Brasil conta com técnico 'vira casaca' no polo aquático feminino
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No Pan do Canadá, a Seleção Brasileira feminina de polo aquático está usando uma prata da casa para conquistar uma medalha na competição.
Desde o ano passado, o time conta com o comando de Pat Oaten, nascido na Espanha mas considerado um canadense nato. O treinador foi contratado dentro do projeto de alavancar o esporte brasileiro para a Olimpíada do Rio.
Na última terça-feira, na estreia do Brasil nos Jogos de Toronto, Oaten enfrentou justamente a equipe onde fez fama, o Canadá. Ele foi treinador da equipe entre 2002 e 2012, e assumiu em seguida um cargo diretivo na Associação Canadense de Polo Aquático. Na época, um de seus maiores feitos foi o vice-campeonato mundial em Roma (ITA), em 2009.
Bastante cotado internacionalmente na modalidade, ele foi convidado em 2014 pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para treinar a seleção feminina. E aceitou a oferta, deixando os canadenses "órfãos" de um de seus melhores profissionais.
Enfrentar sua ex-equipe não balançou o coração de Oaten, muito menos o fato dele encarar atletas que passaram por suas mãos.
Vestindo a camisa oficial da delegação brasileira à beira da piscina, com a bandeira verde e amarela no peito, Oaten virou a casaca.
– Estou aqui como um brasileiro, representando e com as cores do país. É isso o que está em minha mente. Não tenho qualquer tipo de emoção (por jogar em casa) – disse Oaten após o empate entre Brasil e Canadá em 7 a 7, na sede do polo aquático no Pan canadense, na cidade de Markham. O resultado embolou o Grupo B, com Brasil, Canadá, Venezuela e Porto Rico empatados com um ponto.
O treinador encarou o desafio de liderar uma equipe que não está entre as potências globais justamente por saber que a Seleção Brasileira pode evoluir até os Jogos Olímpicos do próximo ano.
– As pessoas perceberam a evolução dessa equipe nos últimos 14 meses. É inacreditável o que aconteceu. Queremos conquistar uma medalha na Olimpíada, e para isso vamos trabalhar, trabalhar e trabalhar. Se isso acontecer, o mérito será completamente das atletas – completou o treinador.
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