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É o destino! Dedo quebrado fez Dória chegar ao Botafogo


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Dória quase trilhou outro caminho, mas o destino foi muito generoso com o Botafogo. Há quatro anos o zagueiro estava de malas prontas para o Grêmio. Porém, na pelada de despedida com alguns amigos, ele quebrou o dedo mínimo do pé esquerdo e a ida para o time gaúcho melou.

Sua passagem já estava até comprada para o Sul quando descobriu que precisaria engessar o pé. Mal sabia que em pouco tempo seria titular do Botafogo e realizaria seu sonho. Agora, ele reconhece que quebrar o dedo valeu a pena. Em entrevista exclusiva ao LANCENET!, o xodó do Glorioso revelou seu drama:

– Fiquei com vontade de chorar quando o médico falou comigo. Meu pai disse para eu ter calma que tinha alguma coisa boa reservada para mim. Agora paro e penso. Se tivesse ido será que estaria assim? Estou feliz com tudo – disse.

O convite saiu de um olheiro do Grêmio que viu uma partida de Dória em Niterói. Curiosamente foi um dos primeiros jogos dele no futebol de campo, já que ele jogava mesmo futsal. Como ele não foi para o time gaúcho, o rival daquela partida se interessou pelo zagueiro e foi a primeira casa dele nos gramados.

– Joguei futsal muito tempo pelo Tio Sam. Quando acabou a parceria lá, fiquei sem clube e sem saber o que fazer. Foi aí que me chamaram para esse amistoso. Foi onde tudo começou – contou o defensor.

Um ano e meio depois, o Botafogo apareceu na vida de Dória. Ele chegou a Marechal Hermes com 14 anos e desde então é tratado como joia. Após se destacar na Copa São Paulo de Futebol Junior deste ano, ele impressionou Oswaldo de Oliveira quando completou um treino dos profissionais.

Zagueiro Dória fala sobre o seu momento no Botafogo

Entre os sonhos do precoce zagueiro está a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Com 21 anos, ele será quase um veterano para a garotada:

– Penso em Seleção e quem sabe na próxima Olimpíada? – contou.

Se o destino ajudar, como sempre fez, ele continuará brilhando e vestirá a Amarelinha.

ZAGUEIRO FESTEJA MARCA INVICTA

Mesmo ainda tão jovem, Dória tem uma marca que chama a atenção: está invicto como profissional. Com a camisa do Botafogo, foram nove jogos – todos neste ano –, com cinco vitórias e quatro empates.

O zagueiro lembrou o trabalho duro que tem feito desde as categorias de base e comemorou a marca, sobretudo os últimos seis jogos pelo Brasileiro, em que atuou como um dos titulares do Glorioso.

– É um momento gratificante porque tenho trabalhado muito desde a base e essa sequência me deixa feliz. Sempre sonhava jogar no profissional. Espero manter isso e, a cada vez, estar melhorando.

Destaque na Copa São Paulo de Juniores, Dória foi promovido ao time profissional em janeiro, por causa de uma lesão no tornozelo esquerdo sofrida por Brinner, justamente no momento em que outros nomes do setor não tinham condições. O técnico Oswaldo de Oliveira assistiu ao seu primeiro treino entre os mais velhos e se impressionou com sua atuação, garantindo que o jovem não voltaria à base.

SEQUÊNCIA RECENTE

2x0 Coritiba - 2/9
Assumiu a titularidade por conta de uma lesão de Brinner. Jogou muito bem e foi elogiado por Oswaldo de Oliveira.

3x1 Cruzeiro - 5/9
Não teve culpa no gol sofrido e mostrou tranquilidade na maioria dos lances contra um bom ataque. No geral, outra atuação firme.

3x1 Náutico - 9/9
Pela primeira vez mostrou alguma dificuldade. No segundo tempo foi envolvido e superado em alguns lances.

1x1 Internacional - 13/9
Outra atuação sólida e tranquila. Cobriu alguns espaços de Fábio Ferreira e mostrou muita velocidade nas recuperações

0x0 Ponte Preta - 16/9
Em algumas oportunidades anulou o ataque da Ponte e arriscou subidas ao ataque. Sem comprometer, fez bom jogo.

2x2 Corinthians - 23/9
Bateu cabeça no primeiro gol do Corinthians, mas depois se recuperou e quase marcou o gol da vitória, no último lance do jogo.

- Bate-Bola:

Dória
Zagueiro do Botafogo, em entrevista exclusiva ao LNET!

Como foi sua chegada ao time profissional do Botafogo?
Fiz dois gols em cima do Vitória, na Copa São Paulo, não sabia de nada ainda. Voltei ao Rio e pediram para me apresentar. Pensei: se estou aqui, tenho que mostrar.

Você estreou com só 17 anos. Foi difícil se manter tranquilo?
Na verdade, meus pais (Hélio e Lurdes) estavam mais ansiosos que eu (risos). Me preparei para fazer uma boa partida para mostrar que tinha lugar, consegui me concentrar.

E como é sua relação com Antônio Carlos e Fábio Ferreira, seus companheiros de zaga?
Aprendi muito com eles, me dão muita segurança para fazer meu trabalho. Dão dicas, falam o que posso fazer para melhorar, ajudam muito.

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