Brasileiro critica preparação do tiro esportivo para a Rio-2016: 'Estamos estagnados'
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No Pan de Toronto, em julho, a equipe brasileira de tiro esportivo fez uma boa campanha. Com três ouros e uma prata, o Brasil foi o segundo melhor país na modalidade, atrás apenas dos Estados Unidos. No entanto, tal performance não ilude Julio Almeida.
Para o atirador, o país está estagnado. Segundo Julio, apenas Cassio Rippel, campeão em Toronto na carabina deitado 50m, possui uma estrutura próxima do ideal. Cassio faz parte do Plano Brasil Medalhas, do governo federal.
– O tiro esportivo brasileiro continua estagnado. Houve um investimento maior direcionado a poucos atletas. Estes seis nomes evoluíram e conquistaram quatro medalhas no Pan. Para os demais, não houve evolução – criticou Julio, que tem uma Olimpíada no currículo, em Pequim-2008.
Coronel e piloto da Força Aérea Brasileira, Julio se dedica exclusivamente ao esporte, ajudado pelo salário recebido da FAB, além da Bolsa Atleta de R$ 1.850 mensais do Ministério do Esporte.
A Força Aérea também fornece parte de seu armamento e munição. Já as viagens para competir são bancadas pela Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE). Tal estrutura, porém, ainda não é suficiente para o atirador, que treina atualmente na Escola Naval, no Rio de Janeiro.
Julio e outros competidores acabaram sendo afetados pela reforma no Centro Nacional de Tiro Esportivo (CNTE), que será a sede da modalidade na Olimpíada do Rio.
– Com o fechamento do CNTE para as reformas, toda a estrutura da equipe multidisciplinar foi desmobilizada. Passei todo o ano sem psicólogo, nutricionista e preparador físico – relatou.
Apesar de tudo isso, o atirador acredita que uma medalha brasileira na Olimpíada é viável.
– É possível, mas vai depender da estrutura de treinamento montada na Escola Naval (que deverá ser a base do tiro esportivo brasileiro para a Rio-2016) – disse.
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