cruz-Maltino - no estádio. Por conta disso, acredita que as duas equipes saem prejudicadas.

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- Esperava que tivesse uma decisão garantindo a tradição da torcida do Vasco, mas teve a decisão da torcida única. Eu não gostei. Se decidiram por essa maneira, tudo bem. Mas a CBF tinha a obrigação de respeitar a tradição. Eu acho que isso, politicamente, é uma solução que não tem vencido, nem vencedor. O Fluminense tem lá uma posição radical quanto a isso, então que marque o jogo em outro lugar. Só não me obrigue a jogar no Maracanã com a torcida no lugar que não é de tradição - comentou o presidente, ao LANCE!.

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No início das negociações, o Cruz-Maltino cogitou jogar com 10% da torcida no Maracanã, desde que fosse do lado direito do estádio. O Flu não aceitou e, sem consenso, a CBF decidiu optar por torcida única.

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- Eu jogaria até se fosse com 10%, mas desde que fosse no lado direito. Não aceitaram. O jogo da volta será em São Januário, com torcida única do Vasco - disse Eurico.

A decisão foi motivada pela falta de entendimento entre clubes sobre o posicionamento das torcidas na arquibancada. Por contrato, o Flu ocupa o lado direito das cabines de TV. O Vasco alega a tradição para ficar com o setor. No Carioca-2015, a queda de braço motivou a transferência do jogo para o estádio Nilton Santos.

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No início da noite, o presidente publicou uma nota oficial respondendo o consórcio do Maracanã:

"Retrocesso é celebrar contratos misteriosos que desrespeitam as tradições e ferem os direitos de um clube.

Vergonhoso é lucrar muito mais do que quem efetivamente faz o espetáculo.

Ofensa não à torcida carioca, mas a toda sociedade carioca, é celebrar contratos confidenciais, muito embora envolvam a exploração de um bem público.

Entretanto, ofensa maior é usurpar um direito histórico de uma instituição centenária.

Muitas outras questões deveriam ser abordadas, mas fico por aqui.

Eurico Miranda

Presidente do Club de Regatas Vasco da Gama"

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