Deco exclusivo: 'Quero marcar meu nome no Flu'

- Matéria
- Mais Notícias
Com fome. Assim está Deco para o clássico do domingo diante do Flamengo. Ao receber a equipe do LANCENET! para conceder a entrevista, o apoiador pediu para lhe trazerem uma maçã. Deco estava com fome. E o camisa 20 ainda está. Faminto e com sede de voltar a ser titular e deixar de vez sua marca no Fluminense.
No bate-papo descontraído que teve nas Laranjeiras, o Mago se mostrou pronto para voltar a ser titular e garantiu que ainda quer conquistar mais coisas pelo Tricolor, antes de encerrar sua carreira, ao final de 2012:
Confira entrevista exclusiva com Deco
– A única coisa que falta é que quero tentar acabar meu contrato aqui com uma sequência boa e quero deixar uma marca no Flu.
Confiante, foi assim que o camisa 20 se mostrou. Confira agora a entrevista exclusiva que o apoiador concedeu ao LANCENET!:
LANCENET!: Você se sente pronto para o clássico?
DECO: Acho que sim, mas óbvio que a decisão será sempre do Abel, e ele até tem tido uma postura bacana em relação a isso, mostrando-se preocupado, para que não ocorra nada de diferente. Acho que dá para começar jogando.
L!NET: Como está a expectativa para o clássico?
D: Eu quero jogar. Disputar um clássico é sempre diferente. Venho de duas semanas de treinamento e participando dos últimos coletivos. O Abel ainda não decidiu, mas tenho condições de jogar o clássico. Fisicamente estou bem, mas depende do treinador.
L!NET: Você disputa vaga com o Lanzini. Tem espaço para os dois?
D: Acho que sim. Mas teria que sair o Marquinho, que é um jogador muito importante. Imagina no caso do Abel, abrir mão do Marquinho, um cara que trabalha muito, além de taticamente importante e em um momento fantástico. É complicado. Pelo estilo de jogo, dá sim.
L!NET: Encara esse Fla-Flu como um jogo decisivo?
D: Não decide nada em termos de título. Não podemos negar que quem vencer terá uma grande vantagem. Ambição é grande. Temos que pensar em vencer.
L!NET: Qual é o objetivo do Flu hoje? Libertadores ou título?
D: Neste momento, quem briga por Libertadores briga por título. Vamos jogar para ganhar o máximo de jogos possíveis, sabendo que não podemos chegar nos últimos jogos com uma diferença grande para os líderes. Ir para Libertadores é bom, mas ser campeão é melhor ainda.
L!NET: As lesões fizeram chover críticas a você. Como encarou?
D: O problema das críticas envolve uma minoria. Vejo o caso de jogadores importantes, como o Luis Fabiano e o Adriano. Investiram neles e agora estão voltando. As pessoas criticam, mas a maioria torce para que o jogador volte bem. No fundo, a imprensa acaba torcendo, porque quando o jogador é bom todo mundo que ver jogando. Eu nunca me preocupei com críticas. O que me conforta é que sempre quando entrei, joguei bem. As lesões não há muito como controlar. Nunca tive muitas lesões, é raro o que está acontecendo. Estou fazendo de tudo para não acontecer mais. Quando exigem de algum jogador, é sinal de que ele é muito importante, e que deve ter uma cobrança maior.
L!NET: Chegou-se a cogitar que você poderia se aposentar. Balançou com essa possibilidade?
D: Balançar, balança. Mas hoje a única coisa que me dá prazer é continuar jogando. Hoje, queira ou não, com 34 anos, concentração já não é tão bacana como antes. O único prazer que tenho é jogar, só me sinto feliz assim. Quando as lesões te impedem, não é que você pense em desistir, mas é que elas te incomodam mais do que antes, quando você é mais novo. Tirando jogar, o resto é tudo um saco. Quando você não pode mais fazer isso, você repensa um pouco. O que me faz continuar é que me sinto bem. Quando não achar mais isso, serei o primeiro a falar. Sei que o ponto final vai chegar, mas ainda não é o momento.
L!NET: Já tem planos para isso?
D: Tenho na minha cabeça jogar até o fim de 2012. Meu contrato termina em agosto. mas se eu ainda estiver no Fluminense, se o clube quiser, eu jogo até o fim do ano sem precisar de contrato. Minha ideia é essa, não tenho muita vontade de fazer mais do que isso.
L!NET: Já veio para o Fluminense com essa ideia de parar em 2012?
D: Quando vim para o Fluminense, foi uma decisão muito emocional, porque queria voltar para o Brasil, por questões pessoais. Foi uma decisão pensada. Por isso fiz um contrato de dois anos. Sabia que tinha condições de jogar, fisicamente falando, e acabar bem, até os 35 anos. Sempre foi isso o que eu imaginei. Fiz esse contrato porque era o máximo que eu queria, parar em 2012. Óbvio que não tenho o mesmo vigor físico de quando tinha 28 ou 24 anos, mas fisicamente e tecnicamente me sinto confortável para jogar.
L!NET: Como você encarou as críticas do Muricy após a saída dele?
D: Acho que cada um tem um jeito de tomar suas decisões. Não posso falar. No futebol, aprendi que é difícil saber a verdade. Não sei o que houve. Talvez prometeram algo para ele e não cumpriram, eu não estava nas reuniões. Ele deve achar que estava com a razão. Talvez já tivesse o interesse de ir para o Santos. Não sei mesmo. A forma como ele expressou, talvez não tenha sido a mais correta. Ele sempre foi um cara correto, não tenho que falar.
L!NET: E o episódio da saída do Emerson. Como você viu isso?
D: Não estava lá, acompanhei de fora. Conversei com o Emerson, que é meu amigo. Fui na casa dele e falamos sobre isso. Isso afeta o grupo. Agora, o clube tem suas razões e o jogador também. Todo mundo tem uma versão. No futebol, sempre dá para gerir de outra forma, com mais inteligência. Talvez tenha faltado isso para resolver o caso. Poderia ser resolvido internamente. Em todo clube acontecem milhões de problemas, que a imprensa não sabe e é resolvido internamente.
L!NET: Voltando ao Flu, como é sua relação com o Fred?
D: É um cara que veio para o Fluminense, depois de não estar feliz no Lyon, e aqui encontrou o que ele queria, o que buscava. Ele se identifica com o grupo. Se puder ter amizade e respeito, é ótimo, mas o primordial é respeito.
L!NET: E com o Ronaldinho Gaúcho?
D: Criei uma amizade com o Ronaldinho além do futebol. No Barcelona nós saíamos mais, eu quebrava mais (risos), tinha uma amizade, era diferente. Então, tudo é momento, meus amigos agora são casados e com filhos, os assuntos são os mesmos. O Gaúcho é uma amizade que ficou desses tempos todos. Não tenho encontrado ele muito, é que falei... ele está em outra onda.
L!NET: Para encerrar, vê o calendário como vilão do futebol brasileiro?
D: Na Europa, você acaba a temporada em maio. Aí você só volta a competir no fim de agosto, tem três meses de descanso e preparação. No Brasil, você acaba o campeonato em dezembro e já volta em janeiro. É só um mês de férias e uma preparação de dez dias para o ano. Você não consegue fazer uma pré-temporada como ela deve ser feita. Gerir tudo isso e ainda ganhar é f...
- Matéria
- Mais Notícias















