Divinos da Vida Real: conheça o clube que inspirou o time da novela das 9

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O nome é Madureira Esporte Clube, mas pode chamar de Divino. Famoso por ser um celeiro de craques, o Tricolor Suburbano é a cara do time da novela da TV Globo: jogadores promissores e talentosos, muitos sonhos, vários empresários e pouquíssima torcida.
Só para se ter uma ideia, pouco mais de 50 pessoas assistiram à partida vencida pelo Madureira contra o Angra dos Reis, válida pela Copa Rio, na última quinta-feira, em Conselheiro Galvão. Diante de um silêncio de cemitério nas arquibancadas, somente uma voz era ouvida por todos os cantos do acanhado Estádio Aniceto Moscoso.
- Vai, Madureira! - gritava a vendedora de bolos e sucos Raquel Alves, que trabalha no local há 33 anos.
- Eu sou a única pessoa que grita aqui. Sou Madureira de coração - explica.
O vilão Max é fichina perto dos empresários do Madureira. Bem vestidos e com olhar atento na partida, coreanos, chineses e gringos de diversas partes do planeta acompanhavam as jogadas das joias do Subúrbio. Em meio a tantos homens de negócio, um fanático torcedor exaltava a tradição do clube.
- O Madureira parece mesmo o Divino. Daqui saíram vários craques. Vi muitos garotos bons de bola por aqui - disse o aposentado Wilson Teixeira, de 65 anos, que não perde um jogo do time.
O Divino da vida real, porém, não tinha nenhuma Suelen na arquibancada. Afinal, as gatas de Madureira estavam mesmo é a fim de bater perna no Mercadão, que fica ao lado do estádio.
Evaristo fala com saudade do clube
Craque conhecido por seus tempos de Flamengo, Barcelona e Real Madrid, o ex-atacante e ex-treinador Evaristo de Macedo lembra com orgulho dos tempos em que atuava pelo Tricolor Suburbano, de onde foi revelado para o mundo do futebol.
- Tenho um carinho muito grande pelo Madureira, o guardo no meu coração. É um clube com uma tradição muito grande em revelar jogadores. Vários outros da minha época saíram de lá - disse.
Apesar do carinho e das lembranças, Evaristo acredita que as divisões de base dos clubes pequenos perderam sua essência.
- Na minha época o futebol era uma coisa simples. Hoje em dia o clube precisa de muito dinheiro para manter as categorias de base. Nós não ganhávamos nada, jogávamos por prazer. Eu só ganhava o dinheiro da passagem. Os tempos hoje são outros - finalizou.
O MADUREIRA HOJE
Com jogos de pouco apelo, o público é reduzido. Recentemente, o Estádio Aniceto Moscoso ganhou cadeiras do Maracanã, inclusive os assentos "perpétuos".
O Madureira disputa a Série C do Campeonato Brasileiro. O clube começou bem, mas agora já luta contra o rebaixamento. Já na Copa Rio, que dá vaga para a Copa do Brasil, o clube está classificado para a segunda fase.
O gramado do estádio da Conselheiro Galvão está em bom estado. Dá para perceber que o clube tem uma administração cuidadosa.
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