Crias do São Paulo, Lucas e Oscar viram 'guias' na Seleção Brasileira
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Na volta da Seleção Brasileira ao país, após quase um ano de ausência, dois jogadores se sentirão mais em casa do que os demais. E, mesmo no grupo dos mais jovens, poderão guiar os companheiros de Amarelinha.
Oscar, que completará 21 anos domingo, e Lucas, de 20 anos "nasceram" para o futebol no Centro de Formação de Atletas Laudo Natel, em Cotia. É onde o time de Mano Menezes está se preparando para encarar a África do Sul, sexta-feira, e China, na próxima segunda.
No local, receberam os cuidados do São Paulo nas categorias de base e desde cedo mostraram personalidade para vestir a camisa do Brasil e realizar o sonho de qualquer jogador. Pelo menos essa é a opinião de quem conviveu com a dupla nos tempos de Cotia.
O ex-atacante do Tricolor Zé Sérgio, que treinou os dois na base entre 2008 e 2010, encontra semelhanças nas crias do São Paulo no empenho para estarem em campo e demais aspectos comportamentais.
Tranquilo, Lucas espera ser titular contra a África do Sul
– Sempre tiveram a mesma cabeça. Queriam jogar de qualquer jeito. E, com calma, sabíamos que a hora chegaria – afirmou, ao LANCENET!.
Tímidos, Oscar um pouco mais, como atesta Mariana Grassia, coordenadora da parte social do centro de treinamento, Oscar e Lucas sempre tiveram boas notas na escola, ela garante. Prova de dedicação e comprometimento.
– Nunca deram trabalho, exceto as traquinagens que qualquer jovem faz na idade deles – garante.
De volta ao lar, a dupla de origem tricolor terá desafios diferentes nos amistosos. No Morumbi, que hoje é a casa de Lucas, e "abandonada" por Oscar desde 2010, o primeiro tentará mostrar que chegou sua vez, enquanto o jogador do Chelsea (ING), já titular, busca se firmar ainda mais com a camisa 10 da Seleção.
Para isso, com a possibilidade de atuar com Oscar, Lucas diz que estar em casa pode fazer diferença.
– Faz diferença. Em qualquer lugar você tem de jogar, mas onde você está acostumado mexe com o psicológico – afirmou ontem, em coletiva.
Se ele estiver certo, a África do Sul já tem com quem se preocupar.
No São Paulo
Oscar
Chegou em 2005, com 13 anos, e integrou a primeira turma de Cotia. Subiu ao profissional em 2008, mas nunca se firmou como titular. Em 2009, iniciou briga judicial com o clube alegando pendências no salário até que em 2010 acertou com o Internacional. Após longa disputa, Tricolor o liberou por R$ 15 milhões. Meia foi vendido ao Chelsea (ING) mês passado por R$ 78 milhões.
Lucas
Chegou em 2006, também com 13 anos. Subiu ao profissional em 2010, ainda como Marcelinho mas se firmou em 2011 como titular do time. Vendido ao Paris Saint-Germain (FRA) por R$ 108,3 milhões, se apresentará ao novo clube em janeiro do ano que vem.
CAUSOS DA DUPLA EM COTIA
Lucas cantor
Enquanto Oscar adota um estilo mais reservado e tímido, Lucas sempre foi extrovertido, brincalhão e costumava liderar a roda de pagode na tradicional festa junina em Cotia. "Ele sempre liderava a bagunça e até cantava", entrega Zé Sérgio, ex-técnico sub-17 do São Paulo, atualmente no sub-20 da Ponte Preta. Lucas também era adepto da pescaria e até escapava para cultivar o hobby.
O choro de Oscar
O ano era de 2008, e o São Paulo disputava uma partida pelo Estadual sub-17. Na reserva, Oscar estava com tanta vontade de atuar que até chorou de raiva no banco. "Falava para ele ter calma, porque iria chegar a hora dele", conta Zé Sérgio.
Arisco
Bruno Petri, treinador sub-15 do Tricolor, conta que Lucas sempre emitia a sua opinião em diversos assuntos, com respeito. Zé Sérgio corrobora. Ele falava tanto que até atrapalhou o técnico em um jogo. Com o pedido de silêncio do comandante, o então garoto respondeu: "Então me coloca para jogar". No jogo seguinte veio a chance.
Estudos
Coordenadora social de Cotia, Mariana Grassia conta que Lucas e Oscar eram bons alunos, mas penavam em física e química.
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