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Barcos exalta união do Grêmio, nega favoritismo e confia em convocação


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Fazia muio frio em Porto Alegre na última segunda-feira quando Barcos recebeu a reportagem do LANCE!Net no estádio Olímpico para uma rápida entrevista após o treino. Para se aquecer, o Pirata tomava um chocolate quente em copo plástico, que também serviu de termômetro da conversa. Toda vez que ouvia alguma pergunta mais delicada, o jogador olhava fixamente para a bebida, girava o objeto e respirava fundo antes de responder. Foi assim quando questionado sobre a saída do Palmeiras, a frustração por não ser mais convocado para a seleção argentina e até o fato de o Santos ter um time repleto de jovens.

- Você já viu quantos garotos o nosso time tem? - rebateu, com ar sério.

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Confiante para a partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, nesta quarta, às 21h50, na Arena Grêmio, Barcos se apega a união do grupo para apostar no título da Copa, que seria o bi dele, campeão com o Palmeiras ano passado. Na entrevista, o Pirata aponta semelhanças entre o time desde ano e o que ele estava em 2012, fala sobre objetivos no Brasileirão, o futebol brasileiro e seu futuro. Confira:

Acredita que pode voltar à seleção argentina, ser o camisa 9?
Tenho a esperança de estar na seleção de novo. De ser o camisa 9, não sei, mas estar no grupo é importante, e eu vou tentar.

Se sente frustrado por não ser mais convocado?
 Fui na primeira convocação no começo do ano, estava bem... A seleção tem 500 jogadores para chamar, não é fácil para o técnico tomar decisão e eu entendi. Nas Eliminatórias não estava em um momento bom para jogar na seleção, não me frustrei nem nada, sabia que não estava bem.

Se ainda estivesse no Palmeiras, crê que poderia ter mais chances?
Se minha vó não tivesse morta, estaria viva. É muito difícil especular.

Qual o seu sentimento em relação ao Palmeiras?
Tenho uma lembrança muito boa do Palmeiras, sempre falei de coração, nunca foi da boca para fora. Deixei tudo quando estive lá, fiz tudo certinho. Não saí da maneira que esperava, mas saí e é um ponto final.

Vê semalhanças no Palmeiras do ano passado e o Grêmio desse ano?
O mesmo grupo que ganhou a Copa do Brasil, foi rebaixado. Ano passado o grupo estava fechado, como esta fechado esse do Grêmio. Eram 30 jogadores que pensavam na mesma coisa. Depois pensou que o ano estava ganho e aí ficou complicado.

Como analisa a competição?
É difícil, tem 16 times muito bons. Não vai ser fácil, mas estamos convencidos de que podemos chegar até o final. É só jogar como estamos.
 
Mantém a meta de gols neste ano?
Fiz no começo do ano (28), vamos ver se consigo. Tem uma pressão, vou contando os jogos que faltam, os gols que tenho que fazer. É bom ter uma pressão dessa, aí não relaxa.

O Santos tem muitos garotos. Acha que isso pesa?
Você viu quantos garotos temos? Acho que garotos, experientes... Para o Grêmio, todos são importantes.

Tem vontade de jogar na Europa? Pensa em voltar à Argentina?
Voltar para Argentina, não. Se tiver oportunidade, nunca descarto a Europa, mas estou bem aqui.

Como vê o selinho do Sheik?
Não faço esse tipo de coisa, cada um faz o que quer, é uma coisa dele, não tenho nada para falar.

Acha que o Grêmio é um dos favoritos no Brasileirão?
Falta muito, ainda não terminou o primeiro turno, estamos no caminho certo, mas falta muito.

O Renato acredita que não...
Ele está certo, falta muito. Favorito seria se tivesse em primeiro, com dez pontos de vantagem.

Como analisa o futebol daqui?
Eu acho muito bom, muito competitivo. Não se lota estádio, mas a torcida acompanha. Estive em seis, sete países e aqui tem o melhor futebol. Na Argentina não é assim.

Como analisa o calendário?
Gosto. Estamos sempre jogando. Todo mundo está bem fisicamente, o time quase não mexe, estamos bem.

Como cuida do físico?
Sempre treino para ficar 100% e render no campo. Na vida pessoal tomo cuidado, não bebo, não fumo, tomo cuidado com a comida.

Faltou físico antes?
Faltou um pouco de tudo, foi uma fase difícil. A diferença hoje é o grupo. Nos primeiros meses era difícil. Hoje todo mundo se doa, dá vontade de correr.O grupo é humilde não importa o salário, o nome...

Qual a importância do Renato?
O Renato trabalha muito. Podemos ajudar, mas a decisão é dele.

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