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Dez anos depois, Lugano conta o que fez com camisas do Tri da Liberta


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Diego Lugano honra como poucos a tradição uruguaia de amor à camisa. Tanto que evita trocar o uniforme com os adversários após os confrontos. Quando seu time perde, então, nem pensar. Mas então onde foram parar as camisas de número 5 utilizadas nas finais da Libertadores 2005, quando o São Paulo sagrou-se tricampeão da competição, há exatos dez anos? Com a palavra, o próprio "Diós" (Deus), como passou a ser chamado pelos são-paulinos, tamanha idolatria.

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- Uma está na casa do meu pai, e outra dei de presente a um grando amigo meu - contou Lugano, em entrevista ao LANCE!.

Antes do Tri, também em entrevista ao LANCE!, Lugano disse que já tinha enviado mais de 200 camisas para o Uruguai, onde tinha uma espécie de torcida organizada dele e do São Paulo. Hoje, se mostra mais flexível ao ritual consagrado na saída de campo. Ele acaba de assinar contrato com o Cerro Porteño (PAR), vai trocar camisas, mas só se o time vencer...

- Não é que não costumo trocar camisa depois do jogo. Eu não troco quando a gente perde. Só. E muito mais ainda, dentro do campo, quando o torcedor está puto da vida. É por respeito. As vezes quando ganha, não tem por que não trocar. Mas, perdendo, não!

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Lugano abraça Fabão no segundo gol do São Paulo na final da Libertadores 2005

Sorte de Lugano e de todos os são-paulinos que a derrota nem passou perto do São Paulo em 14 de julho de 2005. O Tricolor fez impiedosos 4 a 0 no Atlético-PR, no Morumbi, e o uruguaio pôde comemorar uma das principais conquistas da carreira.

- Não sei se foi o título mais importante, mas um dos mais importantes, com certeza. O primeiro mais importante, então lembro com muita felicidade, e quando lembro desse momento, lembro de todos os colegas, companheiros, daquela época e sempre me pergunto o que se passava com cada um - declarou o zagueiro uruguaio, campeão da Copa América em 2011 pela seleção de seu país e quarto colocado na Copa do Mundo de 2010.

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Em 2005, Lugano ainda conquistou o Paulista e o Mundial. Ficou até 2006, quando também participou da campanha do título do Campeonato Brasileiro. E até hoje ele não esquece da atmosfera daquele 14 de julho, que foi eternizado.

- Tenho muitas lembranças daquele jogo. Uma das principais, a chegada ao estádio. Pude sentir e escutar primeiro o Morumbi cheio, depois no campo você se concentra, e vê o jogo. Mas antes e depois você tem consciência da diferença do que está em jogo, por isso é marcante a chegada - disse o Diós.

Só resta dizer amém!

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