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Crise, demissões, protestos… Santos sofre com 'jogo que não terminou'


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Há 15 dias o Santos convive com demissões, protestos, turbulência política, chegadas e saídas de funcionários... uma verdadeira crise. Os oito gols sofridos para o Barcelona abalaram a estrutura do Peixe, que tenta, mas ainda sofre, para esquecer do fatídico amistoso disputado no Camp Nou.

Desde então, foram três partidas: contra Corinthians, Cruzeiro e Vasco, todos empates.

– Aquele jogo não acabou... – disse o técnico Claudinei Oliveira, lembrando do Barça, quarta-feira.

Pelo menos nos bastidores, a tendência é que o clima fique mais calmo depois do afastamento do presidente Luis Alvaro Ribeiro, que pediu licença de um ano na última quinta. Tudo depende também de quem o vice Odílio Rodrigues nomeará para o Comitê de Gestão do clube. Nomes como os de Nabil Khaznadar, Francisco Cembranelli e Alex Zornig são apontados como fortes candidatos.

O grupo que cogitava pedir o impeachment do presidente e vice já recuaram, mas ainda há muita agitação na política alvinegra, que conta com diversos grupos desde a fragmentação da Resgate Santista, ainda no ano passado.

Já em campo, o clima é mais ameno. Embora ainda esteja longe da tranquilidade que pairava antes da viagem para a Espanha. Para enfrentar a turbulência, Claudinei apostou ainda mais nos veteranos. Prova disso é que os jovens Victor Andrade, de 17 anos, e Gabriel, de 16, que atuaram no segundo tempo contra o Barça, sequer ficaram na reserva depois do amistoso. Giva, de 20 anos, também perdeu espaço.

O treinador ganhou calma para trabalhar na última semana com a chegada de Zinho, novo gerente de futebol do clube, mas sabe que sua permanência ainda é incerta e depende de vitórias, o que não acontece há seis jogos – a última foi contra a Portuguesa, em 13 de junho.

Assim, os jogos contra Bahia e Grêmio ganham ainda mais importância. Só assim para a partida contra o Barcelona acabar...


ACADEMIA LANCE!

Sâmia Hallage
Psicóloga da Sel. Bras. Masc. de vôlei de praia

"Na verdade, o que aconteceu com o Santos não foi um trauma. O que aconteceu é que eles foram jogar com o Barcelona, que já era sabido que não seria um jogo fácil, mas ninguém esperava que fosse 8 a 0. Então, eles tiveram uma experiência ruim, que a gente chama de adversidade, o que pode acontecer com qualquer time. Trauma é uma coisa que acontece fora do controle da gente e a gente vai continuar sem controle.

O problema é que o clube como um todo, dirigentes, comissão técnica e jogadores não conseguiram lidar muito bem com essa adversidade. E teve ainda a cobrança da torcida, que faz o ambiente interno ficar confuso. A gente não sabe muito bem o que acontece lá dentro.

As adversidades acontecem no esporte. E por que às vezes o time perde em seguida? Porque não sabe lidar adequadamente com a adversidade. Perder de muito, cair para a Segunda Divisão, ficar 11 jogos sem ganhar, como o São Paulo, não acontece todo dia, mas pode acontecer.

O que precisa fazer? Organizar a equipe. Como? Olhando para o que não deu certo, as falhas, e trabalhar isso para que não volte a acontecer. Isso tem de vir de cima para baixo. Da comissão técnica e dirigentes em relação aos atletas, para reorganizar a casa."

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