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Del Nero e José Maria Marin divergem sobre protestos


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O presidente da CBF, José Maria Marin, e seu vice, Marco Polo Del Nero, mostraram uma rara divergência ao comentar os protestos que acontecem em São Paulo e nas sedes da Copa das Confederações e a repressão da violência a eles. As declarações aconteceram em uma reunião no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Cada um falou separadamente sem ouvir o que outro dizia.

Enquanto Marin classificou os protestos como naturais da democracia e só condenou a violência, Del Nero classificou-os como atos de uma pequena minoria. Segundo historiadores, esses são os maiores protestos de rua do país desde o movimento contra o então presidente Fernando Collor de Mello, em 1992.

- Foram quantos? mil? Tem 199 milhões trabalhando e esses querendo atrapalhar." - disse o vice-presidente da CBF.

- A manifestação de forma democrática e sem violência tem de ser respeitada. Ninguém aceita a violência, não é o melhor caminho. Sempre fui um homem de diálogo – afirmou o presidente.

Del Nero também colocou-se claramente a favor da polícia e evitou criticar qualquer ação.

- A policia está bem preparada. Algum deslize pode ocorrer. Mas eu não vi nada. Essa preocupação é de governo. - disse o vice.

Já Marin foi evasivo quando lhe perguntaram se criticava a violência de alguns policiais.

Ambos coincidiram no desejo de que os protestos cessem e volte a se falar apenas de futebol.

- Temos de falar de coisas positivas e fazer a torcida gritar: "Brasil, Brasil, Brasil!" - finalizou Del Nero.

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