Bruno: mais um guiado pela camisa 7

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Símbolo de tradição e misticismo, a camisa 7 do Botafogo, usada por Garrincha e tantos outros ídolos, costuma ter como dono o principal jogador do clube. No entanto, a missão de carregar o número neste Estadual caiu nas mãos do jovem Bruno, de 21 anos, titular em quatro partidas. Reserva no ano passado, o apoiador encaixou na equipe e não sentiu o peso da responsabilidade. Pelo contrário, é com a 7 que Bruno está à vontade e caminha guiado pela energia do algarismo.
Botafogo pode ganhar um novo talismã no ataque
No Maranhão, aos sete anos, Bruno preteriu a camisa 10 pela 7 no futsal e desde então não largou mais o número. Na base, o jogador foi trocado por sete atletas e partiu rumo ao Nacional, do Paraná. Fora de campo, Bruno, que carrega outros "setes" (veja mais ao lado) passou a estudar o número.
– O sete é o número da perfeição. Acredito que ele me transmite algo especial. Busco aliar finalização, arranque e passe pelo meu máximo. Minha autocrítica é grande – disse.
Bruno ganhou a confiança do torcedor com boas atuações e avalia que a procurada perfeição está próxima de ser atingida.
– Acredito que meu 100% vai ser alcançado na final da Taça Guanabara. Confio muito nisso – destacou.
A confiança de Bruno aumenta na mesma proporção que ele estuda a importância do 7 para o Glorioso.
– Estou no clube certo. Já peguei livros que falam sobre Garrincha e o quanto o sete do Botafogo impressiona. A história é bonita – comentou.
Porém quase Bruno foi parar no Fluminense. Ex-atacante do Botafogo, Alex Alves foi responsável por colocar o Glorioso na rota do amigo: – Atuei com Alex Alves no Madureira e ele falou tanto do clima no Botafogo, que fiquei curioso em saber como seria vestir essa camisa.
O Fluminense não conseguiu acertar a parte financeira por Bruno e hoje o apoiador defende o Alvinegro. Laços unidos, que Bruno deseja manter por muito mais tempo:
– É diferente ser o 7 e ter o carinho da torcida. É um privilégio para poucos.
APARTAMENTO TAMBÉM SERVE DE AMULETO
O gosto de Bruno pelo sete é tão grande, que até mesmo o apartamento no qual mora foi influenciado pela superstição. Emmudança para a Zona Sul do Rio de Janeiro, o apoiador colocou uma condição especial: ir para um prédio que tivesse, no mínimo, sete andares.
Ao ver as opções pela internet, Bruno não teve dúvidas.
– Pulei de alegria quando vi que tinha o apartamento 707. Essa coisa me segue. É tão forte, que precisava ter isso até em casa – comentou.
Sobre o futuro, Bruno sabe que terá dificuldades se quiser continuar com a camisa 7. Maior contratação do Botafogo em 2010, Maicosuel é o dono do número e o clube tem até mesmo ações de marketing que ligamo sete ao Mago, que recupera-se de lesão no joelho esquerdo e deve voltar aos campos em maio. Sobre o assunto, Bruno arrumou a solução.
– Querer, eu quero a 7. Mas quando o Maicosuel voltar, posso ficar com a camisa 77 – disse.
Por incrível que possa parecer, Além da influência do número, o apoiador também convive com o apelido coala, dado por Joel Santana e Loco Abreu quando o jogador chegou ao Botafogo. A brincadeira foi bem recebida, mas demorou um dia para ser entendida: – Depois do primeiro treino, procurei saber o que é. Achava que era algo feio, mas o bicho é minha cara.
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