Clássico mineiro tem ataques em contraste

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Cruzeiro e América-MG, que se enfrentam hoje, às 18h , na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, vivem momentos distintos em seus setores ofensivos. Enquanto o Coelho tem seu ataque afiado, com André Dias e Kempes em grande momento, a Raposa precisa resolver o jejum de gols de seus homens de frente, que já reflete nos resultados. O clássico terá transmissão em tempo real pelo LANCE!NET.
Considerado um dos melhores do Brasil no início do ano, o ataque cruzeirense perdeu muitos nomes. Entre lesões, negociações e dispensas – incluindo a de André Dias, hoje no América-MG – o setor ofensivo foi totalmente reconstruído e até agora não se reencontrou.
Os 30 gols marcados no Brasileirão iludem. Deste número, apenas 36% (ou 11 bolas nas redes) foi convertido pelos atacantes de ofício. O novato Bobô, que atuou em apenas três partidas, é a esperança celeste nesta noite e planeja acabar com a fase em branco dos atacantes.
- Chegou a hora de acabar com o jejum. Treinamos a semana cheia para vermos o que está faltando para os atacantes voltarem a fazer gol. Independente de quem faça o gol, mas o mais importante é a vitória. O que queremos neste jogo é a vitória – afirmou.
Na visão do técnico Emerson Ávila, o problema não é tão simples como parece. O comandante celeste pensa que seus homens de frente estão jogando isolados e, por isso, trabalhou forte a parte tática, para uma maior aproximação entre os jogadores.

Bobô é a esperança de gols celeste (Foto: Gil Leonardi)
- Temos que ter uma postura que deixe os atacantes mais próximos. Além da questão técnica, trabalhamos essa questão tática, dos meias, volantes e laterais também estarem na área, Com um maior número de jogadores, podemos ter mais eficiência no ataque – disse.
- Espero que, não só os atacantes, mas todos os jogadores eles sejam eficientes, os meias também, para que consigamos voltar a marcar os gols e que isso sirva de alento na busca de um resultado melhor - acrescentou Emerson Ávila, que precisa – e muito – da vitória hoje.
Do outro lado, André Dias, renegado na Toca da Raposa, é quem tem a função de colocar a bola nas redes de Fábio. Hoje no América-MG, o atacante teve poucas chances com a camisa do Cruzeiro, muito por conta de uma lesão muscular que sofreu no início do ano.
- Logo no meu primeiro jogo lá, tive uma lesão simples, mas que me atrapalhou. Aí perdi a chance. A concorrência era muito grande, não tive espaço. O tempo que eu perdi, outro aproveitou a chance - explicou o atacante.
Para André, que já marcou cinco gols no Brasileirão, a partida desta noite não traz nenhum ingrediente especial, por ser contra seu ex-clube. A obrigação de marcar gols é a sempre a mesma.
- Não porque é o Cruzeiro, onde estive e não fui muito aproveitado. Quero sempre jogar bem e ser decisivo. É muito bom você jogar e fazer gols, mas a motivação é pela vitória, que nós precisamos muito. E não porque estive no Cruzeiro, por vingança ou qualquer coisa do tipo - finalizou o atacante.
Problema no Cruzeiro é de todos
A má fase do ataque cruzeirense pode ter um impacto maior em cima dos homens do setor, mas não deixa de abalar também os demais jogadores. Na visão do argentino Montillo, artilheiro do Cruzeiro no Brasileirão, com 12 gols, o problema não se limita ao setor ofensivo.
O armador fez questão de assumir parte da culpa para seu setor, o da criação de jogadas, e quer ver a equipe celeste fabricando ainda mais oportunidades de gol para os atacantes.
- Temos que criar mais lances de gol. Acho que o time não está criando muito. Contra o Santos fizemos boas jogadas, mas o temos que melhorar nessa parte também – afirmou o camisa 10.
Sob pressão, é sempre mais complicado corrigir uma situação pendente, mas Montillo está confiante na reação do ataque celeste. Segundo o argentino, o trabalho desempenhado durante essa semana foi feito de maneira correta e pode dar resultados no clássico desta noite, contra o América-MG.
- Nessa semana, o time trabalhou com cobrança nas costas, mas trabalhou tranquilo. Vamos conseguir demonstrar isso no domingo - observou o armador.
André Dias põe fim em problema com Givanildo
Em entrevista ao LANCENET!, o atacante André Dias ressaltou que o problema que teve com Givanildo em função de uma reclamação já está superado. Ele deixou o campo no empate em 2 a 2 com o Avaí, no último dia 10 de setembro, muito insatisfeito com a substituição. O comandan-te do Coelho optou por sacar André para lançar Léo na partida.
– Isso está totalmente superado. Tenho o direito de sair chateado, me irritar ou achar uma situação que penso ser certa (permanecer no jogo), mas nunca questionar o Givanildo – disse André.
O atacante ainda fez questão de elogiar o caráter do comandante do América e enfatizar o pedido de desculpas que fez ao treinador no CT, na última semana:
– Ele merece muito respeito. No pouco tempo em que estou aqui, já o vejo como uma pessoa extremamente correta, a quem admiro muito. Meu pedido de desculpas foi pessoal e profissional.
Confira um bate-bola exclusivo com André Dias:
LANCENET!: Como você vê a contribuição do Givanildo para seu bom momento no ataque da equipe do América?
André Dias: Acho muito positiva a participação dele no meu trabalho, apesar de a nossa equipe ainda não ter conquistado muitas vitorias na competição. Foi com o Givanildo que eu tive essa condição, essa oportunidade de ter uma sequência de jogos, que veio no momento em que eu mais precisava. Ele tem mostrado muita confiança no meu trabalho.
LANCENET!: Como foi, durante sua recuperação física, ficar longe do time?
André Dias: É sempre muito difícil você ficar longe da equipe, sem poder ajudar. Gosto de estar sempre contribuindo para o clube, estando em campo com meus companheiros. Se você só treina, fica na ansiedade, na euforia de ajudar, mas tivemos cautela de trabalhar com cuidado pra não acontecer o que ocorreu no Cruzeiro.
LANCENET!: Que importância teve, para você, o gol que você marcou em sua estreia, contra o Atlético-PR?
André Dias: Esse gol me deu uma grande tranquilidade, um alívio mesmo. Eu tinha entrado no meio do jogo, você às vezes não tem tempo para fazer muita coisa, mas fui feliz. Atacantes vivem de gols, não há como fugir disso, mas priorizo sempre as vitórias da minha equipe.
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