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Conversa grampeada com J. Hawilla teria incriminado Marin, diz jornal


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Uma das denúncias de envolvimento de José Maria Marin no escândalo da Fifa teria surgido através de uma conversa entre o ex-presidente da CBF com o empresário José Hawilla. É o que garante a "Folha de S. Paulo" nesta quinta-feira. O dono da Traffic vem colaborando com o FBI desde o fim de 2013, e se comprometeu a utilizar grampos telefônicos em conversas telefônicas com pessoas ligadas ao futebol suspeitas de participar de esquemas de propina e lavagem de dinheiro. 

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Segundo a 'Folha", na conversa à qual o FBI teve acesso, Marin teria falado sobre a distribuição do pagamento de uma propina de R$ 2 milhões pelos direitos de transmissão anuais da Copa do Brasil. O ex-mandatário detido em Zurique teria sugerido que Ricardo Teixeira (chamado de !Coconspirador 11") deixasse de receber uma quantia financeira, e apenas Marco Polo del Nero (denominado "Coconspirador 12" e ele passariam a receber o montante da suspeita propina. 

A colaboração de Hawilla com o FBI passou a ocorrer devido a um acordo do empresário com a Justiça dos Estados Unidos. Flagrado por seu envolvimento com corrupção no futebol, o dono da Traffic decidiu se declararam réu confesso e comprometeu-se a devolver US$ 151 milhões (por volta de R$ 473 milhões). José Hawilla já teria depositado US$ 25 milhões (R$ 78 milhões). Aaron Davidson, presidente da Traffic USA, também teria sido flagrado nas conversas grampeadas com José Hawilla.

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