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Atlético-MG é duro de roer. Conheça o Galo de Elite

Dia 27/10/2015
23:18

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O ambiente era completamente desfavorável. Somente torcedores do Cruzeiro no estádio, time na zona de rebaixamento, o adversário era o líder do campeonato... Para deixar o Atlético-MG ainda mais preocupado, nos últimos 16 clássicos, o Alvinegro venceu somente uma vez e, mesmo assim, com o rival atuando com os reservas.

Em Uberlândia, no último domingo, "Operação Iraque" seria o nome ideal para a tarefa do Galo. Porém, missão dada é missão
cumprida, parceiro. Da mesma forma que o Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro (Bope) invade ambientes hostis e consegue êxito, o Atlético-MG não teve medo do inimigo, venceu o Cruzeiro e deixou a zona da degola.

A comparação é propícia para explicar o triunfo atleticano no clássico de domingo. No sábado, o ex-capitão do Bope e consultor do filme "Tropa de Elite", Paulo Storani, deu uma palestra aos jogadores no hotel onde o time ficou hospedado, e um dos temas abordados foi a união para conquistar objetivos.

Storani foi um dos oficiais que inspiraram o personagem Capitão Nascimento, interpretado pelo ator Wagner Moura em Tropa de
Elite. Em sua palestra "Vá e Vença", o objetivo é despertar as pessoas para a importância da superação de desafios no ambiente competitivo de trabalho e o papel da liderança sob os aspectos rígidos dos homens de preto do Bope.

- Foi a melhor palestra da minha vida. Mexeu muito comigo e com todo mundo - revelou Diego Tardelli após a partida.

O atacante Obina, craque da rodada pelo LANCENET!, entendeu o recado da palestra de sábado.

- A união e a luta de todos foram fundamentais. Vencer o Cruzeiro, que briga pelo título, deixou o time mais motivado - disse o Anjo Negro, que no clássico pegou geral.

Confira um bate-bola com Paulo Storani:

LANCENET!: Como foi a reação dos jogadores do Atlético-MG ao final da palestra de sábado?
Paulo Storani: Todos se mobilizaram em busca do objetivo que era livrar o time daquela situação. Ao término da palestra, os jogadores se levantaram, aplaudiram, se abraçaram e gritaram "podem contar comigo". Foi uma comoção muito grande.

L!: Quais foram os principais temas abordados durante a palestra?
PS: Conversamos com os atletas sobre a capacidade de romper limites. No mundo tão cruel e extremamente competitivo, buscar forças para superar obstáculos é muito importante na formação de um profissional. A relevância do trabalho está em saber
ir além dos limites e superá-los. Só assim, o grupo conseguiria sobreviver numa competição. É necessário também saber lidar com toda pressão. Há muitos jovens que acabam sendo golpeados por aquilo que sai na mídia.

L!: O que estava faltando para o Atlético-MG deslanchar no Brasileiro?
PS: Liderança neste momento é fundamental. É a única forma de manter a luta viva. Outro ponto relevante é o trabalho em equipe. O Atlético foi um gigante no clássico de domingo.

L!: Como você viu a postura do grupo atleticano no clássico?
PS: O elenco do Atlético-MG entendeu exatamente o espírito do Batalhão de Opera ções Policiais Especiais. Todos se mobilizaram em torno de um objetivo e o resultado foi alcançado.

L!: Diante de tanta adversidade, momento mais oportuno para uma palestra assim não haveria...
PS: O Dorival Júnior queria que alguém de fora mostrasse um novo ângulo aos jogadores. Passar para o grupo uma nova alternativa para crer que o momento ruim e a pressão poderiam ser superados.

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